GENERAL, MALANDRAGEM E NEPOTISMO

não ao nepotismo“O Banco do Brasil informa que Antônio Hamilton Rossell Mourão foi nomeado ontem, 7, para o cargo de assessor especial da Presidência. O cargo é de livre provimento da Presidência do BB e a nomeação atende aos critérios previstos em normas internas e no estatuto do Banco.” (Comunicado oficial do Banco do Brasil divulgado hoje, 8 de janeiro de 2019, sobre a nomeação do filho do Vice-Presidente Mourão para o cargo de assessor especial da Presidência da instituição).

“Pero Vaz, escrevendo de mansinho
Asilou o seu sobrinho
Inventou o pistolão.” (Trecho do samba-enredo da Império Serrano de 1984, com o enredo “Foi malandro é.”)

“O brasileiro herdou a malandragem do africano.” (General Mourão, em 6 de agosto de 2018).

O novo assessor da Presidência do Banco do Brasil é… o filho do Vice-Presidente, general Mourão. A nomeação, feita no dia 7 de janeiro,  não tem outra definição que não seja um nepotismo descarado. Com o cargo, o salário do filho de Mourão será triplicado e irá ultrapassar 36 mil reais mensais. E agora José? O que os patos amarelos e os meninos do MBL vão dizer em casa?

Embora o cargo seja comissionado e, portanto, de confiança, é impossível que não exista nos quadros do Banco do Brasil funcionários capazes e que possam ser da confiança do Presidente da instituição para ocuparem o cargo. Mas a escolha recaiu, exatamente, sobre o filho do Vice-Presidente.

Em apenas uma semana de governo, o “mito redentor” já tem muito o que explicar: o motorista “laranja”, o “caixa 2” do Onyx,  a aliança com Rodrigo Maia e esse vergonhoso nepotismo que beneficia o filho do general que ocupa a Vice-Presidência da República. O general se limitou a dizer que “o filho é qualificado, o resto é fofoca.” Não estamos duvidando da qualificação ou competência do pimpolho do general. Mas que “resto” que é fofoca? Não há nada de fofoca. Houve sim um baita de um nepotismo, que contradiz todo discurso moralista que sempre permeou o discurso ultra-conservador dos que estão no poder. E isso não é “fofoca”. O filho de Mourão está há 18 anos no Banco do Brasil. E isso não é “fofoca”. Em todo esse tempo, apesar de sua competência e capacidade, ele não chegou a ocupar nenhum cargo de grande relevância no banco. E isso também não é “fofoca”.

Cargo de confiança não se discute. Mas quando nomeia-se o filho do Vice-Presidente da República, o nome é nepotismo. E isso nada tem a ver com o moralismo tão apregoado por essa gente. Aguardamos o pronunciamento da “patolândia”.

 

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