O GOLAÇO DE CASZELY

caszely não cumprimenta pinochetGolaços também se marcam fora de campo. E um dos maiores deles foi marcado com as mãos, pelo chileno Carlos Caszely pouco antes de a seleção chilena embarcar para disputar a Copa de 1974, na (então) Alemanha Ocidental. Entrou para a história a recusa de Caszely em estender a mão para o sanguinário ditador Augusto Pinochet na solenidade realizada antes do embarque da delegação. No momento em que Picnochet estendeu a mão para cumprimentar Caszely, o craque cruzou os braços, deixando o ditador “no vácuo”. O gesto entrou para a história. O craque não cumprimentou o ditador.

Caszely não foi apenas ídolo do Colo-Colo, popular clube de futebol chileno. Ele também foi militante político da Unidade Popular, a coalizão de esquerdas que levou o socialista Salvador Allende a ser eleito presidente do país em 1970. Porém, em 1973, no “outro 11 de Setembro”, um golpe de Estado patrocinado pelos Estados Unidos derrubava e assassinava o Presidente legitimamente eleito e levava Pinochet ao poder, dando início a uma das ditaduras militares mais sanguinárias da América Latina.

O Estádio Nacional de Santiago, palco de memoráveis jogos tanto de clubes como da seleção chilena, transformou-se em um centro de torturas do governo de Pinochet. Ali muitos opositores foram mortos e até hoje um setor das arquibancadas do estádio lembra esse nefasto momento da história. Nas eliminatórias para a Copa de 1974, o Chile não foi muito bem e teve que ir para a repescagem contra a extinta União Soviética, em dois jogos de ida e volta. No primeiro jogo, em 23 de setembro de 1973, poucos dias após o golpe de Estado, os chilenos seguraram um empate de 0 a 0 contra os soviéticos em Moscou. O jogo seguinte, marcado para o estádio Nacional de Santiago, seria em 21 de novembro de 1973. Mas a União Soviética recusou-se a pisar em um estádio que era um local de torturas do governo ditatorial de Pinochet e sugeriu que o jogo fosse realizado em outro campo, o que não foi aceito pela FIFA. Então, os soviéticos, em protesto,  não compareceram ao segundo jogo. A seleção chilena, então, entrou em campo, deu a saída mesmo sem adversário e Valdez tocou a bola para o gol vazio. Sendo declarada a vencedora por 1 a 0  no histórico “gol fantasma”, a seleção chilena estava classificada para a Copa de 1974.

Olga Garrido, a mãe de Caszely, havia sido presa e barbaramente torturada pela ditadura de Pinochet. Mas ainda assim, Caszely não se recusou a defender o seu país na Copa de 1974 pois, como ele mesmo disse, “a seleção não representa um governo”. No histórico episódio em que recusou-se a cumprimentar o ditador, Caszely deixava claro o seu protesto e que sua ida à Alemanha Ocidental não significava apoio ao governo, como Pinochet tentou usar a seleção. O gesto de Caszely entraria para a história como uma “golaço” contra a ditadura.

Mas a missão do craque não seria nada fácil. Na estreia do Chile na Copa de 1974,  nada menos do que a Alemanha Ocidental, que seria a campeã. Caszely acabaria expulso logo no primeiro jogo ao revidar a entrada dura de um alemão. A imprensa fascista aliada de Pinochet tentou responsabilizá-lo pela eliminação. Mas não adiantou. O “golaço” ele já tinha marcado no Chile. E com as mãos. E, com toda certeza, orgulha mais os chilenos do que o “gol fantasma” de Valdez.

Assistam abaixo o gol de Valdez, que deu a “vitória” ao Chile em 1973 e que, para sempre, macularia a imagem da FIFA. Para muitos chilenos, o gol mais triste de sua própria seleção.

A ALERJ “SILVÉRIO DOS REIS”

alerj 3Palácio Tiradentes: esse é o nome do prédio onde funciona a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Ali era a antiga Cadeia Pública, onde Tiradentes, “Mártir da Independência” ficou preso até seguir altaneiro para o caminho da forca em 21 de abril de 1792. Mas Tiradentes não merecia e o povo do Estado do Rio de Janeiro também não merece os seus representantes. Foi neste mesmo prédio que, em 1824, o Imperador D. Pedro I, neto da Rainha que condenou Tiradentes à morte, mandou as tropas imperiais dissolverem aquela que seria a primeira Assembleia Constituinte do Brasil. Os deputados liberais, que não eram lá essas coisas em defesa do povo, foram presos. Imaginem os outros.

