O PILOTO SUMIU!

piloto sumiu

Fabrício Queiroz, o “piloto”, sumiu. Mas talvez não seja preciso apertar os cintos, como recomenda o título da comédia que fez sucesso em 1980. Queiroz, o motorista-assessor de Flávio Bolsonaro, deveria explicar as movimentações estranhas em sua conta alaranjada. Porém, o silêncio sepulcral dos “combatentes da corrupção” deve ter encorajado o piloto a sumir. Quanto aos cintos, certamente não será preciso apertá-los porque tudo indica que não haverá qualquer emoção.

Queiroz desapareceu. Não sei se ainda pesca junto com seu parceiro de horas de ócio, o Presidente eleito. O companheiro de pescaria do capitão reformado deveria depor no dia 21. Porém, alegou “doença”. Encontra-se internado. Parece que a coisa foi tão grave que ele teve que tomar anestesia. Qual seria a doença? Se foi intoxicação por ingestão de algum peixe contaminado, então a vida, mais do que nunca, está imitando a sétima arte. Teria sido algum baiacu que ele pescou junto com o Bozo?

Queiroz, sabedor da proteção e blindagem que já tem do governo a ser empossado no primeiro dia de janeiro, já faltou a dois depoimentos. E tudo indica que só falará quando quiser. O que quiser. Para quem quiser. Em relação ao “quando”, já é certo que o “laranja” só irá depor após a posse do capitão. Nos primeiros dias de governo, quando todas as atenções estarão voltadas para os Ministros e o Presidente em início de mandato, qualquer declaração do motorista ficará em segundo plano. Quanto aos 1 milhão e 200 mil reais, vida que segue, coisas da vida. Talvez, errar seja humano. Quem sabe uma desculpa do Moro? Ou ainda um conselho da Pastora-Ministra Damares para ver Jesus na goiabeira e então pedir perdão?

Pode mesmo ser que ele esteja doente. E, se foi contaminado por comida intoxicada, tal como no filme, o piloto talvez pudesse aparecer. Quem sabe com um “jejum espiritual” do Dallagnol em nome do combate à corrupção? Mas tudo indica que os procuradores que jejuavam há algum tempo também sumiram. Então, não haverá emoção. Relaxemos. Não é preciso apertar os cintos. Logo logo o silêncio sepulcral dará início a uma ruidosa campanha do tipo #queirozinocente ou #queirozlivre. E todos serão felizes para sempre!

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