O VELHO DISCURSO DO NOVO

PARTIDONOVO-810x456O Partido Novo apresentou seu candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro. Trata-se de Marcelo Trindade. Marcelo Trindade é aquele candidato que muitos diriam que “é o candidato do mercado”. Ele presidiu a Comissão de Valores Mobiliários e foi do Conselho da Bovespa. É aquela pessoa neófita não apenas em querer presidir algo público. Receio que ele nunca tenha entrado em uma escola ou hospital estadual. Mas é candidato a governador. Nada chega a ser surpresa em relação ao candidato de um partido que é presidido por um banqueiro, João Amoedo.

Marcelo Trindade foi entrevistado pela revista Época desta semana. Em uma das respostas, Trindade diz que é preciso “reduzir as despesas do Estado”. Ele fala ainda da necessidade de uma reforma da previdência no Estado do Rio de Janeiro. E, sobre esse aspecto, repete o velho discurso da direita como justificativa: as pessoas estão vivendo mais. Que bom que as pessoas estão vivendo mais. Nunca pensei que este avanço fosse ser considerado um estorvo para os governantes. Já dá para imaginar qual seria a reforma da previdência se Marcelo Trindade for o governador. Ele ainda diz que os servidores públicos são privilegiados em suas aposentadorias. Quais servidores públicos? Juízes? Fiscais de renda? Promotores? Ou será que ele quis dizer que os privilegiados são professores e médicos, por exemplo? Aliás, infelizmente, a revista Época não fez uma pergunta fundamental ao candidato do Partido Novo: a sua proposta de reforma da previdência abrangeria os juízes, por exemplo?

De resto, nenhuma novidade. Marcelo Trindade repete o velho discurso de “diminuir o Estado” e abrir a economia para a iniciativa privada. O velho bordão do “Estado mínimo” volta a ser repetido. Aliás, o Partido Novo é composto, essencialmente, de empreendedores que repetem o velho mantra do “Estado mínimo”. Eles são daqueles que, embora digam adorar o “privado”, certamente não tomarão empréstimos para os seus negócios no Santander, nem no Bradesco e nem no Itaú. Com certeza eles vão ao BNDES e ao Banco do Brasil. Isso porque o Estado é um estorvo. Ora, conte-me outra, cara pálida!

 

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