PAPEL PRÁ QUEM PRECISA!

papel higiêncio“Se alguém ainda compra a Folha, já pode economizar papel higiênico.” (Eduardo Bolsonaro, em postagem feita no twitter).

Que não se iludam os meios de comunicação. Principalmente aqueles que, até aqui, vêm recebendo elogios e preferências para entrevistas exclusivas com o Presidente eleito. Que não se iludam jornalistas. Assim como professores, eles também serão alvo de perseguição no governo que se avizinha.

Bolsonaro já mandou o recado, poucos dias após a eleição, ao afirmar que cortará verbas de publicidade oficial das emissoras de TV que não se enquadrarem nos seus princípios. Recado dado. Agora, pelo menos, saberemos claramente distinguir os veículos de comunicação cooptados pelo governo de ultra-direita daqueles, de fato, independentes. A Folha de São Paulo e seus jornalistas já vêm sendo, há tempos, alvos da fúria de Bolsonaro. Primeiro, foi a Camila Mattoso, a quem Bolsonaro falou que “comia gente” com o dinheiro do auxílio-moradia. Agora, a Mônica Bérgamo, ao publicar o que seria um “furo” de reportagem, quando anunciou que Alexandre Garcia, da Globo, foi sugerido para assumir um cargo na comunicação do futuro governo, foi atacada pelo filho de Bolsonaro. Então, ao atacar a jornalista, o filho de Bolsonaro comparou o jornal para o qual ela trabalha a papel higiênico.

Se é assim, então sugiro ao filho de Bolsonaro que junte muitas folhas do jornal que o desagradou para limpar a boca de seu papai e dos assessores dele. Porque, pelo que vem saindo, por via oral, de dentro de seu pai, nem parece que ele está colostomizado. Mas isso também serve para o seu vice e para os seus assessores. Há dois dias, Bolsonaro voltou a falar que “o brasileiro não sabe o que é ditadura porque nunca houve ditadura no Brasil.”  O seu futuro chanceler, Ernesto Araújo, já havia falado que o climatismo “é uma conspiração marxista”. O vice Mourão já havia afirmado que “família em que os filhos são criados só por mães ou avós é uma fábrica de desajustados”. Isso sem esquecermos de uma pérola preciosíssima do futuro Presidente, quando afirmou que “o índio quer ser como nós”, em seus pitacos sobre meio ambiente.

Pelo visto, a partir do que o filho do Bolsonaro falou, o próximo governo terá que ser mesmo um assinante permanente da Folha de São Paulo. Será até um alívio orçamentário para o país, pois, seguindo seu próprio conselho, o governo é quem irá economizar muito papel higiênico.

 

 

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