RACISMO EM CAMPO NOS JOGOS JURÍDICOS

racismo na pucO que esperar de futuros advogados, ou promotores, ou ainda futuros juízes que praticam atos racistas contra seus colegas estudantes de Direito? Foi com indignação que recebemos a notícia, já amplamente difundida, de atos de racismo praticados por alunos da PUC-RJ durante os Jogos Jurídicos do Rio de Janeiro, que, este ano, foram realizados na cidade de Petrópolis. Os ataques racistas ocorreram no sábado, dia 2 e no domingo, dia 3.  Os lamentáveis episódios de racismo narrados por testemunhas foram corroborados por vários participantes dos jogos. Em um deles, uma torcedora da PUC atirou casca de banana em um atleta negro da UCP. Em outro, torcedores da PUC imitaram macacos diante de torcedores negros da UERJ. E ainda tivemos uma atleta de handebol da UFF sendo chamada de “macaca”.

A PUC do Rio de Janeiro é, tradicionalmente, uma universidade branca e elitista, a começar pelo seu quadro docente. Dados publicados pelo Coletivo Nuvem Negra, que integra estudantes negros da PUC, mostram que dos 1985 professores da universidade, apenas 86 são negros, o que corresponde a ínfimos 6%. Se a comparação for feita com negros do sexo feminino, a PUC tem 40 vezes mais professores homens brancos do que mulheres negras.

Chegou a notícia de que a PUC vai apurar. Será? Segundo diversos estudantes que participaram de outras edições dos jogos, a torcida da PUC tem uma postura racista que se repete em todos eles. O episódio é profundamente lamentável e execrável sob todos os aspectos. Os criminosos devem ser identificados e punidos na forma da lei. A Liga Jurídica já anunciou que a PUC está excluída da próxima edição dos jogos.

Embora não seja inédito, visto que denúncias pretéritas de racismo foram feitas em relação a estudantes da PUC em outras edições do evento, os fatos mostram que dessa vez os ataques racistas foram mais robustos e violentos. E não podemos abstrair esses episódios do momento em que vivemos no nosso país. A onda nazi-fascista vem crescendo no Brasil e parece que seus adeptos vão encontrando o campo aberto extravasar seus doentios ódios. Também é sintomático vermos que quase todos os ataques racistas foram contra estudantes de universidades públicas, justamente as que adotam a política de cotas e isso os fascistas racistas não aceitam. Eles jamais aceitarão que os filhos de suas empregadas negras também sejam “doutores”.

Esperamos que medidas no âmbito judicial sejam tomadas e os criminosos punidos e excluídos da condição de estudantes de Direito. Pois esses “branquinhos riquinhos racistas” ameaçam a nossa sociedade de, num futuro próximo, tornarem-se juízes e promotores que condenarão “rafaeis bragas” e absolverão “filhinhos de desembargadoras”…

Abaixo publicamos o vídeo que mostra alunos da UERJ, indignados, chamando os alunos da PUC de racistas.

 

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