A GUERRILHEIRA DE TOGA

desembargadora de toga“Às armas, cidadãos! Formai vossos batalhões!” (Marília de Castro Neves, desembargadora).

A militante de direita travestida de desembargadora, Marília de Castro Neves, mais uma vez usa a internet para vomitar seus ódios e seu ranço fascista. Depois de caluniar criminosamente a vereadora Marielle Franco e de atacar uma professora com síndrome de down, agora ela veio a público, no seu inconfundível estilo bélico e odioso, em defesa da organização neofascista MBL, da qual é simpatizante, que teve páginas e contas excluídas do Facebook por propagar mentiras.

Um dos grandes problemas do Brasil, aliás, é o corporativismo que predomina quando existe o privilégio de alguns poucos serem julgados por seus próprios pares. Deputados julgam deputados. Senadores julgam senadores. Militares julgam militares e juízes julgam juízes. A desembargadora Marília Castro Neves já responde a processo no Conselho Nacional de Justiça pelas calúnias feitas contra a vereadora Marielle. Porém, somos céticos em relação a alguma punição. Em sua página no Facebook percebe-se claramente o seu engajamento em movimentos políticos de extrema-direita. É necessário lembrar que a Constituição Federal veda a participação de magistrados em atividades político-partidárias. No entanto, a desembargadora Marília atua muito mais como militante de extrema-direita do que como juíza. E ela sabe que a impunidade sempre prevalecerá em julgamentos marcados pelo corporativismo.

Além disso, a desembargadora faz graves acusações contra a Justiça Eleitoral, dizendo que as urnas eletrônicas são “comprovadamente fraudáveis” e que, por isso, o candidato que ela diz ser “do sistema”, será o vencedor das eleições. Ou seja, acusa de fraudulenta as eleições que se avizinham.

A exortação da magistrada, conclamando um levante armado, mostra ainda o crime da desembargadora contra a ordem democrática. Ela é daquelas que, basta ver em sua página, fala muito em “intervenção militar”. Daí, ser até natural o seu ódio em relação a uma coisa chamada urna. Vivemos um momento tão delicado em nossa frágil democracia que até uma desembargadora a ameaça. Quando temos uma guerrilheira de toga no Judiciário, a serviço da extrema-direita, então começamos a entender determinadas coisas. O candidato dela, aliás, disse que pretende aumentar para 21 o número de juízes do STF. E, certamente, uma das vagas seria dela. Sem toga e sem lei. Só com as armas…

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