CABRAL, PEDRO E MARCO ANTÔNIO

cabral“Disse me disse na história do Brasil.  Fui criança,  fui palhaço e ninguém me assumiu (ô seu Cabral). Cabral, ô Cabral, o esquema é de lograr (de lograr)…” (Trecho do samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense do Carnaval de 1988).

Pedro Álvares Cabral não tinha Cabral no nome. Quando ele chegou ao Brasil, em 1500, chamava-se Pedro Gouveia. Isso porque apenas ao primogênito era atribuído o sobrenome do pai. Então, como Pedro era filho de Isabel Gouveia, em 1500 ele chamava-se Pedro Gouveia. Ele só passou a ser Cabral em 1508, após a morte de seu irmão mais velho, ou seja, oito anos depois de ter chegado em Porto Seguro, na Bahia.

Os versos do samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense de 1988, de autoria de Zé Katimba, Guga, Davi Correa e Gabi falam de um contexto muito especial da história do Brasil: a redemocratização e os trabalhos da Assembleia Constituinte, que culminaria com a Constituição Cidadã de 1988 e dos caminhos tortuosos de nosso resistente Brasil. Nos tempos de Cabral, o “esquema já era de lograr”. A carta escrita por pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel é a certidão de nascimento do nepotismo. O escrivão da esquadra de Gouveia (depois Cabral), no último parágrafo de sua missiva ao rei, pede um emprego para o seu genro. Claro, usando de sua influência junto ao soberano. Êta sogrão bom! E o comandante da expedição ainda não era Cabral. Era o Gouveia.

Circula na rede a informação de que Marco Antônio Cabral, filho de Sérgio Cabral, o maior bandoleiro e saqueador do Estado do Rio de Janeiro, não usará nas eleições deste ano o sobrenome “Cabral”. Pudera. O assalto de seu pai aos cofres públicos trará consequências por, no mínimo, uma geração. Especialistas em contas públicas afirmam que o Rio de Janeiro e sua população, para começarem a sentir alguma recuperação do assalto de Cabral e sua gangue ao nosso Estado, terão que esperar, no mínimo, 20 anos. Marco Antônio sabe que o sobrenome de seu pai é o símbolo de roubo, ostentação, agressão à população e aos servidores, “farra dos guardanapos”, mansão em Mangaratiba, helicópteros, jóias, enquanto hospitais, escolas e serviços públicos foram sucateados. Literalmente Cabral matou aposentados que não receberam seus minguados vencimentos. Não usar o nome do pai é o novo “esquema de lograr”. Confunde-se o povo. Vota-se em alguém sem saber quem realmente ele é. Perpetua-se e reproduz-se, inconscientemente, o lado monárquico,  saqueador e oligárquico da discutível república brasileira. Marco Antônio não deixa de ser um preposto de seu criminoso pai e de seu partido que, diga-se de passagem, também mudou de nome. Era PMDB, o partido de Temer. Agora, virou MDB. Eles se envergonham do próprio nome. Eles se envergonham do próprio partido. E ainda querem que, mesmo assim, o povo vote neles. “O esquema é mesmo de lograr”, como dizia o samba de 1988 da Imperatriz Leopoldinense. Mas o povo não se deixará lograr. Porque o nome dele é Marco Antônio Cabral, filho do Sérgio Cabral Filho (coitado do Sérgio Cabral pai!)

Será que nos tempos de Pedro Álvares Cabral, que era Gouveia até 1508, já tínhamos o vaticínio do que aconteceria em nosso país? Isso porque o irmão mais velho de Pedro chamava-se João… Cabral! Xi! Isso faz lembrar um ex-vereador que, logo depois de perder a eleição, queria uma mesada de 15 mil mensais. Os “Cabrais” de bem não mereciam isso!

Fiquem com o samba da Imperatriz Leopoldinense de 1988:

 

 

 

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