FACEBOOK DETONA FASCISTAS

facebookEm março comentamos, aqui neste espaço, que  a organização neofascista MBL (Movimento Brasil Livre) era uma disseminadora de notícias falsas. As páginas do MBL ou ligadas ao movimento, sempre fomentaram ou disseminaram mentiras que eram compartilhadas, espalhando-se em progressão geométrica pela rede. Incluindo-se aí as mentiras espalhadas pelo site ultra-direitista Ceticismo Político, de um fantasma fascista chamado Luciano Ayan, que ninguém nunca soube quem é. O MBL também foi responsável pela disseminação, em suas páginas, de calúnias e ofensas à vereadora Marielle Franco.

Mas hoje, felizmente, parece que os fascistas foram travados. O Facebook informou que excluiu várias páginas ligadas ao MBL. Motivo: as páginas espalhavam boatos e formavam aquilo que o Facebook chamou de “rede de desinformação”. Essa “rede de desinformação”, segundo o Facebook, espalhava notícias falsas e escondia contas fantasmas para propagar mentiras.  Para se ter uma ideia da rede tentacular dos fascistas, ao todo 196 páginas e 87 contas ligadas ao MBL foram removidas. O Facebook afirma que a medida foi tomada após rigorosa investigação e que a finalidade é manter a política de autenticidade da rede social.

Mas o MBL não está só. Páginas do movimento Brasil 200, do empresário Flávio Rocha, o dono da Riachuelo e ex-candidato a Presidente da República que era apoiado pelo MBL, também foram removidas. A chamada “mentira digital”, especialidade dos fascistas do MBL e seus seguidores, sempre teve um efeito devastador. Aliás, esse sempre foi o “modus operandi” dos fascistas do MBL. As páginas e contas desativadas contabilizam, ao todo, cerca de meio milhão de seguidores. Que os “zumbis digitais” cantem em outro terreiro e passem, doravante, a debaterem, discordarem e fazerem política primando pela verdade.

Leia na íntegra o comunicado do Facebook:

“Garantindo um ambiente autêntico e seguro (por Nathaniel Gleicher, líder de Cibersegurança)

O Facebook dá voz a milhões de pessoas no Brasil, e queremos ter a certeza de que suas conversas acontecem em um ambiente autêntico e seguro. É por isso que nossas políticas dizem que as pessoas precisam usar suas identidades reais na plataforma.

Como parte de nossos esforços contínuos para evitar abusos e depois de uma rigorosa investigação, nós removemos uma rede com 196 Páginas e 87 Perfis no Brasil que violavam nossas políticas de autenticidade. Essas Páginas e Perfis faziam parte de uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação.

As ações que estamos anunciando hoje fazem parte de nosso trabalho permanente para identificar e agir contra pessoas mal intencionadas que violam nossos Padrões da Comunidade. Nós estamos agindo apenas sobre as Páginas e os Perfis que violaram diretamente nossas políticas, mas continuaremos alertas para este e outros tipos de abuso, e removeremos quaisquer conteúdos adicionais que forem identificados por ferir as regras.

REQUIÃO X MEIRELLES

requião x meirelles“Por que você não disputa a convenção com o Meirelles? Daí dava para repensar e dar apoio.”  (Ex-Presidente Lula ao senador Roberto Requião, do MDB, no dia 17 de julho, por ocasião da visita de uma comissão de senadores ao ex-Presidente, na prisão em Curitiba).

A história, especialmente das eleições, nos dá exemplos irreprocháveis de mudanças, às vezes inacreditáveis, do cenário eleitoral. Quero lembrar de uma das maiores dessas viradas. Foi em 1982, na eleição para governador do Rio de Janeiro. Foi a primeira eleição direta para governador depois de quase 20 anos de jejum imposto pela ditadura. No início da campanha, surgiram Miro Teixeira e Sandra Cavalcanti. Os dois pareciam ser os únicos. Chegou a ter um debate na TV entre os dois. Nisso, surge um terceiro candidato, visando ser uma terceira via à polarização. Seu nome: Moreira Franco. Seu slogan: “Nem Miro, nem Sandra. Prá seu governo, Moreira Franco!” Parecia que só existiriam, agora, esses três candidatos. Mas Brizola tinha voltado. E seu slogan mandava bem: “Nem Miro, nem Sandra. E prá ser franco, nem Moreira. Brizola na cabeça!” E o velho caudilho dos Pampas comeu o doce.

