CHORORÔ: O MENINO QUER COLO!

flávio bolsonaro chorando“As denúncias sobre Flávio Bolsonaro podem ser verdadeiras ou não (parecem ser), mas enxugar o focinho com nossa bandeira do Brasil é inaceitável, rematada vigarice.” (Senador Roberto Requião, sobre o “chororô” do filhinho 01 de Bolsonaro, que enxugou suas lágrimas na bandeira brasileira).

“São consideradas manifestações de desrespeito à Bandeira Nacional, e portanto proibidas:

III – Usá-la como roupagem, reposteiro, pano de boca, guarnição de mesa, revestimento de tribuna, ou como cobertura de placas, retratos, painéis ou monumentos a inaugurar.” (Lei 5700/1971, que trata dos símbolos nacionais, artigo 31).

Não demorou para que o apelo ao emocional aparecesse. O vídeo que mostra o filho de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, enxugando suas lágrimas na bandeira do Brasil é ridículo, inaceitável e um desrespeito ao símbolo nacional. Flávio Bolsonaro, não tendo altivez e argumentos para enfrentar as graves denúncias contra ele, depois de tentar se explicar na emissora do Bispo Macedo, agora apela para o choro. Nós sabemos quem ele quer atingir. É principalmente a opinião pública desinformada, especialmente suscetível a apelos emocionais. Para quem já desmaiou em  um debate e agora aparece com uma imagem em que abre o berreiro e enxuga as lágrimas em nossa bandeira, a fraqueza de espírito é visivelmente grande. Sabe-se que o vídeo é da época da campanha. Porém, foi muito divulgado agora como, certamente, um expediente para invocar o lado preponderantemente emotivo do brasileiro. O vídeo “entrou em campo” exatamente no momento em que o filhinho do papai precisa de “colinho”.

Mas além das denúncias que Flávio Bolsonaro já tem que responder, é possível enquadrá-lo em outra: a do desrespeito aos símbolos nacionais. Sim, porque ele desrespeitou a nossa bandeira. Ele que usasse um lencinho (talvez azul, para agradar à Damares) para enxugar suas lágrimas de crocodilo. Porque o filho do Presidente desrespeitou nossa bandeira, infringindo o artigo 31 da Lei 5700/1971, que dispõe sobre a apresentação e utilização dos símbolos nacionais. E a lei é clara em seu artigo 31: a bandeira nacional não pode ser usada como pano de boca.  A imagem é clara e o desrespeito aos símbolos nacionais é crime. Ele poderia até ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional.

Enquanto isso, as investigações estão paradas (Ave Fux!). Enquanto isso, a filha do Queiroz continua em seu gabinete recebendo quase 10 mil reais por mês. Enquanto isso, nem Flávio e nem Queiroz, o “laranja” da família, não deram qualquer explicação ao Ministério Público. Enquanto isso, Mourão diz que o governo está fora dessa (mas não era assim que eles pensavam em outra época, quando acusações eram lançadas ao filho de outro Presidente).

O choro de Flávio não teve nada de patriótico, qualquer que tenha sido o contexto. Mais ridículo é explorar a cena com fins emotivos. O choro dele até lembrou o de Rodrigo Maia, apoiado pelo governo para reeleição a Presidente da Câmara. Na ocasião, Maia chorou copiosamente quando o governo do Rio assinou o tal acordo fiscal, ou melhor, o seu “Tratado de Versalhes”. Mas o choro de Rodrigo Maia, ao menos tem uma explicação plausível: ele é conhecido como “Botafogo” na planilha de propinas da Odebrecht. É melhor eu parar por aqui. Não quero perder amigos botafoguenses…

Para consolo de Flávio, aí vai uma musiquinha cantada por quem apoiou seu papai na eleição e que destina-se a um menino que chora e precisa de colo:

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