A INVASÃO AO MINISTÉRIO

ministério do trabalhoA invasão ao Ministério do Trabalho, que amanheceu com salas reviradas na última segunda-feira, dia 16, pode ir muito além do que as aparências e algumas conjecturas podem nos mostrar. Portas arrombadas na calada da noite, salas reviradas, documentos subtraídos. Tudo leva a crer que a invasão tenha ocorrido na madrugada de domingo para segunda-feira. Segundo fontes oficiais, o Ministério ainda não sabe dizer o que foi levado. Câmeras de segurança registraram a imagem de um homem forçando a porta de uma sala pouco antes da meia-noite. Já há quem queira colocar a culpa em moradores de rua e “cracudos” da região.

Porém, o que não chega a causar espanto, principalmente se tratando do criminoso governo Temer, é que a invasão e procura de documentos tenha ocorrido em pleno processo da Operação Registro Espúrio, que apura a concessão fraudulenta de registros sindicais. O Ministério do Trabalho foi entregue ao PTB, na divisão do butim golpista de 2016 e, de lá para cá, tornou-se um feudo de negociatas do mensaleiro Roberto Jefferson, presidente do partido cuja sigla, hoje, envergonharia Getúlio, Jango e Brizola. O mensaleiro tentou emplacar sua filha como ministra, mas ela não cumpria leis trabalhistas e foi defenestrada antes mesmo de sentar-se na janela. A própria Cristiane Brasil, segundo as investigações, também estaria envolvida no escândalo das concessões de registros sindicais, junto com o ex-Ministro Helton Yomura.

Porém, como não poderia deixar de ser, a coisa já está batendo na porta do Jaburu. Isso porque Carlos Marun, o fiel escudeiro dançarino do Temer, também está envolvido no escândalo. De acordo com relatório da Polícia Federal, o Ministério do Trabalho fraudava pareceres de concessão de registros sindicais para atender a pedidos de Marun que beneficiavam sindicatos do Mato Grosso do Sul, seu reduto eleitoral. Pois justamente em meio às investigações que apuram todos os atos da quadrilha que tomou o Ministério do Trabalho de assalto, chega a notícia da tal “invasão”. Claro que a dita invasão soa como muito suspeita e, certamente, entrará para o rol de escândalos do governo golpista.

Na verdade, a invasão ao Ministério aconteceu com o golpe de 2016, quando a pasta foi entregue a Roberto Jefferson, que deu as cartas por todo esse tempo. O mensaleiro tornou-se o suserano de um feudo que só tinha seus vassalos como ministros. Ele tentou emplacar  até a sua filha. E agora, nos poucos meses que ainda restam de governo golpista, tudo indica que Marun também estivesse querendo levar algum dividendo para casa, distribuindo registros sindicais de forma fraudulenta para seus conterrâneos. Não precisa nem perguntar quem teria interesse na invasão e destruição de documentos. Seria bom, agora, vermos Marun dançando outra vez. E com Roberto Jefferson cantando “Nervos de Aço”…  Coitado do Lupicínio Rodrigues!!

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