INTERPOL DERRUBA MORO

interpol tacla duran“…devido à conduta do juiz responsável pela condução deste caso no Brasil, há dúvidas suficientes sobre o fato de ter existido uma violação do artigo 2 da Constituição da Interpol.”  (Trecho da decisão em que a Interpol retira o nome de Tacla Duran da lista de procurados, quando colocou em dúvida a atuação de Sérgio Moro).

Rodrigo Tacla Duran, o advogado e ex-consultor da Odebrecht que teve a prisão decretada por Sérgio Moro, teve o seu nome retirado da lista de procurados da Interpol. Ele foi preso em 2016, quando estava na Espanha. A Organização Internacional de Polícia Criminal colocou em dúvida a conduta de Sérgio Moro, por violar normas do direito internacional. Segundo a Interpol, Tacla Duran não teria tido um julgamento justo por parte de Moro e o referido julgamento foi colocado em dúvida.

“Assegurar e promover a mais ampla assistência mútua possível entre todas as autoridades policiais criminais dentro dos limites das leis existentes nos diferentes países e no espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos” é o que está previsto no artigo 2 da Constituição da Interpol, exatamente o artigo violado por Moro. Moro ainda falou abertamente em um programa de TV, o “Roda Viva”, sobre o processo, desqualificando Tacla Duran e suas acusações, quando chamou-o de “mentiroso foragido”,  atitude inadmissível para um magistrado.  Para a Interpol, a parcialidade de Sérgio Moro torna-se evidente.

O que nunca conseguimos entender é porque Moro jamais aceitou o arrolamento de Tacla Duran como testemunha de defesa do ex-presidente Lula. Tacla Duran acusou, em novembro do ano passado, durante a CPI da JBS, o sócio da mulher de Sérgio Moro de oferecer facilidades ao MPF, em troca de propina. E, claro, a mulher de Moro, como sócia, deveria se explicar.  Daí, o ódio figadal de Moro.

A decisão da Interpol, que nada tem de petista, lulista, esquerdista ou coisas afim, é emblemática, na medida em que mostra que Tacla Duran não pode ser considerado foragido. E mais: que o sistema judiciário brasileiro deve estar, de alguma forma, contaminado, especialmente as decisões do “juiz-ídolo dos coxinhas”. Será que o site de extrema-direita, O Antagonista, vai acusar a Interpol de ser um “antro de esquerdistas”? Que fique bem claro que não estamos aqui em defesa de Tacla Duran. Porém, se a Interpol, que congrega em torno de 200 países, coloca Moro sob suspeita, então muita coisa deve ser revista. A começar pelo fato de o magistrado da “República de Curitiba” não querer ouvir o depoimento de Tacla Duran no caso de Lula. É, no mínimo, obscuro. Ou, quem sabe, muito claro?

Lamentavelmente, o Judiciário brasileiro está sendo deplorado no exterior.  E a toga fascista parece estar começando a sentar no banco dos réus.

interpol

 

 

 

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