COPA: COM QUE ROUPA EU VOU?

com que roupa eu vou“Com que roupa eu vou?” A uma semana da abertura da Copa do Mundo na Rússia, o verso da inesquecível composição de Noel Rosa nunca foi tão adequado ao momento. Só que, agora, a dúvida não é a roupa que colocar no samba e sim nos dias de jogos do Brasil. As camisas históricas da seleção brasileira, ao menos até hoje, sempre tiveram  um simbolismo exclusivamente futebolístico. A branca simbolizou a tragédia de 1950, quando perdemos a Copa para o Uruguai no inesquecível “Maracanazo”. A azul representou a redenção quando, em 1958, foi usada na final contra a Suécia e com ela conquistamos nosso primeiro título. E, finalmente, a amarela representou a consagração do nosso futebol, com sucessivas conquistas em 1962 e 1970, surgindo a memorável alcunha de “seleção canarinho”.

Porém, a apropriação política da camisa amarela pelos patos-fantoches, coxinhas, golpistas, MBL, claque da Globo e da FIESP e outros seres que foram às ruas pedir  a saída de Dilma fez com que, para sempre, a camisa amarela passasse a ser associada à direita golpista e seus penduricalhos manipulados. Mesmo com toda a bandidagem de Ricardo Teixeira quando à frente da CBF, a camisa amarela ainda representava um orgulho do nosso futebol (e não da entidade e dos homens que o administravam). E, por isso, ela ainda era francamente predominante até a Copa de 2014. Mas os patos-fantoches acabaram entrando para a história ao quebrarem o encanto e, queiram ou não, usar a camisa amarela é algo a que muitos estão resistindo. Isso porque ela tornou-se o símbolo do golpe de 2016. Então, vem a dúvida: com que roupa eu vou assistir aos jogos da Copa?

Diante da situação, modelos alternativos estão sendo criados para a copa que se aproxima e vendidos em sites e lojas. Desde uma “versão soviética vermelha”, com a palavra “Brasil” e o martelo e a foice até outras que fazem alusão ao PT, com a inscrição “Brasil 13”. Há ainda camisas com as inscrições “PSOL” e “Lula Livre”. Alguns poderiam dizer que as siglas partidárias estão sendo estampadas por tratar-se de ano eleitoral. Ocorre que todo ano de copa é ano eleitoral e nunca vimos, em copas anteriores, tal comportamento. Tantas camisas estão sendo feitas com o escudo da CBF, mas em outras cores, que a entidade já acionou a Justiça para resguardar os seus direitos. Basicamente, os modelos alternativos procuram fugir do amarelo e, se a cor dos patos da Avenida Paulista ganhou significado político, os modelos alternativos certamente também estão ganhando. A divisão política que marca o país desde o segundo turno de 2014 será visível nos trajes dos torcedores. Mas é bom lembrar que muitos dos paneleiros e patos amarelos de 2016, já arrependidos e cientes de que foram manipulados, provavelmente também não usarão o amarelo. Teremos uma verdadeira “torcida arco-íris”. Eu, particularmente, já decidi o meu traje. Amarelo, nunca mais! Então, vamos de camisa do Olaria (azul e branca, cores constantes na bandeira) e bandeira do Brasil. Esperando que eu não torça errado quando o time de amarelo estiver com a bola.

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