EMPRESÁRIOS FINANCIAM CAMPANHAS

reforma trabalhistaQuem financia as campanhas eleitorais de quem apoiou a reforma trabalhista do Temer? Não é difícil de responder: claro, os empresários. A chamada “reforma política”, que praticamente nada mudou, proibiu que as empresas (pessoas jurídicas)  façam doações para as campanhas eleitorais. Mas não impediu que os empresários (pessoas físicas) as façam. Isso, sem levarmos em conta candidatos milionários que financiam suas próprias campanhas, como João Amoêdo e Henrique Meirelles. Tudo isso, sem contar o fundo partidário público, que beneficia principalmente os grandes partidos. Então, dinheiro é o que não falta: tanto público como privado. E os empresários (pessoas físicas) estão contribuindo. E muito.

Um exemplo emblemático é o do relator da reforma trabalhista, o deputado Rogério Marinho, do PSDB. Sua campanha está sendo financiada, claro, por empresários agradecidos pelos seus “valiosos serviços”. Até agora, ele já recebeu 244 mil em doações, sendo que 100 mil foram doados por Nevaldo Rocha, da Riachuelo. Mas o seu rol de donativos também registra contribuições de empresários da Localiza, Centauro, RaiaDrogasil, Polishop e Habib’s.

A reforma trabalhista foi apoiada pelo PSDB, PMDB, PTB e todos os partidos do “Centrão”. A reforma, na prática, sepultou a CLT, acabando com direitos básicos do trabalhador, criando o trabalho intermitente, possibilitando a “pejotização” dos empregados, permitindo o trabalho insalubre para mulheres grávidas, impondo a ilusória “livre negociação”, que prevaleceria sobre o legislado (o que, na prática, impõe a vontade do empregador), dentre outras benesses para os patrões. Com a reforma trabalhista, os processos contra empresários na Justiça do Trabalho irão reduzir muito e a própria Justiça do Trabalho tende a perder sua importância. Era tudo o que os empresários queriam.

Agora, chegou a hora da compensação. Principalmente porque os empresários, que já conseguiram a reforma, querem mantê-la. Então, eles estão financiando candidatos de partidos que defendem seus interesses. O exemplo do tucano Rogério Marinho, que relatou a reforma que sepultou a CLT,  não é único. Provavelmente, mesmo depois das eleições, os empresários ainda continuem soltando grana. Mas aí já vai ser para ajudar a pagar os advogados do Temer e de sua camarilha do Jaburu.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s