Foi essa Assembleia que, recentemente, votou pela soltura de Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi. Tentaram resgatá-los. Mas não conseguiram, embora o “capo papudo” ainda desfrute de uma confortável prisão domiciliar em sua mansão. Foi essa mesma Assembleia que penalizou os servidores, aprovando o aumento da contribuição previdenciária, em um rombo (e roubo), mais uma vez jogado nas costas do povo.

Agora, mais uma vez, envergonhando o povo trabalhador do Rio de Janeiro, ela aprova, de forma aviltante, por 39 votos a 19, as contas do “Governador intervencionado” Pezão, que haviam sido unanimemente reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Pezão, de forma criminosa, reduziu drasticamente os gastos com saúde e educação, descumprindo normas elementares do orçamento e penalizando a população mais necessitada. Claro, os filhos, netos e toda família desses pulhas possuem ótimos planos de saúde e estudam em escolas de excelência. São esses mesmos que pertencem à laia dos que apoiam a “meritocracia”.

Como se não bastasse, a “ALERJ Silvério dos Reis” ainda aprovou o aumento de 5% para apenas uma parte dos servidores. No caso, os da Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública. Médicos, professores, policiais, bombeiros, que se explodam. E hoje, sem perder tempo, o Globo fala genericamente em “novos aumentos para os servidores”.  O que joga toda a categoria contra o povo. E ainda irá chamar os servidores do Estado de “privilegiados”, como sempre faz a Globonews e seus articulistas. Ou seja, Pezão acaba dividindo a luta unificada dos servidores, cria uma “casta” que lhe interessa e penaliza a maioria.

O povo do Estado do Rio de Janeiro não merece esta Assembléia, que traiu a sua confiança. Que se vendeu para os empresários dos ônibus. Que se recusou a abrir as galerias para os servidores. O “Governador intervencionado” já não tem vergonha de mais nada, bem como os seus asseclas do Legislativo. O Rio de Janeiro precisa de uma segunda intervenção (mas prá valer), em outubro: a intervenção das urnas, defenestrando os traidores do Estado, amigos e cúmplices de Picciani, Cabral, Pezão e outros, que aviltam a memória de Tiradentes e a dignidade do povo do Rio de Janeiro!

A HISTÓRIA NA COPA

stalin“A Alemanha jamais triunfará em solo russo.” (Josef Stálin)

Escrevo um dia após a vitória do Brasil sobre a Sérvia por 2 a 0 na Copa da Rússia. E, logo após a eliminação da Alemanha, reminiscências da Segunda Guerra Mundial vieram à tona pelas redes sociais. Mas essas reminiscências, felizmente, têm sido esclarecedoras. Especialmente, para reafirmar que quem verdadeiramente derrotou o nazismo foi o exército soviético.

Mas no jogo do Brasil de ontem, veio-me uma reminiscência um pouco mais distante no tempo, referente à Primeira Guerra.  Pouco antes da partida, foi anunciado que a torcida brasileira estava presente em grande número no Estádio Spartak. Mas que os russos, em sua maioria, tenderiam a torcer para a Sérvia, nação com quem os russos têm uma antiga amizade. E aí vem uma coincidência: há exatos 104 anos, no dia 28 de junho de 1914, o estudante sérvio Gavrilo Princip assassinava a tiros o herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando e sua esposa Sofia. O atentado era uma resposta do nacionalismo que queria unir os povos eslavos e não aceitava que a Bósnia fosse subordinada ao Império Austríaco. O governo da Áustria acusou a Sérvia pelo crime e declarou-lhe guerra. Nisso, o moribundo Império Russo entra em cena em defesa da Sérvia e declara guerra à Áustria. Esse conflito local acabou deflagrando a Primeira Grande Guerra. Porém, ontem, o apoio russo não foi suficiente para o triunfo sérvio.

Mas poderíamos retroceder ainda mais, e chegarmos a Napoleão, que protagonizou uma das maiores tragédias da humanidade ao tentar invadir a Rússia em 1812. Seu exército foi dizimado no rigoroso inverno russo. Já houve até quem colocasse a “culpa” pela tragédia nos botões dos casacos dos soldados franceses, que eram feitos de estanho, que se dilui facilmente quando submetido a baixíssimas temperaturas, em um polêmico reducionismo de explicação química. Mas pode ser que dessa vez seja seja diferente. A França ainda está na Copa em território russo, só que agora lá é verão. O inverno não poderá ser desculpa para os “napoleões saudosos”. Mas eles terão a Argentina pela frente, que parece ter renascido das cinzas. Se os argentinos entrarem em campo com uma garra igual à da “revanche” da Guerra das Malvinas na Copa de 1986 contra a Inglaterra, acho que nem o verão salvará os franceses. O general baixinho francês já não pode mais estar juntos aos seus. Mas um baixinho argentino, que os “hermanos” chamam de “Deus”, lá estará. Que a bola role para futuras histórias!

