O ROLO DO MORO

bobinaO “pau para toda obra”, ou polivalente e dublê de assessor, motorista, amigo e “laranja” da família Bolsonaro, Fabrício Queiroz, movimentou muito mais grana do que, até então, tínhamos conhecimento. Além dos 1 milhão e 200 mil reais já  divulgados pelo COAF, agora a movimentação da dinheirama do “laranja” subiu para 7 milhões. E, ao que parece, ainda podemos dizer: “isso é só por enquanto”. Provavelmente teremos que ficar “apertando o F5” para ficarmos atualizados sobre o escândalo. Agora, foram divulgadas as movimentações feitas por Queiroz entre 2014 e 2015, que somaram 5 milhões e 800 mil. Ao que tudo indica o “rolo” vai aumentar.

Ontem, Flávio Bolsonaro foi visitar o seu papai no Palácio da Alvorada. Devem ter discutido como enganar os patos para saírem dessa. Claro, parece que o tal “rolo” ao qual Bolsonaro, o Presidente, sempre se referiu, já está virando uma enorme bobina. Flávio Bolsonaro critica a investigação. O vice Mourão também critica. O líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir, diz que o Ministério Público está fazendo “terrorismo”. Estranho vermos agora pessoas do governo que “iria acabar com a corrupção” e com o mantra fajuto do “a lei é para todos, doa a quem doer”, colocarem-se contra investigações de movimentações financeiras suspeitas e que já estão evoluindo para lavagem de dinheiro. O que dirá Sérgio Moro? Será que, dessa vez, ele irá vazar alguma informação, “para o bem do interesse público”, para a Rede Globo? Moro está à frente do COAF. Capciosamente Bolsonaro tirou o órgão de controle de movimentações financeiras do Ministério da Fazenda e transferiu-o para a pasta da Justiça, sob o comando de Moro. Certamente, os eleitores de Bolsonaro devem ter aprovado essa transferência, pois Moro é “imparcial, rigoroso e sem viés político”. Com o COAF sob seu comando, Moro só tem duas alternativas: acelerar e exigir cada vez mais apuração por parte do órgão, “doa a quem doer” ou… “desculpar” os Bolsonaros e o “laranja” da família.

Tudo indica que o “rolo” já virou bobina e a sua tendência é crescer. Não pode haver blindagens, como já querem fazer em relação ao Presidente. A figura de Queiroz é absolutamente indissociável da de toda família Bolsonaro: patriarca, primeira-dama e filhos, especialmente Flávio. O montante das movimentações aumentou. E já podemos dizer que Moro entrou no rolo, ou melhor, na bobina. Porque, com o comando da Polícia Federal, com sua agenda anti-corrupção e chefiando o COAF, o que fará o juiz-ícone do combate à corrupção e atual Ministro da Justiça? Incentivará as investigações, “doa a quem doer”? Desculpará a família Bolsonaro e seu “laranja”? Ou sairá do governo? Que rolo, hein Moro!

 

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