A PEDALADA DA JANAÍNA

pedalada da janaína“Se entendi bem, sentiram falta de comprovantes de transferência de 18 mil reais e de dois contratos que, juntos, somam 4 mil reais. O problema é que eu enviei documento por documento aos advogados contratados, na data em que emitidos.” (Janaína Paschoal, deputada estadual eleita pelo PSL em São Paulo, explicando sua provável “pedalada”).

Janaína Paschoal, a “funcionária terceirizada do PSDB” e uma das signatárias do conluio golpista que derrubou a Presidente Dilma, corre o risco de não ser empossada deputada estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ela foi a candidata mais votada em todo país, com mais de 2 milhões de votos, com melhor desempenho do que muitos candidatos a Presidente da República. Porém, em nome da legalidade que ela tanto defende (e assim ficou nacionalmente conhecida), ela pode nem assumir. Tudo por causa da omissão do valor de 18 mil e 500 reais que, segundo ela, foram gastos em sua campanha.

Diferentemente da ex-Presidente Dilma, que nada escondeu, o parecer da Justiça Eleitoral afirma que há “inconsistência grave que caracteriza omissão de informação”  na prestação de contas da “pós-doutora” o que, em outras palavras, significa que ela não declarou o valor que afirma ter gasto em sua campanha. Teria sido um tropeço? Um escorregão? Ou uma “pedalada”?

Deve ser muito chato ter o mandato surrupiado por algo tão ínfimo. E como ficam os mais de dois milhões de eleitores que delegaram à “pós-doutora” a legitimidade de representá-los? Onde estariam, afinal, os 18 mil e 500 reais que a “pós-doutora” diz ter gasto em sua campanha? Ela disse que “sentiram falta de documentos” e que os enviou aos seus advogados. Ela e seus advogados também culpam até a informatização por essa “pedalada” ocorrida em sua campanha. É. Pode até ser. Nada como um dia atrás do outro.

Porém, creio que a “pós-doutora” não precisa se preocupar. Sendo quem é e estando do lado em que está, certamente a “pós-doutora”, muito astuta e competente, poderá se beneficiar da nova “jurisprudência” criada pelo seu futuro Ministro da Justiça, Sérgio Moro. Falo da “jurisprudência da desculpa”, já usada pelos seus correligionários. O Onyx Lorenzoni pediu e teve as desculpas concedidas por algo muito mais grave, um “caixa 2” de 200 mil reais. Moro, seu colega no futuro governo, o desculpou. Bolsonaro, o seu Presidente, também “desculpou-se” com a Ministra Rosa Weber, Presidente do TSE, pelo ataque às urnas eletrônicas e pela instabilidade que criou com suas criminosas acusações durante a campanha. Desculpas igualmente aceitas. O “Eduardinho” também já se desculpou pelos assaques criminosos ao STF. Tudo em casa. Então, basta a “pós-doutora” pedir desculpas. Certamente, as mesmas serão concedidas. Afinal, a “justiça” é para todos. Já as “pedaladas”, nem tanto…

 

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