No confuso quadro eleitoral para Presidente da República, é certo que temos um ultra-direitista bem cotado: Bolsonaro. Além dele, existe o Lula (ou o seu espólio eleitoral). Uma pergunta se faz: quem derrotará o fascista? A ciência política, embora não seja exata, também trabalha com números e os estudos mostram que a transferência de votos nunca ultrapassaria os 60%. Portanto, se Lula não for candidato, boa parte da migração de seus votos será pulverizada, tornando o quadro indefinido. Além de Lula (ou seu espólio), temos Ciro, Alckmin e Marina. Os demais (tanto da direita como da esquerda) serão figurantes ou, no máximo, coadjuvantes. Um desses figurantes, Henrique Meirelles, do MDB, tem em suas mãos a maior estrutura partidária do país, várias prefeituras e governos de estados e dinheiro, muito dinheiro. Mas parece não ter o fundamental para ser lançado candidato: a maioria na convenção de seu partido. E é aí que entra o senador Roberto Requião. E é aí que entra o vaticínio de Lula.

Sempre me perguntei o que Requião faz no PMDB, atual MDB. Porque tanto o seu discurso como os seus votos no Congresso nada têm a ver com a podridão que são o MDB e o canceroso governo Temer. Requião é aquele parlamentar que, nos tempos do bipartidarismo, quando só existiam ARENA e MDB, seria chamado de “autêntico”, por ter um discurso voltado para as aspirações populares e democráticas. Requião parece ser uma das poucas gotas límpidas no lodaçal fétido que é o MDB. E ele pode sim vir a ser o candidato do MDB e, no caso de Lula ficar mesmo de fora, até aglutinar boa parte das esquerdas mais progressistas. Isso porque tudo leva a crer que, se não houver “malufada”, ele pode sim ganhar a convenção do MDB (falo em “malufada” como compra de votos na convenção, o que Maluf fez em 1984 para derrotar Mário Andreazza na convenção do PDS). A convenção do MDB está marcada para o dia 4 de agosto, em Brasília. Em junho, uma sondagem entre os convencionais do partido (são, ao todo, 629) mostrou que 80% deles votariam em Requião.

Tudo leva a crer que a milionária, porém natimorta candidatura de Meirelles, não resistirá à convenção. Claro que isso não é uma certeza. Pode sim acontecer  uma “malufada” e Meirelles ganhar a convenção. Mas não ganharia as eleições e até os seus apoiadores sabem disso. A vitória de Requião em uma disputa com Meirelles na convenção do MDB talvez seja, hoje, uma das poucas situações que poderá abrir novas trincheiras no imbricado quadro eleitoral. Claro, isso se tiver o apoio de Lula e do PT. Mas, quanto a isso, Lula já mandou o recado lá da prisão em Curitiba. Imaginem se o cara estivesse solto.

Lula talvez só tenha se esquecido (ou deixou para depois) de dizer que a vitória de Meirelles não interessa só ao ex-Ministro com voz de bêbado. A vitória de Meirelles na convenção do MDB também interessa, e muito, a Bolsonaro e Alckmin. Principalmente depois do que Lula falou. Luz vermelha! Poderemos ter homens da mala, os famosos “malaquias”, em Brasília, dia 4 de agosto, na convenção do MDB. E, dessa vez, não será o Geddel!

 

 

SEM EDUCAÇÃO, TRABALHO E ESTADO

MIN. TRABALHO

“Estou até pensando em não ter mais o Ministério do Trabalho.” (Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência da República, no programa “Roda Viva”, em 23/07/2018).

Primeiro foi o Bolsonaro, que disse que, se eleito, acabará com o Ministério da Educação. Em entrevista publicada em 13 de julho, o candidato neofascista afirmou que, em seu governo, não haverá Ministério da Educação. Suas atribuições seriam transferidas a Estados e Municípios. Aliás, em se tratando de Bolsonaro, educação para quê? Pensando bem: Estado para quê?

