A HISTÓRIA NA COPA

stalin“A Alemanha jamais triunfará em solo russo.” (Josef Stálin)

Escrevo um dia após a vitória do Brasil sobre a Sérvia por 2 a 0 na Copa da Rússia. E, logo após a eliminação da Alemanha, reminiscências da Segunda Guerra Mundial vieram à tona pelas redes sociais. Mas essas reminiscências, felizmente, têm sido esclarecedoras. Especialmente, para reafirmar que quem verdadeiramente derrotou o nazismo foi o exército soviético.

Mas no jogo do Brasil de ontem, veio-me uma reminiscência um pouco mais distante no tempo, referente à Primeira Guerra.  Pouco antes da partida, foi anunciado que a torcida brasileira estava presente em grande número no Estádio Spartak. Mas que os russos, em sua maioria, tenderiam a torcer para a Sérvia, nação com quem os russos têm uma antiga amizade. E aí vem uma coincidência: há exatos 104 anos, no dia 28 de junho de 1914, o estudante sérvio Gavrilo Princip assassinava a tiros o herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando e sua esposa Sofia. O atentado era uma resposta do nacionalismo que queria unir os povos eslavos e não aceitava que a Bósnia fosse subordinada ao Império Austríaco. O governo da Áustria acusou a Sérvia pelo crime e declarou-lhe guerra. Nisso, o moribundo Império Russo entra em cena em defesa da Sérvia e declara guerra à Áustria. Esse conflito local acabou deflagrando a Primeira Grande Guerra. Porém, ontem, o apoio russo não foi suficiente para o triunfo sérvio.

Mas poderíamos retroceder ainda mais, e chegarmos a Napoleão, que protagonizou uma das maiores tragédias da humanidade ao tentar invadir a Rússia em 1812. Seu exército foi dizimado no rigoroso inverno russo. Já houve até quem colocasse a “culpa” pela tragédia nos botões dos casacos dos soldados franceses, que eram feitos de estanho, que se dilui facilmente quando submetido a baixíssimas temperaturas, em um polêmico reducionismo de explicação química. Mas pode ser que dessa vez seja seja diferente. A França ainda está na Copa em território russo, só que agora lá é verão. O inverno não poderá ser desculpa para os “napoleões saudosos”. Mas eles terão a Argentina pela frente, que parece ter renascido das cinzas. Se os argentinos entrarem em campo com uma garra igual à da “revanche” da Guerra das Malvinas na Copa de 1986 contra a Inglaterra, acho que nem o verão salvará os franceses. O general baixinho francês já não pode mais estar juntos aos seus. Mas um baixinho argentino, que os “hermanos” chamam de “Deus”, lá estará. Que a bola role para futuras histórias!

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s