O VAGABUNDO CARA-DE-PAU

FHC O CARA DE PAU“Assim como houve um mensalão do PT, fala-se de um mensalão do PSDB mineiro, que não houve. O que houve, isso sim, foi caixa 2.” (Fernando Henrique Cardoso, em entrevista ao jornalista Pedro Venceslau, do Estado de São Paulo).

A afirmação acima foi feita, com todo o deboche e cinismo característico dos tucanos, por Fernando Henrique Cardoso, em entrevista ao Estadão. A entrevista foi alusiva aos 30 anos de fundação do PSDB. Na verdade, a afirmação debochada de FHC segue o clichê da mídia global e seus penduricalhos: “quando se trata do PT é corrupção, mas quando for o PSDB é caixa 2.” A afirmação estapafúrdia do vagabundo que se aposentou aos 38 anos de idade era uma resposta sobre a prisão de Eduardo Azeredo, o tucano que inventou o mensalão em 1998. Muito antes do PT.

É bom, inclusive, acrescentar que, entre os crimes de corrupção cometidos pelos tucanos, o tal do mensalão é até “fichinha”. A Justiça foi morosa, quase que o crime prescreve, mas Azeredo, no fundo, acabou mesmo sendo um “bucha”. Sua prisão nada mais é do que uma satisfação, para dar uma aparência de imparcialidade da Justiça, em relação a alguém que não representa mais nada no cenário político brasileiro. O trabalho eficiente da mídia e a perseguição dos “tucanos de toga” foi tão grande que muitos, hoje, quando se fala em corrupção, associam-na apenas ao PT.

Na verdade, o sr. FHC, o vagabundo que se aposentou aos 38 anos de idade, deveria, então dar vários outros esclarecimentos. Primeiro, sobre sua mansão em Paris. Depois, sobre a remessa ilegal de dinheiro ao exterior para bancar o filho que teve com a amante (em tempo: ele não é mais ateu e “defende a família”.) Sem esquecer dos obscuros pagamentos recebidos por seu instituto “generosamente” feitos pela Odebrecht.

E já que o mensalão tucano foi “fichinha”, então o vagabundo que se aposentou aos 38 anos de idade poderia falar sobre os 23 milhões recebidos pelo Serra, sobre o helicóptero do Perrela com meia tonelada de cocaína no aeroporto particular do Aécio, sobre a conversa do Aécio com o Joesley (será que os 2 milhões que o playboy do pó pediu também seriam “caixa 2”?), sobre o escândalo da merenda escolar e do metrô nos governos tucanos de São Paulo e sobre o “Marcos Valério do PSDB“, um tal de Paulo Preto. Fernando Henrique Cardoso, quer saber de uma coisa? Vou mandar você para aquele lugar: Vá plantar jaca na Sibéria!

 

GOLPISTAS JANTAM O PICOLÉ

maia aécio temerpicole-chuchuNa última quinta-feira, dia 21, um dia após Marina Silva ter caído na rede do narigudo global, tivemos nova patuscada da direita. Dessa vez, expoentes golpistas de alto quilate reuniram-se em jantar na casa de Rodrigo Maia, o “garoto de estimação do Temer”. Além de Maia, o anfitrião, representando o DEM, lá estavam Aécio (sempre ele!) representando os tucanos e o golpista do Jaburu, Temer, representando o MDB. Claro que o Gato Angorá não poderia faltar. No clima da Copa do Mundo, os comensais golpistas avaliaram a candidatura de Alckmin e, enfim, caíram na real: o Picolé de Chuchu não decola e é bom ele tomar cuidado. Quem com golpe fere, com golpe será ferido! 

