SEM EDUCAÇÃO, TRABALHO E ESTADO

MIN. TRABALHO

“Estou até pensando em não ter mais o Ministério do Trabalho.” (Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência da República, no programa “Roda Viva”, em 23/07/2018).

Primeiro foi o Bolsonaro, que disse que, se eleito, acabará com o Ministério da Educação. Em entrevista publicada em 13 de julho, o candidato neofascista afirmou que, em seu governo, não haverá Ministério da Educação. Suas atribuições seriam transferidas a Estados e Municípios. Aliás, em se tratando de Bolsonaro, educação para quê? Pensando bem: Estado para quê?

Agora, foi a vez do Picolé de Chuchu. Ao ser perguntado no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, se manteria o Ministério do Trabalho em poder do PTB, partido que o apóia, Alckmin falou que até pensa em extinguir o Ministério. Tudo muito normal vindo de quem vem. Alckmin é o candidato do “mercado”. Alckmin é o candidato da reforma trabalhista e da reforma da previdência. Enfim, Alckmin é o candidato do Temer. Ele é uma continuidade da corrupção, da agressão aos direitos sociais e da entrega das riquezas do país ao capital estrangeiro. O outro passo do tucano, certamente seria acabar, também, com a Justiça do Trabalho. Afinal, para que o Poder Judiciário interferir se, com a reforma que ele e seu partido apoiaram, não haverá mais conflitos? Sim, porque tudo será alcançado pelos trabalhadores através de um “livre acordo em igualdade de condições entre patrões e empregados.” Então, para que Justiça do Trabalho? Para que sindicatos? E para que Ministério? Aliás, será que não dá para perceber que isso é, exatamente, a receita neoliberal de “acabar com o Estado”?

A criação ou extinção de Ministérios mostra bem a prioridade de determinados pretensos governos. Sim, porque governar é, basicamente, definir prioridades. E a criação de pastas ministeriais é um exemplo disso. Para a turma dos fascistas bolsonaristas, tucanos e seus penduricalhos, educação, trabalho, direitos humanos, igualdade racial, são meras futilidades. Só para dar alguns exemplos. Isso dá bem o tom do que eles e seus financiadores pretendem. Se não é necessário Ministério, é porque não é essencial. Aguardemos os outros. Ainda vem mais por aí. E, infelizmente, muito mais. Poderá não sobrar pedra sobre pedra.

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