 

O “JAMES BUNDA” FASCISTA

bolsonaro indefeso“A minha especialidade é matar.” (Jair Bolsonaro, candidato nazi-fascista à Presidência da República, em uma reunião com seus seguidores fascistóides).

A criminosa e bestial afirmação foi vomitada pelo nazi-fascista Bolsonaro em uma reunião com seus seguidores. O vídeo é límpido, cristalino e não há edição e nem retirada do contexto da tresloucada afirmação do fascista. Aos 54 segundos do vídeo, ao admitir que não entende de economia, o fascista diz que, por ser capitão, então, “a sua especialidade é matar.” Assistam à afirmação criminosa que desonra, inclusive, as Forças Armadas:

A afirmação estapafúrdia, raivosa e irracional do nazi-fascista deveria, inclusive, ser alvo de investigação e processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Ele, que já foi processado por apologia ao estupro e, mais recentemente, por racismo, deveria explicar o porquê de afirmar que “a sua especialidade é matar”. Será que ele se julga o “007”, o “James Bond da Gestapo”? Talvez seja. Mas esse psicopata está muito mais para “James Bunda”.

Nenhum capitão é especializado em matar. Nem em uma guerra, coisa que, com certeza, esse covarde jamais iria. No contexto de um guerra, até para matar existem convenções internacionais. Um candidato a Presidente da República que diz que tem como especialidade “matar” já dá o tom de sua “diplomacia”. Aliás, nenhum militar tem “licença para matar”. O que o “James Bunda fascista” vomitou é mais uma prova de seu despreparo total. Ele não entender de economia é o de menos. E é na verdade um “bravateiro” que propaga o ódio e engravida ouvidos de fascistóides  iguais a ele. Até porque, se ele fosse um “007”, não o teriam assaltado em 1995 e ainda por cima levado a sua arma. E aí? Onde é que estava o James Bond naquele dia? Digo, “James Bunda”? Será que ele “fraquejou”? Porque ele disse que “sentiu-se indefeso, mesmo estando armado.” Mas ele não é o cara que disse que todos devem andar armados?

Ele já disse que defende a tortura, que não estuprou uma mulher porque ela “não merecia”, que mulher tem que ganhar menos porque engravida, que o trabalhador tem que escolher entre emprego ou direitos, que ter uma filha mulher é “fraquejar”, ele já exaltou o torturador Ustra, chamou quilombolas e índios de vagabundos… Ah, ele também disse que “come gente”. E tem como especialidade “matar”. Esse “James Bunda fascista” vai longe… Até o esgoto mais subterrâneo da história!

ABDUZIDOS PELO FASCISMO

manuela d'ávilaO que deveria ser uma entrevista no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, levado ao ar ontem,  transformou-se em um bombardeio de ódio, declarações e assaques estapafúrdios de supostos entrevistadores, que lá estavam como militantes políticos da direita mais rançosa e reacionária. Assisti a toda a entrevista da candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuella DÁvila e duvido que o candidato daqueles pulhas fascistas seja capaz de enfrentar com a coragem e, principalmente, solidez de argumentos, o que a jovem Manuela teve que enfrentar na sessão de metralhadoras giratórias a que foi submetida.

Para uma jovem candidata à Presidência, de apenas 36 anos de idade e que jamais soube o que foi votar em cédulas de papel, ter que justificar atos de Stálin ou a queda do Muro de Berlim, não foi problema. Mas o último bloco da “entrevista” foi o mais significativo e, em nosso entender, mostra que a chamada direita liberal não tem mais interlocutores.

Um dos reacionários de direita provocou Manuela, dizendo que ela propaga o ódio nas redes sociais. Ela desafiou o cara a mostrar um exemplo. Ele não foi capaz. Então, o capacho da direita travestido de “entrevistador” disse que ela “polariza”. Sim, ela tem ideias diferentes e tem muito o que debater com um movimento, que espalha mentiras sobre ela (no caso, o MBL). E esse movimento é bancado por quem? – perguntou Manulla. O cara, até então um grilo falante, calou-se. Mas nós sabemos quem banca o movimento dos patos amarelos. E o pau-mandado deles também sabe.

Instada a falar porque ela é tão crítica do liberalismo, ela foi quase que perfeita: disse que a maioria  dos supostos liberais foram “abduzidos pelo fascismo.” Homofobia, misoginia, tortura, racismo, ditadura… que “liberalismo” é esse? Manuela falou para o “entrevistador” que, por vezes, ela própria tem que defender bandeiras liberais porque os seus ditos defensores foram, de fato, abduzidos pela praga fascista.