Eles estão desesperados e já pensam em derreter o Picolé de Chuchu, colocando-o para escanteio. O plano dos tungadores do país consiste em substituir Alckmin por Dória na candidatura à Presidência da República. E, mais uma vez, Aécio terá protagonismo em um novo golpe, dessa vez contra um suposto correligionário. O playboy do pó ainda tem alguma força nas bandas tucanas, as mais podres delas. Assim, na convenção que se aproxima, Alckmin poderá levar uma rasteira. Interessante. Parece brincadeira de bota e tira, entra e sai (sem trocadilhos!) O ex-prefeito Engomadinho do Tietê já foi “plano A”, foi tirado de cena e agora querem trazê-lo de volta. A jogada seria unir as três legendas ícones do golpe (PSDB/MDB e DEM) em uma única candidatura (no caso, Dória), para tornar viável uma futura salvação de Temer, Aécio, Moreira Franco e outros bandidos de seus crimes.

Não é de hoje que Temer e seus comparsas, incluindo todos os que estavam nessa patuscada, procuram um meio de ficarem impunes a partir de 2019. Eles irão apoiar uma candidatura que lhes garanta a certeza de não pagarem pelos seus crimes. Claro que Alckmin representa essa certeza. Mas ele não tem votos. Então, por ora, ele sairia. Por enquanto, eles vão, novamente, chamar o gari de ocasião. Mas o desespero é tanto que eles ainda poderão  chamar o general. Ou, quem sabe, o capitão? 

A REDE CAIU NA REDE

rede“O movimento Agora! já está caminhando com a Rede.” (Marina Silva, candidata à Presidência da República pela Rede Sustentabilidade, após jantar com Luciano Huck na última quarta-feira).

Lembram da patuscada de Luciano Huck e Marina Silva, na última quarta-feira, em que o apresentador global ofereceu um jantar para Marina Silva em sua casa no Joá? Pois é. Há tempos que estamos falando que a direita ainda iria chegar na Marina. E, agora, não temos mais dúvidas: ela caiu mesmo na rede. Quinta-feira Marina admitiu que o movimento Agora!, fundado pelo “apresentador global ex-candidato a tudo por partido nenhum” está caminhando com a Rede Sustentabilidade, o seu partido.

Agora é oficial e acabaram-se as conjecturas. Em janeiro deste ano, ainda havíamos conjecturado que a direita chegaria nela. Mas, infelizmente, foi um vaticínio. Marina disse que conversou com a coordenação do movimento Agora! e, pelo que ela disse, essa aproximação já é mais antiga do que pensamos.

Parece que os caminhos do pleito começam a se delinear. Marina permitiu-se ocupar o vácuo da direita, que tem muitos candidatos: Alckmin, João Amoedo, Flávio Rocha, Henrique Meirelles, Rodrigo Maia, Álvaro Dias, dentre outros penduricalhos. Mas todos eles, juntos, não fazem nem cócegas. Estão patinando em ovos. Como um pêndulo que sempre foi, Marina poderia pender para a direita ou para a esquerda. Mas parece que o seu recente passado aecista falou mais alto. Ela está mesmo disposta a ser o “Plano n” da direita. Isso mesmo: “Plano n”. Isso porque a direita já tentou Alckmin, Dória, o próprio Huck. Tudo para não terem que votar no “escroto fascista que come gente”. Claro, eles são bons. Eles votaram no Aécio “pela ética e contra a corrupção”. O Luciano Huck faz caridade, dá carros, casas, ajuda os mais pobres pela Globo. Tipo um “Boa Noite Cinderela à la Sílvio Santos dos anos 70”.

Pouco a pouco, Marina vai mostrando a sua verdadeira cara. Bem devagarinho, igual a uma tartaruga. Aos desavisados que contribuíram para a “onda verde” de 2010, é bom saber que aquele verde era artificial. Depois disso, Marina apoiou Aécio e disse, em relação a Lula, que “a lei é para todos”, mas nada falou sobre o playboy do pó que ela apoiou em 2014. E, nesse momento, o pêndulo parou no Agora! e no Luciano Huck. Digo “nesse momento” porque é bom o Agora! e o “narigudo global ex-candidato a tudo por partido nenhum” não ficarem muito alegres. Pelo andar da tartaruga, a próxima estação da Marina será o MBL

NILSON: DE OLARIA PARA VARSÓVIA

nilson moraes e pedro paulo“Ele saiu de Olaria e conseguiu chegar em Varsóvia.” (Luiz Pedro San Gil Jutuca, Reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, sobre Nilson Moraes, após entregar-lhe o título de Professor Emérito da instituição).

