ABDUZIDOS PELO FASCISMO

manuela d'ávilaO que deveria ser uma entrevista no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, levado ao ar ontem,  transformou-se em um bombardeio de ódio, declarações e assaques estapafúrdios de supostos entrevistadores, que lá estavam como militantes políticos da direita mais rançosa e reacionária. Assisti a toda a entrevista da candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuella DÁvila e duvido que o candidato daqueles pulhas fascistas seja capaz de enfrentar com a coragem e, principalmente, solidez de argumentos, o que a jovem Manuela teve que enfrentar na sessão de metralhadoras giratórias a que foi submetida.

Para uma jovem candidata à Presidência, de apenas 36 anos de idade e que jamais soube o que foi votar em cédulas de papel, ter que justificar atos de Stálin ou a queda do Muro de Berlim, não foi problema. Mas o último bloco da “entrevista” foi o mais significativo e, em nosso entender, mostra que a chamada direita liberal não tem mais interlocutores.

Um dos reacionários de direita provocou Manuela, dizendo que ela propaga o ódio nas redes sociais. Ela desafiou o cara a mostrar um exemplo. Ele não foi capaz. Então, o capacho da direita travestido de “entrevistador” disse que ela “polariza”. Sim, ela tem ideias diferentes e tem muito o que debater com um movimento, que espalha mentiras sobre ela (no caso, o MBL). E esse movimento é bancado por quem? – perguntou Manulla. O cara, até então um grilo falante, calou-se. Mas nós sabemos quem banca o movimento dos patos amarelos. E o pau-mandado deles também sabe.

Instada a falar porque ela é tão crítica do liberalismo, ela foi quase que perfeita: disse que a maioria  dos supostos liberais foram “abduzidos pelo fascismo.” Homofobia, misoginia, tortura, racismo, ditadura… que “liberalismo” é esse? Manuela falou para o “entrevistador” que, por vezes, ela própria tem que defender bandeiras liberais porque os seus ditos defensores foram, de fato, abduzidos pela praga fascista.

Após a suposta “entrevista” de ontem, tenho duas coisas a declarar: Primeiro: que saudades do José Guilherme Merchior! Segundo: Parabéns Manuela, você lutou como uma mulher!

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