Após a suposta “entrevista” de ontem, tenho duas coisas a declarar: Primeiro: que saudades do José Guilherme Merchior! Segundo: Parabéns Manuela, você lutou como uma mulher!

MULHERES E AS COTAS FANTASMAS

cotas para mulheresVocês já viram a lista do resultado final de uma eleição para deputado federal, estadual ou para vereador? Existem candidatos que só tiveram dois votos. Ou um único voto. Ou nenhum voto. Neste último caso, seria o cúmulo da autocrítica, correto? O que levaria um candidato a não votar em si mesmo? Ou será que, nesses casos, não tivemos efetivamente candidatos? O que, afinal, se passa?

A Lei Nº 9504/97 estabelece que, cada partido, deve reservar o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo nas eleições para cargos legislativos proporcionais (no caso, deputado federal, estadual e vereador). O propósito da lei, sem dúvida, é assegurar um mínimo de participação e representação feminina. Como sabemos, as mulheres representam a maioria da população (51,6%) e do eleitorado (52%). No entanto, só para ficarmos no plano federal, dos 513 deputados federais, apenas 10,7% são mulheres e dos 81 senadores, apenas 14,8 são do sexo feminino. Ocorre que os partidos, em sua maioria, burlam o que ficou conhecido como “cota de representação feminina”, embora, pela lei, nada impeça que 70% dos candidatos de um partido seja de mulheres e 30% de homens. E se pensarmos na representação de mulheres negras, aí o percentual fica quase no “traço”. A maior parte das legendas, apenas para cumprir a formalidade da lei, filia algumas mulheres, registra as suas candidaturas e pronto, acabou. Elas apenas constam na lista de candidatos e nem precisam fazer campanhas. O próprio partido não gasta um centavo em suas supostas campanhas e nem exige que elas votem nelas próprias. Daí termos candidatas com dois, um ou nenhum voto. Na verdade, elas são “candidatas fantasmas”. E os partidos fingem que cumprem a lei.

O TSE já vem observando essa prática, que é comum a vários partidos e agora, para que as cotas se transformem em candidaturas efetivas e não fictícias, será exigido dos partidos que, em sua prestação de contas, comprovem os gastos com o dinheiro do fundo partidário público na mesma proporção das candidaturas. Ou seja: se um partido apresentar 30% de mulheres candidatas, então, 30% dos recursos do fundo que o partido recebeu terão que ser investidos em suas campanhas.

A iniciativa é louvável. No entanto, há algo extremamente reprovável que levou a essa situação: como algumas mulheres se deixam literalmente serem usadas por um partido político para se apresentarem apenas como candidatas de fachada? Essas, realmente, não representam o universo político e partidário das mulheres. Então, que se cumpra a lei. Com candidatas de verdade. E sem partidos de mentira.

A ESTATIZAÇÃO DO EXORCISMO

exorcista cabo dacioloO nome dele é Benevenuto Daciolo. Ele é deputado federal, do baixíssimo clero, pelo Patriota, um partido de direita por onde já passou até o capitão fascista. E, acreditem: já foi até do PSOL, que o expulsou. Daciolo é cabo do Corpo de Bombeiros e liderou a greve da categoria em 2011, tendo sido demitido e preso. Depois, foi anistiado. Quase ninguém se lembra dele, mas há um detalhe que, na época do movimento que liderou, não foi evidenciado: ele é evangélico. E, como tem muitos seguidores nas redes sociais, está se lançando candidato à Presidência da República. Ele defende que, na Constituição, esteja escrito que “todo poder emana de Deus”, e não do povo. Defende o Estado teocrático, ao invés do Estado laico.

Ele afirma que, o que falta ao país, “é expulsar Satanás da Nação Brasileira”, origem de todos os males do Brasil. E ele se diz preparado para isso, afirmando que vai expulsar Satanás do Planalto, do Congresso Nacional e do país como um todo. Já disse que Temer, o golpista do Jaburu, está possuído por Satanás. Será que ele vai dizer que o culpado pelo golpe foi mesmo Satanás?

Com o poder de exorcismo que diz possuir, o cabo Daciolo parece já ter a solução para todos os males do Brasil. Mas uma suposta eleição do cabo-exorcista já está preocupando aqueles que vivem de explorar a fé alheia. Edir Macedo, Silas Malafaia, R.R. Soares, Valdemiro Santiago e outros poderão perder os seus “manás”. Pelo que o cabo Daciolo fala, o exorcismo seria “estatizado” no Brasil. E o povo teria acesso a curas milagrosas, palavras confortadoras e expulsão dos demônios de forma pública e gratuita, sem necessidade de pagarem seus dízimos. Teríamos, então, uma “fé estatal e dogmática”. Sem ser comunismo. Incrível! Fantástico! Extraordinário! Desliga a Record!