Naquele dia de 1976 parecia que seria apenas mais uma visita à casa da tia Nilza, no grande apartamento localizado no sobrado em cima do antigo cinema Olaria. Lembro-me que o Brasil ia jogar contra o Paraguai e isso parecia que, de algum modo, também selaria o meu destino. O meu primo Nilson convidou-me para sentar-se ao seu lado, em uma modesta escrivaninha que, para sempre, seria chamada de “escritório”. Ali, com apenas 15 anos de idade, tive a oportunidade de ouvir coisas sobre a Guerra do Paraguai que me foram contadas pelo meu primo Nilson. Os “heróis” não eram aqueles que eu ouvi me contarem pela história oficial. O Paraguai era nacionalista e a nação guarani foi massacrada em um genocídio. Daquele dia em diante, pela primeira vez senti-me um privilegiado por saber coisas que talvez meus professores, pelo menos naquele momento, não me ensinariam. E, a partir daquele dia de 1976, era praticamente impossível ir na casa da tia Nilza e não passar no “escritório”.

Nilson ingressou na UFRJ em 1972, um ano após o falecimento de seu pai, o saudoso tio “Nélson Bigode”. Graduou-se em Ciências Sociais, formando-se em 1975. Concluiu o mestrado em Sociologia e Antropologia pela UFRJ e o doutorado em Ciências Sociais pela PUC/SP. Não podemos deixar de mencionar a UERJ, onde, no Departamento de Medicina Social, seu conhecimento transcendeu o compromisso acadêmico. Muita luta e combatividade por uma sociedade mais justa sempre foram os seus maiores compromissos. E o que esperar de quem foi aluno de Manoel Maurício, Madel Therezinha, Octávio Ianni e outros?

Hoje, passados 42 anos da inesquecível visita ao “escritório”, o destino nos concedeu mais um privilégio: o de presenciar a entrega solene do título de Professor Emérito da UNIRIO a Nilson Moraes. Foi uma viagem no tempo e, coincidentemente, em seu discurso, Nilson retrocedeu ao ano de 1976, relembrando um artigo por ele publicado na Folha do Professor e intitulado “Instituições Sociais e Educacionais na História”. Como o artigo é atual e como a luta por muita coisa ainda tem que continuar!

Mas hoje eu quero retroceder um pouco mais, ir para o início dos anos 1970 e lembrar a história de lutas e resistência desse primo que hoje tem grande parte de “culpa” pelo que eu sou, inclusive como professor. Nilson, juntamente com Perfeito Fortuna, Flávio Silva (um onipresente companheiro) e o clero progressista da Igreja de São Geraldo, nas figuras dos padres Antônio Olmos e Cipriano, representaram a resistência olariense à ditadura. A luta do Nilson é bem anterior ao que muitos que o conhecem podem imaginar.

O cinema Olaria, infelizmente, não mais existe. Mas o sobrado ainda está lá, altaneiro e imponente. Mas mesmo sem o cinema, aquele local ainda nos passa muitos “filmes”. Como bem lembrou o magnânimo Reitor na solenidade de hoje, “Nilson saiu de Olaria e chegou em Varsóvia”. Mas a Polônia foi só uma etapa. Nilson Moraes tornou-se um intelectual cosmopolita. De reconhecimento internacional. Para orgulho dos seus alunos, colegas, amigos e da nossa família que, certo dia, ele mesmo me disse que “era foda”. Foda é você cara! Parabéns e, lá de cima,  já podemos perceber duas estrelas cintilando de alegria: tio “Nélson Bigode” e tia Nilza presentes!

