MBL FICA ÓRFÃO

MBL Fascista (1)Na última sexta-feira, dia 13, foi noticiada a desistência de Flávio Rocha, o dono da Riachuelo, de concorrer à Presidência da República. O PRB, partido do agora ex-candidato, certamente passará a barganhar e apoiar um outro candidato de direita. A despeito da nota publicada pelo partido, o motivo que levou o dono da Riachuelo a abandonar a disputa foi o seu péssimo desempenho nas pesquisas de intenção de voto. Ele, assim como outros penduricalhos da direita reacionária, não saem do 1% e sabem que não possuem a mínima condição de permanecerem na disputa. Flávio Rocha é aquilo que, nos gráficos das pesquisas, pode ser chamado de “traço”. Ele já se mandou para a Europa.

A saída de Flávio Rocha deixa órfão, mais uma vez, o movimento neofascista MBL, que o havia adotado como candidato de estimação. Digo “mais uma vez” porque os meninos amarelos da Avenida Paulista, antes de adotarem Flávio Rocha, já tinham adotado João Doria, o ex-Prefeito Engomadinho do Tietê. Ocorre que rolou um “barraco” entre Doria e os meninos fascistas, que brigaram com o ex-Prefeito e acabaram levando Flávio Rocha para casa. E agora, mais uma vez, eles estão sem um candidato para chamar “deles”. Mas a orfandade dos meninos fascistoides do MBL não deverá durar muito. Porque, igual ao Flávio Rocha, existem vários outros, igualmente reacionários e de direita. Eles poderão, quem sabe, abraçar o banqueiro João Amoedo, do Partido Novo. Ou ainda o Henrique Meirelles, do partido do Temer. Tem ainda o Rodrigo Maia, do DEM, o garoto de estimação do Temer. Só que a saída de Maia da disputa também é uma questão de tempo. Todos são meros “traços” na pesquisa. Mesmo com o João Amoedo sendo banqueiro e mesmo com o Henrique Meirelles disposto a colocar 70 milhões do próprio bolso na sua campanha.

Holiday e Kataguiri já devem estar à procura de um novo “paizão”. Como a direita, no Brasil, tem maior tradição de união do que as esquerdas, muito provavelmente esses outros “traços” deverão se unir em torno de um único candidato, que seja eleitoralmente viável para eles. Suspeito que o MBL acabe marchando junto com o capitão fascista. E, em homenagem ao papai que agora já se foi, devem usar camisas pretas. Não é a Itália de 1922. É o Brasil de 2018…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s