Agora, foi a vez do Picolé de Chuchu. Ao ser perguntado no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, se manteria o Ministério do Trabalho em poder do PTB, partido que o apóia, Alckmin falou que até pensa em extinguir o Ministério. Tudo muito normal vindo de quem vem. Alckmin é o candidato do “mercado”. Alckmin é o candidato da reforma trabalhista e da reforma da previdência. Enfim, Alckmin é o candidato do Temer. Ele é uma continuidade da corrupção, da agressão aos direitos sociais e da entrega das riquezas do país ao capital estrangeiro. O outro passo do tucano, certamente seria acabar, também, com a Justiça do Trabalho. Afinal, para que o Poder Judiciário interferir se, com a reforma que ele e seu partido apoiaram, não haverá mais conflitos? Sim, porque tudo será alcançado pelos trabalhadores através de um “livre acordo em igualdade de condições entre patrões e empregados.” Então, para que Justiça do Trabalho? Para que sindicatos? E para que Ministério? Aliás, será que não dá para perceber que isso é, exatamente, a receita neoliberal de “acabar com o Estado”?

A criação ou extinção de Ministérios mostra bem a prioridade de determinados pretensos governos. Sim, porque governar é, basicamente, definir prioridades. E a criação de pastas ministeriais é um exemplo disso. Para a turma dos fascistas bolsonaristas, tucanos e seus penduricalhos, educação, trabalho, direitos humanos, igualdade racial, são meras futilidades. Só para dar alguns exemplos. Isso dá bem o tom do que eles e seus financiadores pretendem. Se não é necessário Ministério, é porque não é essencial. Aguardemos os outros. Ainda vem mais por aí. E, infelizmente, muito mais. Poderá não sobrar pedra sobre pedra.

COITADA DA CAMILA!

pai do neymar“A festa que eu fiz foi com a sua mãe. Eu estava com a sua mãe lá. Eu fiz a festa com a sua mãe. Estou te respondendo, estava a sua mãe, seu pai, quem você quiser.” (Neymar da Silva Santos, pai do jogador Neymar, em resposta à jornalista Camila Mattoso, da Folha de São Paulo).

Lembram da Camila Mattoso? Não? É a jornalista da Folha de São Paulo que, em janeiro deste ano, ao entrevistar Bolsonaro sobre o que ele fazia com a verba que recebia para auxílio-moradia, já que tinha imóvel próprio, o fascista deu-lhe como resposta uma patada, dizendo à jornalista que usava o auxílio-moradia para “comer gente.”

Agora, a jornalista Camila Mattoso foi vítima do pai do Neymar, ao tentar apurar uma notícia que vazou por ocasião da Copa do Mundo, mais exatamente após o primeiro jogo do Brasil, contra a Suíça. O pai de Neymar estava hospedado no mesmo hotel da seleção. Camila Mattoso soube, por várias fontes distintas, que o pai de Neymar havia promovido uma “festinha” e que várias meninas haviam sido contratadas para “animar a festa”. Ocorre que parentes de outros jogadores que também estavam no hotel haviam reclamado do movimento. Então, a jornalista conseguiu o telefone do Neymar pai e ligou para ele, perguntando se ele tinha dado alguma festa. E a resposta foi, dentre outras coisas, que ele havia dado a festa “com o pai e a mãe dela.”

Parece que Camila Mattoso está fadada a enfrentar trogloditas. Depois do capitão nazista, agora foi o pai do Neymar. Enquanto um “come gente”, o outro dá festa “com pai e mãe da jornalista”. Coitada da Camila!

Ouçam no link abaixo o diálogo completo entre Camila Mattoso e o pai do Neymar.

