MORO E O COAF

coafO político e futuro Ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Sérgio Moro, deve estar mesmo muito incomodado com a atuação do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Mas por muito tempo ele não teve esse sentimento. O COAF sempre foi uma referência para o político Sérgio Moro. Porém,  as recentes revelações do órgão que mostra as movimentações financeiras e acusa atipicidade em depósitos e transações, há alguns dias devem estar tirando o sono de Moro. E também de seus admiradores “moralizadores” e soldados “anti-corrupção”. Tudo depois que o Conselho mostrou as tenebrosas transações envolvendo o motorista da família Bolsonaro e o cheque da futura primeira dama recatada e do lar.

Ontem, o político e futuro Ministro Sérgio Moro confirmou que o governo Bolsonaro enviará ao Congresso um projeto de lei para transferir o COAF para a sua futura pasta. Atualmente, o órgão que detectou pagamentos ao motorista de Flávio Bolsonaro é ligado ao Ministério da Fazenda. A pretensão do político Sérgio Moro com a proposta é, evidentemente, trazer para seu controle o órgão que acusa o que poderiam ser indícios de ilicitudes em se tratando de dinheiro. E ele já tem até um nome para comandar o órgão, caso a transferência seja aprovada. Trata-se de do auditor fiscal Roberto Leonel, que já trabalha na Receita Federal do Paraná. Ao que tudo indica, O político Sérgio Moro quer fazer do COAF um tentáculo da “República de Curitiba”. Para alegria da família Bolsonaro. Para alegria dos tucanos de todos os costados. Especialmente Aécio, Serra e Alckmin devem estar ululantes com a intenção do político e futuro Ministro Sérgio Moro.

O incômodo de Sérgio Moro se justifica. Talvez o COAF já esteja indo “longe demais”. Isso porque depois da descoberta envolvendo o motorista da família de seu Presidente, agora o COAF enriqueceu a sua constatação. Ontem foi noticiado que o relatório do COAF mostrou que as datas dos depósitos na conta do motorista-laranja coincidiram com as datas de pagamento na ALERJ. Nos meses de março, abril, maio, junho, agosto e novembro de 2016,  nos dias de pagamentos de salários na ALERJ, a conta do motorista-laranja ficou um pouquinho mais gorda. Não um dia antes e nem um dia depois do pagamento. Foi no mesmo dia. Curiosa coincidência. Coisas que acontecem! O mesmo relatório mostra que nove ex-assessores de Flávio Bolsonaro repassaram grana para o motorista-laranja.

Agora está explicado o incômodo do político Sérgio Moro. É preciso dar uma trava. Ele quer chamar essa “responsabilidade” para si. Assim, trazendo o COAF para seu controle, possivelmente o político Sérgio Moro descobrirá em sua justa, fria e imparcial análise, algum dinheiro que possivelmente foi usado na compra de pedalinhos. A Nação ficará indignada. Sem pedalinhos, patos amarelos sairão dos lagos e irão para a Avenida Paulista protestar contra a imoralidade e exigir o fim da corrupção. Enquanto isso, além de bolsonaristas “moralizadores dos costumes e das finanças”, “ETs”, “Playboys do Pó”, “Picolés de Chuchu” e outros tucanos do céu e da terra, aliviados, aplaudirão a eficiência do órgão comandado pelo incólume ex-juiz adepto da lógica do “no dos outros é refresco”

 

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