JUCÁ E AS FATURAS DO GOLPE

romero jucá

“Acabo de comunicar ao Presidente que deixo a Liderança do Governo por discordar da forma como o governo federal está tratando a questão dos venezuelanos em Roraima”. (Romero Jucá, senador golpista do MDB, via twitter, em mensagem de 27 de agosto de 2018).
As contas estão chegando. E parece que, para alguns golpistas, especialmente aqueles que foram meros “lixos descartáveis e não recicláveis” do grande capital nacional e estrangeiro, o acerto de contas com o povo será impiedoso. Agora, foi a vez do Romero Jucá, o senador “do grande acordo nacional com o Supremo e tudo”, lembram? Jucá anunciou nesta segunda-feira, dia 27, que não é mais líder do governo golpista, ilegítimo e corrupto de Temer. Em suas alegações, Jucá afirmou que deixa o governo por não concordar com o modo como Temer vem tratando a questão dos venezuelanos em seu estado, Roraima. Tudo porque Temer não fechou a fronteira. Será?

Mas a verdade é outra. Jucá está na iminência de não ter o seu mandato renovado pelo povo. Em terceiro lugar nas pesquisas, ele agora usa a estratégia de querer se afastar de Temer, de quem sempre foi um ferrenho aliado, em uma tentativa desesperada de enganar o povo, visando sua reeleição. A estratégia de Jucá não é muito diferente da de outros, inclusive de candidatos a Presidente da República, que estiveram, desde o início do golpe, servindo ao governo Temer e apoiando suas propostas. Acrescente-se ainda que, em Roraima, boa parte da população apoia o fechamento da fronteira com a Venezuela. Pronto. Foi o momento exato para Jucá pular da barca golpista.

Dois anos depois, todos os golpistas, desde seus maiores expoentes até as meras peças descartáveis, sejam do Legislativo ou do Judiciário, devem estar se perguntando: “Onde foi que erramos?” Sim, porque depois da divisão do butim em 2016, eles não imaginavam que, em 2018, as eleições seriam um território hostil para eles. E, mais ainda, que seus alvos estariam politicamente fortalecidos. Lula lidera todas as pesquisas. Dilma colocou o Aécio para correr e lidera as pesquisas para o Senado em Minas. O PT, mesmo depois da prisão de Lula e levando todas as porradas da mídia, é o partido que mais cresce e lidera, também, as “vaquinhas virtuais” para contribuição de sua campanha. Ou seja, os objetivos de colocar Lula no ostracismo, matar Dilma politicamente e deletar o PT, rigorosamente não foram e, pior para eles, não serão atingidos.

Enquanto isso, o “candidato oficial do golpe de 2016”, Geraldo Alckmin, mesmo com toda blindagem da mídia e do Judiciário, não emplaca. Não vai demorar muito e ele vai ser “cristianizado” pelas “prostitutas do Centrão”. Aécio desistiu do Senado, está esquecido pelos tucanos e vive como mendigo, no interior de Minas, implorando votos para deputado federal, visando manter o foro. Eduardo Cunha, preso e esquecido, lançou a própria filha como “laranja”. E Henrique Meirelles, com sua inconfundível “voz de bêbado em fim de festa”, dá o tom do ocaso do governo que, isolado no “bunker do Jaburu”, vai para a latrina de nossa história.

Um conselho para o Jucá: deixe a fronteira ficar aberta, receba bem os venezuelanos e, depois, vá com eles até o país vizinho. Chegando lá, procure o Maduro e proponha a ele um “grande acordo com o Supremo da Venezuela”. Quem sabe assim você se eleja senador pela Venezuela, arme um golpe por lá e, depois, derrube a “ditadura bolivariana”?

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