A OUTRA “FRAQUEJADA”

janaína paschoalQuando o candidato nazi-fascista à Presidência da República, Jair Bolsonaro, afirmou que “fraquejou” ao ter uma filha mulher depois de quatro filhos homens, ele não imaginava que, em sua deplorável vida política, uma mulher é que iria fraquejar, deixando-o “na mão”.  Depois do ultra-reacionário senador Magno Malta e do general Heleno terem saído da chapa do capitão neonazista, agora foi a vez da “funcionária terceirizada do PSDB” e “figurante de golpistas de plantão”, Janaína Paschoal, ter dado uma ré na pretensão de ser vice na chapa de Bolsonaro. Após a convenção do PSL realizada hoje tudo leva a crer que a “Chapa Já-Já” … Já era. Parece que ela “quer um tempo” para decidir. Tudo indica que, dessa vez, ela não foi aquela mulher determinada, com aparições constantes na Globonews e com total apoio da mídia golpista, vomitando ódios e falando até de seus lindos cabelos.

Dessa vez, a doutora Janaína parecia estar arredia, não confirmando a sua participação na chapa. Bolsonaro, então, foi confirmado candidato pelo PSL, porém, sem vice na chapa. Ele disse, após a convenção, que vários nomes de partidos do “Centrão” apoiam a sua candidatura. Mas acrescentou que o vice sairá mesmo do PSL.

Temos a impressão de que as mulheres continuam mesmo a ser o grande problema na vida de Bolsonaro. Mas isso, sinceramente, não nos interessa.

 

JÁ-JÁ E A CONVENÇÃO DAS BRUXAS

chapa já-já

Hoje, no Rio de Janeiro, acontecerá a convenção do PSL, uma legenda de aluguel que abrigou o capitão nazi-fascista Jair Bolsonaro para a disputa da Presidência da República. Isolado e sem alianças, Bolsonaro terá que formar uma chapa “puro sangue”. Janaína Paschoal, a “funcionária terceirizada do PSDB” e uma das signatárias do pedido de impeachment da Presidente Dilma, será confirmada como candidata a Vice-Presidente, dando origem assim à “Chapa Já-Já”. A escolha da “pós-doutora” Janaína é uma prova de que o capitão fascista não tem mesmo alternativa. E a senhora Janaína, que já se deixou ser usada no golpe de 2016, irá cumprir mais um papel ridículo em sua já extensa folha corrida de papelões. Depois de se prestar ao papel de “figurante de golpistas de plantão”, ela agora será “papagaio de pirata” do nazista que “come gente” e exalta torturadores.

A convenção que lançará oficialmente a “Chapa Já-Já” ocorre logo depois da debandada dos partidos do “Centrão” para a candidatura de Geraldo Alckmin. Como bem disse Guilherme Boulos, o candidato do PSOL, o apoio do “Centrão” a Alckmin “é o encontro da Bolsa de Valores com a corrupção”. Mas não apenas isso. Sabedor de que nenhuma outra sigla de direita abraçou sua candidatura, Bolsonaro deverá tornar ainda mais agressivo o seu discurso ultra-direitista, já que não tem o apoio de nenhum nome ou sigla da direita liberal. Isso certamente fará com que ele eleve ainda mais o tom direitista de seu discurso agressivo, violento, racista, misógino e homofóbico, visando manter o único apoio que lhe resta e que, embora com alguma robustez, não tem nada de eclético e se resume à turma do “tiro, porrada e bomba.”

Mas como dizem que “a vida imita a arte”, pode ser que a convenção das bruxas que confirmará a “Chapa Já-Já” se vire contra o feiticeiro (ou, quem, sabe, a feiticeira). Será que Bolsonaro irá transformar seres humanos em ratos? Isso seria muito perigoso, principalmente para a dona Janaína Paschoal. Porque, como estudiosa e pessoa bem informada, ela deve saber o que o torturador Brilhante Ustra, exaltado por Bolsonaro, fazia com os ratos. Será que ela levou o cinto de castidade?

