“FATO OU FAKE” – CONTA OUTRA!

globo fake newsO que esperar de um império de comunicações que apoiou o golpe militar? Que calou-se diante das torturas, assassinatos e desaparecimentos de presos políticos? Que apoiou a ditadura por 21 anos? Que apoiou a edição do AI-5 em 1968? O que esperar ainda de um império de comunicações que tentou fraudar o resultado da eleição para governador do Rio de Janeiro, em 1982, publicando “resultados fakes” no famigerado Escândalo da Proconsult? O que esperar de um império de comunicações que, em 1994, combinou, nos bastidores subterrâneos do programa Fantástico,  uma entrevista com o então Ministro Rubens Ricúpero para “mostrar o que é bom e esconder o que é ruim”, visando favorecer FHC na eleição daquele ano? Enfim, o que esperar de um império de comunicações que apoiou FHC, Alckmin, Serra e Aécio para Presidente da República e ainda teve participação fundamental no golpe midiático-parlamentar-empresarial de 2016? O que esperar ainda de uma emissora que fingiu que não viu um show com 100 mil pessoas  no Rio de Janeiro com as presenças de Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil?

Pois bem. As Organizações Globo, através de todos os seus veículos midiáticos, anunciou hoje que está iniciando uma campanha de checagem de “fake news”. “Fato ou Fake” é o nome da campanha. A coisa é tão risível como se Temer falasse que iria combater a corrupção ou Aécio falasse que combateria o tráfico de cocaína. O império de comunicações da família Marinho, que abrange a TV Globo, Globonews, O Globo, Extra, Época, Valor e CBN, mídias marcadas pela parcialidade e comprometimento com o grande capital, especialmente estrangeiro, afirma querer alertar os brasileiros para conteúdos duvidosos. A falta de isenção sempre foi o “modus operandi” das Organizações Globo. Seus comentaristas, por força da linha editorial dos veículos para os quais trabalham, sempre tiveram um lado. E, pelo que dissemos acima, esse lado nunca deixou dúvidas.

O histórico da Globo não lhe dá qualquer aval ou credibilidade para ela afirme que irá realizar uma campanha que combata o que é “fake”. Seus posicionamentos unilaterais, que não exploram o contraditório, colocam o suposto jornalismo sob suspeita. Pode até ser, e isso certamente ocorrerá, que ela denuncie alguma “fakenews”. Mas sabemos que isso sempre terá que passar por um filtro, visto que esse sempre foi o comportamento de todos os seus veículos.  Certamente, algumas “fakes” a Globo fingirá que não viu, como “não viu” 100 mil pessoas no último sábado, na Lapa, em um show que não era de seu interesse divulgar. A Globo diz querer, com a campanha, “alertar os brasileiros sobre conteúdos duvidosos”. Mas nós entendemos que seria bom alertarmos os brasileiros sobre os conteúdos da Globo.

 

 

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