 

VITÓRIA DA MÁFIA DOS ÔNIBUS

marília desembargadoraA liminar do Ministério Público foi cassada e, a partir de hoje, as passagens dos ônibus municipais do Rio de Janeiro passam a custar 3,95. Com isso, o acordo feito pelo bispo-prefeito com a quadrilha das empresas de ônibus, que aumenta a tarifa e só prevê a climatização da frota para 2020 (isso mesmo: 2020!) passa a vigorar. Enquanto isso, o povo que se exploda, pague mais caro e continue tendo os péssimos serviços dos tubarões-baratas-traças dos transportes.

E sabem quem derrubou a liminar e acolheu o pedido da máfia dos ônibus? Foi a desembargadora Marília Castro Neves. Lembram dela? É aquela mesma que, em março, logo depois do assassinato da Marielle, andou espalhando calúnias contra a vereadora pelo Facebook. Entre outros absurdos, a desembargadora falou que “Marielle tinha engajamento com bandidos.” Ela está respondendo a processo no Conselho Nacional de Justiça pelas difamações propagadas.  A desembargadora é aquela mesma que, também no Facebook, participa de grupos como o “Endireitando a Verdade”, que defende torturadores. Agora, ela usou o seu poder em favor da máfia dos ônibus e contra o povo. Em seu despacho, ela ainda acrescenta que o preço da passagem ainda está abaixo do devido e que deveria ser de 4,05.

Crivella, Marília, Barata, Traça… Nenhum deles utiliza os transportes coletivos. Então, passar calor e pegar chuva dentro dos ônibus, não ter linhas disponíveis, redução de frota, dentre outros absurdos, eles jamais souberam o que é isto. E pagando caro. Infelizmente, o bispo-prefeito, o legislativo municipal e também o Judiciário, não estão com o povo. O dia que, realmente, a caixa-preta da máfia dos transportes do Rio for aberta, traças e baratas serão fichinhas. Teremos capas voadoras esticadas de bruxas escrotas, mal-resolvidas e recalcadas voando, cheias metal enferrujado e de poeira fétida… Coisa horrorosa!!!

 

O JANTAR DOS AECISTAS

marina e huckLuciano Huck, o apresentador global “ex-candidato a tudo por partido nenhum”, convidou a candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, para um jantar em sua residência no bairro do Joá nesta quarta-feira, 20 de junho. O encontro não deixa de ser um reencontro. Em 2014 eles estiveram juntos apoiando Aécio em defesa da ética e contra a corrupção. O que levaria então o “outsider apolítico” Luciano Huck a abrir as portas de sua casa para um jantar com Marina? Claro que ele está de olho na eleição para Presidente da República. E ele certamente já teria um candidato. Como aecista e tucano, Huck queria ver Alckmin Presidente da República. Mas o “Picolé de Chuchu” está próximo do “traço” nas pesquisas de intenção de voto. E todos os outros da direita também patinam: Amoedo, Flávio Rocha, Álvaro Dias seriam nomes alternativos a Alckmin: são neoliberais, entreguistas, privatistas, querem acabar com o Estado, trucidar os servidores e privatizar até o oxigênio.

Mas ainda resta um facho de lume para a direita: um pêndulo chamado Marina Silva. Ela tem muita afinidade com os que não decolam e parece ter algum fôlego eleitoral que possa levá-la ao segundo turno. A “onda verde” já passou e sua credibilidade perante as esquerdas foi para o ralo. Mas, no imbricado quadro eleitoral, ela ainda tem “mercado”. Ela é evangélica e, como tal, insere-se na pauta “regressista” dos neoliberais. Certa vez, falei neste espaço que a direita ainda chegaria na Marina. Para quem não leu ou não se recorda, aí vai o link do artigo que escrevemos em 14 de janeiro deste ano:

https://pedropaulorasgaamidia.com/2018/01/14/direita-e-evangelicos-sera-que-chegarao-na-marina/