O GOLBERY SEM FARDA

o golbery sem fardaO general Golbery do Couto e e Silva foi o chefe da Casa Civil nos dois últimos governos da ditadura militar (Geisel e Figueiredo). Golbey pode ser considerado o grande ideólogo e estrategista dos governos militares. Seus golpes eram cirúrgicos, objetivos, frios. Enquanto a turma do “tiro, porrada e bomba” mandava enfiar a porrada nos comunistas; enquanto o próprio Presidente Figueiredo dizia que “prendia e arrebentava” e que “preferia o cheiro dos cavalos do que o cheiro do povo”, Golbery pensava em dar sobrevida à ditadura e também no futuro dos seus. Em 1977 os militares sabiam que o MDB, partido da oposição, venceria as eleições do ano seguinte. O jeito foi mudar as regras do jogo e criar os “senadores biônicos” para garantir a maioria da ARENA. E lá estava Golbery. Em 1979, quando o regime militar agonizava, Golbery teve participação importante na Lei da Anistia. Sabedor de que os assassinos e torturadores do regime militar, em um futuro poderiam estar nas mãos da Justiça, teve grande influência na elaboração da lei. Ela seria “ampla, geral e irrestrita”, mas não pela sua generosidade democrática e sim para salvar torturadores e assassinos. E não estamos falando de militares que mataram em combate com guerrilheiros e sim de militares que assassinaram jornalistas, professores, estudantes, operários e sindicalistas que jamais pegaram em armas. Ainda em 1979, visando dividir a oposição, Golbery elaborou a “reforma partidária”, que pulverizou a oposição, mudou o nome desgastado da ARENA para PDS e tornou o partido dos militares “o maior partido do Ocidente”, enquanto os oposicionistas, mordendo a isca, “festejavam” os novos partidos.

Temer é golpista como Golbery. É estrategista como Golbery. É frio, calculista e pensa no futuro, como pensava Golbery. Só que, ao invés de farda, veste o paletó e gravata. Constitucionalista, desde a primeira vez que elegeu-se Vice-Presidente na chapa de Dilma, o golpe rondava a Presidente eleita. Vitimizando-se, publicou uma carta à Dilma, que foi o primeiro recado. Chantagista, soube cooptar uma maioria parlamentar que apoiava o governo Dima para voltar-se contra ela.  Já no governo, poderia sofrer o mesmo golpe que aplicou. Rodrigo Maia não foi Presidente da República porque não quis. No auge do escândalo do diálogo subterrâneo com Joesley Batista, bastava Maia aceitar um dos muitos pedidos de impeachment contra Temer. Mas Temer soube enquadrar e colocar Maia nos eixos. E, no caso das denúncias da PGR, a compra de votos também entrou em campo. Liderando o governo mais corrupto e desmoralizado da história, calou, para sempre,  os patos amarelos que foram às ruas pedir o fim da corrupção e a saída de Dilma.

Temer conseguiu fazer o impensável. Ele deu um verdadeiro golpe até nos militares. Ao decretar a intervenção na segurança do Rio de Janeiro, colocou os militares em uma verdadeira ratoeira, em uma medida que ganhou popularidade e não admitiu ser derrotado na reforma da previdência. A intervenção era urgente e não poderia esperar. Então, a Constituição não poderia ser alterada. Portanto, a reforma da previdência não foi votada.  Assim, não houve derrota.  Tudo graças à “redentora e magistral intervenção.” Mas, estejam certos: certamente ela voltará à pauta após as eleições. Será que os militares ainda não perceberam a “furada” em que foram atirados na “jogada de mestre” do Temer?

Agora, faltando menos de três meses para as eleições, ele golpeia o candidato de seu próprio partido, ao articular o apoio do “Centrão” a Alckmin, o seu verdadeiro candidato. Sabedor de que a candidatura de Henrique Meirelles é um delírio, ele participou ativamente do apoio dos partidos-penduricalhos que formam o “Centrão” a Alckmin, talvez o candidato da direita que tenha alguma chance de fazer frente ao capitão nazista. Mas o “Golbery sem farda” pensa além, muito além. Não se espantem se, no primeiro dia de janeiro de 2019, ele estiver passando a Presidência e, ato contínuo, tomar posse como Ministro. Isso se, no ínterim entre a eleição e a posse, o Congresso não votar uma lei que dê imunidade a ex-Presidentes! Quáquáquáquáquáquáquáquá!…