BRASIL, VENEZUELA E O IDH

idh 2017A ONU divulgou o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) referente a 2017, dentre 189 países. O IDH é um índice que avalia a qualidade de vida nos países, levando-se em conta saúde, educação e renda. Mas outros indicadores também podem ser considerados como, por exemplo, a desigualdade. O IDH é medido em uma escala que vai de 0 (zero) a 1 (um) e quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano.

O que chama a atenção em relação ao Brasil é que, a exemplo do ano passado, nosso país encontra-se atrás da Venezuela. Isso mesmo, podem acreditar: O IDH da Venezuela é maior do que o do Brasil. No resultado divulgado, o Brasil, dentre os 189 países, aparece na 79a. posição, com o IDH 0,759. A Venezuela está uma posição acima do Brasil, com IDH 0,761. Quando vemos pela mídia tantas notícias sobre falta de alimentos, debandada geral de imigrantes venezuelanos entrando no Brasil, crise de desabastecimento e até discursos na campanha política clamando coisas do tipo “não vamos deixar fazerem do Brasil uma Venezuela”, o resultado é mesmo de causar estranheza.

Deve haver uma explicação para tal. E temos uma leitura a respeito dessa situação. Em primeiro lugar, é necessário esclarecer que o IDH é aferido pela ONU e que a ONU é dominada por países que até são hostis ao governo da Venezuela. Assim, não se pode falar em critérios de “favorecimento político”.  Claro que, para quem disse que o Comitê dos Direitos Humanos da ONU é “fajuto”, é normal esperar dos mesmos que digam que essa classificação da ONU também é “fajuta”. Afinal, o que se passa nos países do caudilho Maduro e do golpista Temer?

A Venezuela é um país quase que exclusivamente dependente do petróleo e as oscilações de preços do produto influem diretamente em sua economia. E esse preço, nos últimos anos, já sofreu quedas superiores a 20%. Isso sem contar o embargo econômico, liderado pelos EUA,  que os governos venezuelanos estão sofrendo há tempos. Claro que a situação gera sérios problemas. No Brasil, todos os índices mostram que, após o golpe de 2016, o Brasil teve, absurdamente, um declínio geral na qualidade de vida. A própria ONU, após a usurpação do poder por Temer, recolocou o Brasil no mapa da fome, de onde já tinha saído e não só não poderia, como não deveria mais ter voltado. Acrescente-se a isso o corte em investimentos básicos promovido pelo governo golpista, que afetaram saúde e educação no ano passado e já trouxeram reflexos no IDH agora divulgado. A pobreza sabidamente aumentou e são muitos os casos de brasileiros que, sem conseguirem pagar pelo gás, estão cozinhando na lenha. Muito possivelmente existam no Brasil, país de dimensões s continentais, “muitas Venezuelas” iguais àquelas que a Globo nos mostra.  São “rincões de pobreza” onde falta até água potável. A situação no Brasil fica mais dramática, e aí temos também um reflexo de políticas econômicas, quando a desigualdade entra na aferição do IDH. Se a desigualdade for levada em conta, aí o Brasil vai para IDH 0,578 e cai 17 posições. Isso tem a ver com concentração de renda. Perguntem para o bilionário Amoedo, que quer implantar o “novo” no Brasil.

Para encerrar,  antes que alguém diga que eu estou defendendo o Maduro, repito o que disse ano passado quando comentei esse mesmo assunto: quero que o Maduro se exploda. Quanto ao Temer, esse eu quero é que se foda mesmo.

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