O TERCEIRO PODE SER O “PRIMEIRO”

picolé de chuchu“Essa é uma boa pergunta, mas eu não tenho condições de responder, porque certamente é uma questão que vai ser suscitada antes na Justiça Eleitoral”. (Celso de Melo, Ministro do STF, sobre a possibilidade de quem é réu poder assumir a Presidência da República, em declaração feita no dia 28 de agosto de 2018).

Pronto. Foi só o Haddad aparecer no cenário eleitoral que os mesmos atores, com os mesmos papéis de sempre, também entraram em cena. O Ministério Público denunciou o virtual candidato petista a Presidente da República, Fernando Haddad,  por “enriquecimento ilícito”. Foram decantar a campanha de Hadadd do ano de 2012, quando ele elegeu-se Prefeito de São Paulo. Mas só agora, depois de passados 6 anos? Coincidência ou não ( e não é coincidência), essa tal denúncia surge no exato momento em que Haddad, mesmo fora dos debates e entrevistas pela televisão e mesmo fora das coberturas jornalísticas de sua campanha, está mostrando a real possibilidade de ir ao segundo turno e vencer. O objetivo? Transformar Haddad em réu, o que não o impediria de disputar o pleito.

Porém, há um acórdão do STF, referente ao caso Renan Calheiros, do ano passado, em que o Supremo concluiu que “quem estivesse na condição de réu, mesmo que ainda não condenado, não poderia assumir a Presidência da República”.  Esta decisão do Supremo criou uma jurisprudência. E Renan Calheiros ficou impedido de, eventualmente, assumir a Presidência da República pelo fato de ser réu.  E a mesma pode ser usada para um novo golpe, desta vez protagonizado pelo Ministério Público e pelo Judiciário.

A transferência de votos de Lula para Haddad parece que será expressiva. E ele ainda nem entrou na campanha. Assim, ele parece ter tudo para ir ao segundo turno, juntamente com o neofascista Bolsonaro. Bolsonaro já é réu. Caso a denúncia contra Haddad, que só agora apareceu, depois de tanto tempo, seja aceita, então ele também se transformará em réu. Se a Justiça Eleitoral e o próprio Supremo decidirem que nem Haddad e nem Bolsonaro podem assumir a Presidência, tendo como fulcro a jurisprudência já estabelecida no ano passado, quem iria, então, para a cadeira presidencial? Claro, o terceiro colocado na eleição. E é aí que entra o Alckmin.

Como já dissemos, Alckmin é o “candidato oficial do golpe de 2016”. É o candidato do mercado, do grande capital nacional e estrangeiro, do entreguismo, do anti-nacionalismo, da grande mídia. Faltando pouco mais de um mês para a eleição, ele não decola. E sabe-se que hoje, mesmo com maior tempo de TV, a partir do acordo que o PSDB fez com as “prostitutas do Centrão”, a televisão não é tão determinante assim. Mas ele pode subir alguns pontos e chegar em terceiro. Aí, é só esperar o veredito do “tapetão da toga tucana” para termos um outro Presidente sem votos no Planalto. Supondo que Haddad e Bolsonaro fossem para o segundo turno, porém, com ambos sendo réus, nenhum dos dois poderia assumir. E os fascistas, que teriam sido usados desde o golpe de 2016, finalmente veriam que nada daquilo foi feito para eles e que, finalmente, teria chegado o momento de eles serem defenestrados e ficarem, como forma de consolo, durante 4 anos chupando picolé de chuchu…

 

 

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