A ALERJ “SILVÉRIO DOS REIS”

alerj 3Palácio Tiradentes: esse é o nome do prédio onde funciona a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Ali era a antiga Cadeia Pública, onde Tiradentes, “Mártir da Independência” ficou preso até seguir altaneiro para o caminho da forca em 21 de abril de 1792. Mas Tiradentes não merecia e o povo do Estado do Rio de Janeiro também não merece os seus representantes. Foi neste mesmo prédio que, em 1824, o Imperador D. Pedro I, neto da Rainha que condenou Tiradentes à morte, mandou as tropas imperiais dissolverem aquela que seria a primeira Assembleia Constituinte do Brasil. Os deputados liberais, que não eram lá essas coisas em defesa do povo, foram presos. Imaginem os outros.

Foi essa Assembleia que, recentemente, votou pela soltura de Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi. Tentaram resgatá-los. Mas não conseguiram, embora o “capo papudo” ainda desfrute de uma confortável prisão domiciliar em sua mansão. Foi essa mesma Assembleia que penalizou os servidores, aprovando o aumento da contribuição previdenciária, em um rombo (e roubo), mais uma vez jogado nas costas do povo.

Agora, mais uma vez, envergonhando o povo trabalhador do Rio de Janeiro, ela aprova, de forma aviltante, por 39 votos a 19, as contas do “Governador intervencionado” Pezão, que haviam sido unanimemente reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Pezão, de forma criminosa, reduziu drasticamente os gastos com saúde e educação, descumprindo normas elementares do orçamento e penalizando a população mais necessitada. Claro, os filhos, netos e toda família desses pulhas possuem ótimos planos de saúde e estudam em escolas de excelência. São esses mesmos que pertencem à laia dos que apoiam a “meritocracia”.

Como se não bastasse, a “ALERJ Silvério dos Reis” ainda aprovou o aumento de 5% para apenas uma parte dos servidores. No caso, os da Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública. Médicos, professores, policiais, bombeiros, que se explodam. E hoje, sem perder tempo, o Globo fala genericamente em “novos aumentos para os servidores”.  O que joga toda a categoria contra o povo. E ainda irá chamar os servidores do Estado de “privilegiados”, como sempre faz a Globonews e seus articulistas. Ou seja, Pezão acaba dividindo a luta unificada dos servidores, cria uma “casta” que lhe interessa e penaliza a maioria.

O povo do Estado do Rio de Janeiro não merece esta Assembléia, que traiu a sua confiança. Que se vendeu para os empresários dos ônibus. Que se recusou a abrir as galerias para os servidores. O “Governador intervencionado” já não tem vergonha de mais nada, bem como os seus asseclas do Legislativo. O Rio de Janeiro precisa de uma segunda intervenção (mas prá valer), em outubro: a intervenção das urnas, defenestrando os traidores do Estado, amigos e cúmplices de Picciani, Cabral, Pezão e outros, que aviltam a memória de Tiradentes e a dignidade do povo do Rio de Janeiro!

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