COMEÇA A UNIÃO DA DIREITA

picole-chuchu

Uma reunião realizada na última quarta-feira, dia 9, firmou um acordo entre os candidatos de direita para a eleição presidencial. A verdade é que, excetuando-se o fascista Bolsonaro, a direita não tem nenhum candidato que chegue aos dois dígitos. Alckmin, Rodrigo Maia, Henrique Meirelles, Flávio Rocha, dentre outros, patinam nas pesquisas, entre 1% e 8%. A estratégia de união das direitas é algo muito comum no cenário político brasileiro. Muito mais comum do que a união das esquerdas. Na reunião da última quarta-feira, o DEM, PP, Solidariedade e PRB, teriam fechado o apoio a uma única candidatura – com certeza, a de Alckmin. Alckmin, além de pertencer a um partido mais forte, tem grande blindagem da mídia e do Judiciário, o que será fundamental durante a campanha. A remessa de seu processo para a Justiça de São Paulo já deu o tom de que ele passará incólume dos escândalos em que é envolvido. Essa costura da direita, evidentemente, aposta em um cenário sem Lula na disputa e o objetivo seria derrotar o fascista Bolsonaro no segundo turno.

Enquanto isso, a esquerda continua com suas candidaturas, muitas igualmente patinando. Guilherme Boulos, Manuela Ávila e um eventual candidato do PT que não seja Lula, por exemplo, também patinariam. Uma frente de esquerda seria fundamental no confuso quadro eleitoral de momento que, sabemos, pode sim mudar. Mas, caso a aliança firmada pela direita apoiando Alckmin ganhe fôlego, e sem Lula na disputa, é bem provável que a esquerda fique alijada do segundo turno. Não cito Marina Silva e nem a incluo em qualquer possível acordo porque, como já falei em outras oportunidades, Marina é como um pêndulo, oscilando entre a direita e a esquerda. Trata-se de um fenômeno que nenhum cientista político explica. Talvez Galileu explique. Quanto a Ciro Gomes, ele é instável em todos os sentidos, não apenas emocional. Mas sua ausência no palanque de Lula no dia da prisão do líder petista é vista como imperdoável.

Há um ditado, que eu nunca esqueci, que diz que “é melhor aprender com os inimigos do que ensinar aos amigos”. Seria bom que as esquerdas aprendessem um pouco com a direita a se unirem em momentos cruciais. Antigamente, diziam que as esquerdas só se uniam na cadeia. Será que, doravante irão dizer que as esquerdas só se unem no palanque do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC?

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