BOLSONARO E A “SOLUÇÃO FINAL”

educação nazista

“Com o ensino a distância você ajuda a combater o marxismo. E você pode começar a fazer o ensino a distância uma vez por semana. Você ajuda a baratear o ensino no Brasil.” (Jair Bolsonaro, candidato da extrema-direita a Presidente da República, em pronunciamento no dia 7/8/2018).

Não basta acabar com o debate. Não basta acabar com a crítica. Agora, tem que exterminar os professores. Depois de ter afirmado que, se eleito, acabaria com o Ministério da Educação, o candidato neofascista a Presidente da República, Jair Bolsonaro, defendeu a adoção do ensino a distância como forma de, segundo ele, “combater o marxismo”. Além disso, ainda segundo o capitão defensor de torturadores, a medida também iria “baratear o custo do ensino no Brasil.” Como? Claro, dispensando os professores.

A absurda proposta de Bolsonaro vai muito além. No mesmo pronunciamento, ele afirmou que o ensino que ele chamou de “físico” (presencial) só seria necessário em épocas de provas ou de aulas práticas. E acrescentou:

“Pode ser para o ensino fundamental e médio, até universitário. Todos a distância…Pode ser, depende da disciplina.” Não estamos inventando coisa alguma. O disparate que acabamos de citar foi vomitado, com todas as letras, por Jair Bolsonaro. Sabemos muito bem quem o fascista quer atingir e o que ele e seus seguidores temem. Eles odeiam a História. Eles odeiam a Filosofia. Eles odeiam a Sociologia, a Arte, a Literatura, a Geografia. Eles odeiam o pensamento crítico.

A fúria psicopática de Bolsonaro já chegou ao ponto de querer banir os professores das escolas. As propostas contidas em seu lamentável pronunciamento são claras e ele já começa a agredir os professores e a educação antes mesmo da eleição. Tanto Bolsonaro como seus fanáticos seguidores devem saber que estudar o marxismo não significa tornar-se marxista. Assim como estudar o liberalismo não significa tornar-se liberal. O marxismo, por exemplo, foi responsável pela divisão do mundo durante cerca de 40 anos, o período da chamada Guerra Fria. Seu conhecimento é fundamental para a análise de conjunturas e de transformações que ocorreram no Mundo. Assim como o estudo das revoluções liberais-burguesas, como a Revolução Francesa. E isso nada tem de doutrinação ideológica.

Bolsonaro e seus seguidores são defensores do famigerado projeto Escola Sem Partido, que visa censurar o debate nas escolas e ceifar o pensamento crítico, além de criar um canal inquisitorial de denúncia anônima contra professores. Mas parece que ele chegou à “solução final”. Basta exterminar os professores, tirá-los das salas de aula e implantar o ensino a distância inspirado nas lições de Joseph Goebbels…

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