A “COLA” É O LIMITE

cola de bolsonaro“Pesquisa”, “Armas”, “Lula”. (“Cola” flagrada na mão do candidato neofascista a Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante o debate da Rede TV! no dia 17 de agosto de 2018).

“Qual o problema? Você sabe o que está escrito aqui? Quer saber mais o quê? Quer saber a cor da minha cueca? Vá plantar cebola, vá plantar batata”. (Resposta de Jair Bolsonaro a um jornalista que o interpelou em razão da “cola” escrita em sua mão).

Imaginem um candidato que só fala em armas. “Vamos armar a população” é uma de suas propostas mais repetidas e, por isso, conhecidas. Imaginem um candidato que odeia Lula e fez questão de mencioná-lo com toda sua fúria no debate. Será que esse candidato que não tira seu amor pelas “armas” e seu ódio pelo “Lula” da cabeça ainda precisa de “cola” para lembrar do que ele mais ama e do que ele mais odeia? Estaria esse candidato entrando em um processo de demência precoce? Sim, porque não foi “cola” sobre tripé macroeconômico, Índice de Gini , Curva de Lorenz ou dados estatísticos sobre os feitos da ditadura militar. Foi “cola” sobre aquilo que ele mais repete. Talvez o Teste de Montreal seja, nesse momento, recomendado ao capitão fascista.

A “cola” é um recurso que atesta o despreparo, a desonestidade e o modo ilegal de se querer levar vantagem. Parece que os “Postos Ypiranga” do Bolsonaro ainda terão muito trabalho. Aliás, antes de chegar a algum “Posto Ypiranga”, tudo leva a crer que ele precise de uma refinaria inteira, para depurar a pessoa e o intelecto bruto, estreito e preconceituoso que habitam sua massa corpórea.

Se o estúdio da Rede TV! em São Paulo fosse uma escola militar, tão exaltada por Bolsonaro, o que teria acontecido com ele? Deixemos que seu próprio filho, aquele que ameaçou a jornalista Patrícia Lélis, fale:

filho do bolsonaro

Já sei. Ele vai dizer que o pai dele não é otário. Para essa turma a teoria, na prática, é outra. Aliás, para usar o verbo incomum do Bolsonarinho, seria bom o povo ficar “logado” naqueles que insistem em falar de “moral”, “Deus” e “família”. Porque eles “colam”, defendem tortura e, em nome da “família”, já até se casaram três vezes. Não sei o que a “cola” do Bolsonaro poderá trazer de consequência. Porém, como o ilícito foi cometido em plena Rede TV!, certamente o Marcelo de Carvalho jamais irá convidá-lo para participar do programa “O Céu é o Limite”.

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