O PAVOR DA “VEJA”

o pavor da vejaA fatura do golpe de 2016 está chegando. E o pior: não está sendo em doses homeopáticas. Aqueles que, há dois anos, fomentaram e apoiaram o golpe que tirou Dilma do poder, a cada pesquisa, seja de qual instituto for, levam “porradas cavalares” do crescimento da popularidade de Lula, que já beira os 40% da preferência do eleitorado. Os grandes meios de comunicação já perceberam que o golpe gerou um refluxo e que eles agora viraram “aprendizes de feiticeiro”. Depois de a Globo ter excluído a campanha de Lula/Haddad de suas coberturas diárias, agora foi a vez da praticamente falida revista Veja confessar o seu desespero. A eleição está sendo um verdadeiro pavor para eles. E, para levar ainda mais horrores aos golpistas, pesquisas também mostram que “o candidato deles” (Alckmin) não sai do chão e o PT é o partido que mais cresce entre os brasileiros. “O que deu de errado no golpe?” Essa é a pergunta que “Globos”, “Vejas”, “MBLs”, “PSDBs” e outros ratos golpistas devem estar se fazendo.

O “pavor” ao qual a Veja se refere é a verdadeira “sinuca de bico” em que se meteu a direita golpista. Lula, mesmo preso, só vem crescendo e fatalmente ganharia a eleição no primeiro turno.  Alckmin não decola nem com as turbinas da mídia, do grande capital e do Judiciário tucano. E o que sobrou aos golpistas? Apoiar o neofascista Bolsonaro? O que fazer? Esse é o horror dos golpistas, estampado na capa da Veja.

Em 2016, quando Dilma foi deposta, era apenas o início do golpe. O célebre “grande acordo com o Judiciário, com STF e tudo”, do Romero Jucá,  seria uma das etapas. Seguiria-se a prisão do Lula, visando isolá-lo do povo até que fosse esquecido. Então, a mídia se encarregaria do restante. Alckmin poderia, perfeitamente, fazer o papel que Emmanuel Macron fez na França: uma opção de “centro” em meio a dois extremos (Lula-Bolsonaro). A eleição de Alckmin, então, sedimentaria o golpe, promovendo os interesses do grande capital nacional, estrangeiro e o entreguismo do país. Mas parece que quem ficou isolado foi o próprio candidato deles. Não vai demorar muito e o “Centrão” irá também abandoná-lo. Um aliado dele, prevendo essa debandada, já até vaticinou: “de prostituta você não pode exigir fidelidade”.  Eles ainda conseguiram fazer muitos estragos com as medidas do governo golpista. Porém, jamais estiveram no controle do que produziram e hoje o desespero toma conta de todos os integrantes do golpe de 2016.

Parece que, mesmo fora do poder e sendo linchado diuturnamente pela mídia, o PT adotou uma estratégia que vem dando certo.  Lula/Haddad já é uma “dobradinha” que começa a pegar e a transferência de votos do líder petista parece que será maior até do que as estimativas de especialistas. Até o Kim Katguiri, do MBL, em vídeo publicado esta semana, mostra-se assustado e igualmente apavorado com o crescimento do PT em geral e admite, com a sua inconfundível cara de “bunda envernizada”, que a transferência de votos de Lula para Haddad será mesmo expressiva.

Eles mudaram as regras. Eles expulsaram adversários. Eles sempre tiveram os juízes a seu favor. Eles ainda têm, a seu lado,  o poder econômico e midiático. E, mesmo assim, estão perdendo o jogo de goleada. O que tanto apavora a revista Veja e seus comparsas golpistas? É a possibilidade cristalina de, dois anos depois, o golpe ser derrotado pelas urnas. Que horror!

 

Um comentário sobre “O PAVOR DA “VEJA”

  1. Pingback: O PAVOR DA “VEJA” — Pedro Paulo Rasga a Mídia | afamosadalive

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s