URCA: CAI O ÚLTIMO BUNKER

Teleférico del cerro de Pan de Azúcar en Río frena operaciones por tiroteos

O Estado do Rio de Janeiro, sem governo há mais de 10 anos e sob intervenção militar na área de segurança há três meses, permanece com sua população sitiada e vítima de anos e anos sem investimentos em áreas básicas, como a educação, tem seus índices de violência cada vez mais aumentados. A tal intervenção, passados 3 meses, ainda não disse para que veio. Intervenção sugere investimentos maciços e resultados, no máximo, a curto prazo. Não temos uma coisa nem outra. Temer, em mais uma de suas maestrias golpistas, colocou os militares em uma verdadeira “furada” e tenho que admitir que, talvez pela primeira vez na história, os militares sofreram um golpe.

Ontem foi a vez da Urca, bairro tradicionalmente tido como um oásis em meio à violência de todo tipo que grassa em nossa cidade e no Estado em geral. Uma guerra de traficantes conseguiu provocar o fechamento do Aeroporto Santos Dumont. E um recorde lamentável também foi inscrito em nossa história: pela primeira vez desde 1912, portanto, depois de 106 anos, a estação do bondinho do Pão de Açúcar, vizinha do bairro, também foi fechada por causa da violência. Em plena intervenção federal e militar.

Tudo por causa de uma guerra de traficantes que começou no Leme, ali perto, e expandiu-se até a Urca. Turistas, moradores, transeuntes e estudantes de unidades da UFRJ, também vizinha do bairro, viveram momentos de terror. Em plena intervenção federal e militar.

Geralmente, e por muito tempo, a Urca era lembrada como sendo “um bairro que não tem favelas e que lá nada acontece”. “É o bairro onde mora o rei Roberto Carlos.” Mas o grande simbolismo dos acontecimentos de ontem reside no fato de que a Urca é cercada por unidades militares. Ali localiza-se a ESG (Escola Superior de Guerra), o centro de formação da inteligência e da ideologia militar brasileira. E, ironicamente, também é o bairro em que moram generais, alguns até da cúpula da “intervenção redentora do Temer.” Mas nem isso intimidou os bandidos. O tiroteio comeu solto e um policial ficou ferido. Em plena intervenção federal e militar.

No jogo da sobrevivência à violência no Rio de Janeiro, a Urca era tida como aquele juiz de futebol que não aparece. Era ótimo. Nada acontecia na Urca. Tipo um bunker um tanto elitizado e militarizado. Mas ontem, parece que o último oásis seguro no Rio de Janeiro capitulou em meio a uma tempestade de areia (ou tiros). Em plena intervenção federal e militar. Que saudade do Cassino da Urca! Socorro Roberto Carlos!

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