Marina poderá preencher o vácuo da direita que patina. Para quem apoiou Aécio, fazer mais esse papel ridículo não mudará o que ela representa. No ano passado, Huck já havia promovido patuscadas com outros nomes da direita, incluindo o ex-prefeito engomadinho do Tietê, outro nome da direita que também não decolou. Recorrer a Marina não nos causa nenhuma surpresa. Claro que Huck só pensa em cenários sem Lula candidato. O cardápio do jantar não foi divulgado, mas sabe-se que o apresentador global quer incluir no programa da candidata da Rede parte da agenda do Renova BR, movimento do qual Huck participa. Tudo leva a crer que é a última oportunidade de a direita ter, enfim, um candidato (no caso, uma candidata) para chamar de sua. Mas se essa última cartada não der certo, acho que eles, só de raiva, irão mesmo de Bolsonaro. Apenas um aviso para os comensais de hoje no Joá: cuidado, porque o capitão fascista disse que come gente.

 

QUEM SERÁ O IMPICHADO?

DELFIM NETTO

“O próximo presidente vai ser impichado.” (Delfim Netto)

A declaração acima foi feita recentemente por Delfim Netto em uma palestra que tinha como plateia advogados de grandes empresas. Mas, o que significa “impichado”? Em poucas palavras, impichado significa ser privado ou destituído do cargo que possui. O termo é um neologismo para se referir a quem sofre o impeachment. Delfim fez a afirmação referindo-se ao sistema político brasileiro, que é conhecido como “presidencialismo do coalizão”, o que, na prática, significa que qualquer que seja o eleito, terá que negociar com os partidos políticos e com o Congresso Nacional. E, segundo Delfim, essa negociação se dará nas mesmas condições dos outros presidentes. Ministérios tornam-se feudos de partidos e o Presidente parece um rei medieval.

A afirmação de Delfim Netto não causa surpresa. O Presidente começa a tornar-se refém dos partidos políticos e do Congresso Nacional já quando forma as suas alianças na campanha eleitoral. Sem as alianças, o presidente não governa. Então, já no governo, as alianças transformam-se em chantagens. E, a partir daí, qualquer ocupante do Executivo que não ceder, será mesmo impichado. Especialmente se quem comanda o Legislativo possuir uma liderança ou um número suficiente de seguidores. Foi o caso de Dilma em relação a Eduardo Cunha. Dilma não cedeu às chantagens do bandido travestido de evangélico e foi mesmo impichada.

A verdade é que, dos 35 partidos políticos, qualquer que chegue ao poder, não terá mais do que 10 a 15% do Congresso. E então, como governar? O Brasil vive em um regime de “presidencialismo parlamentarizado”, onde o Congresso, até sem motivo, pode destituir o Presidente por um processo de impeachment. Basta o Presidente da Câmara querer e ter os 2/3 do plenário. Como também pode não querer, como foi o caso de Rodrigo Maia em relação a Temer.

O problema não está nas alianças. Elas fazem parte da natureza de qualquer sistema político democrático. O problema está em alianças feitas com quem já demonstrou ser fisiológico aos extremos, traidor ou achacador. Soubemos, por exemplo, que nesta semana, Ciro Gomes já acenou para conversar com Rodrigo Maia e ACM Neto, ambos do DEM. Já sabemos da reaproximação do PT com o PMDB em alguns estados, o que se reflete em compromissos na eleição para Presidente da República. O sistema político não mudou e não vemos, até aqui, preocupações dos candidatos a Presidente e seus respectivos partidos em fazerem bancadas de sustentação aos seus eventuais governos. São apenas costuras de retalhos que formarão um “saco de gatos cheio de raposas esfaimadas”. Portanto, não reclamem depois. Poderá haver outro golpe. E até os algozes de 2016 se apresentam como potenciais vítimas. Mas Delfim já deu o tom. Impeachment é coisa do passado. Vamos aportuguesar a coisa. Vamos escolher, em outubro, quem será impichado. Sugiro que o dia das eleições passe para o Sábado de Aleluia…