A ROSA CONSTITUCIONAL

rosa weberA eleição para governador do Rio de Janeiro teve um novo capítulo no dia de ontem: o TSE barrou, por unanimidade, a a candidatura de Garotinho, do PRP. O acolhimento do recurso da defesa do candidato da decisão do TRE-RJ, que havia impugnado sua candidatura com base na Lei da Ficha Limpa, foi negado por 7 votos a zero. Porém, o que chamou nossa atenção e não foi comentado na mídia foi a posição de Rosa Weber, a Presidente do TSE e também Ministra do STF. Rosa Weber, não sabemos ao certo, parece ser uma juíza “pendular”. Ela oscila. Ela “é e não 锓está e não estᔓafirma e nega”. Talvez, antes de ser juíza, ela tenha sido admiradora do filósofo grego Heráclito. Isso porque, depois de o TSE ter “limado” a candidatura de Garotinho, o tribunal ainda proibiu que sua campanha tivesse continuidade. Só que a Ministra Rosa Weber entendeu que não seria justo barrar a campanha do candidato, visto que ainda cabiam recursos no STJ e no TSE. A Ministra foi absolutamente “constitucional” e seu entendimento teve fulcro no artigo 5° da Lei Magna, talvez o mais importante, mais fundamental e, infelizmente, o mais desrespeitado artigo de nossa Constituição. Porém, Rosa Weber foi voto vencido nesse seu entendimento.

Interessante que a “Rosa Constitucional” de agora não foi a mesma “Rosa Constitucional” de abril, quando o Supremo teve que decidir sobre a prisão em segunda instância. Na ocasião, o voto dela era o mais aguardado porque a Ministra sempre manifestou sua convicção contrária à prisão em segunda instância. Mas naquela ocasião, ela preferiu seguir a jurisprudência e votou favoravelmente à prisão em segunda instância. Naquele momento, a Ministra Rosa deixou o artigo 5º da Constituição de lado. Às favas com as convicções.

Ontem, no entanto, ela voltou a ser a “Rosa Constitucional” de suas convicções. Se bem que, dessa vez, não houve ameaça de nenhum general, como em abril. Que Rosa nós queremos para o futuro?, parodiando a campanha da emissora dos Marinhos. Nós gostaríamos que a Rosa fosse sempre aquela que é convicta de que a Constituição deve sempre ser cumprida. Seria exigir demais de uma juíza? Mas, infelizmente, o Lulu Santos já deu a resposta: a Rosa é “como uma onda no mar”. “Nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará…”

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s