SOBRE O PRIMEIRO DE MAIO

primeiro de maio

A origem do Dia do Trabalhador remonta ao final do século XIX, quando, após a Guerra Civil, os Estados Unidos entraram em sua grande escalada industrial. Mas as condições dos trabalhadores eram as mais desumanas possíveis. No dia 1º de maio de 1886, em Chicago, uma manifestação de trabalhadores por melhores condições de trabalho e pela redução da jornada diária de trabalho, que ultrapassava as 12 horas, acabou em repressão, prisões e assassinatos de trabalhadores. Em homenagem às lutas dos mártires de Chicago, a data tornou-se internacional.

No Brasil, a situação não era diferente. Em 1917, uma greve geral, liderada por anarquistas, mostrou a força da luta operária por seus direitos. E São Paulo, o maior centro industrial do país, parou. Anarquistas, vistos como “agitadores’ e “apátridas”, eram presos e deportados. Apesar da repressão, a greve foi vitoriosa, com a connquista de alguns direitos. Não havia legislação trabalhista e as primeiras garantias jurídicas viriam apenas na Constituição de 1934. No dia 1º de Maio de 1943, Getúlio Vargas anunciava a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). A Constituição atual, promulgada em 1988, apesar da reação da bancada direitista, trouxe alguns avanços no que se refere aos direitos trabalhistas.

Nesse 1° de Maio, o que os trabalhadores têm para comemorar? O país é governado por um golpista corrupto cercado de uma quadrilha. Esse governo ceifou os direitos contidos na CLT, com a famigerada “Reforma Trabalhista”. Esse mesmo governo impôs a terceirização, que exime o empregador de suas obrigações, prejudicando o trabalhador. O Brasil contabiliza mais de 13 milhões de desempregados. Nosso país voltou ao “Mapa da Fome”. Há, nitidamente, um ataque aos sindicalistas, chamados de “vagabundos” pela direita. Esse mesmo governo tenta, desde o início do golpe, acabar com o direito à aposentadoria. Temos ainda, o único líder político brasileiro e líder nas pesquisas presidenciais, preso sem provas, em um conluio que é até reconhecido internacionalmente por juristas, e não apenas por políticos. Como se não bastasse, o avanço fascista no Brasil é nítido: os fascistas matam uma vereadora e seu motorista a tiros. A Caravana de Lula e o acampamento de seus apoiadores, também são alvos de ataques a tiros dos “bandidos galinhas verdes”.

Nesse 1° de Maio, não há o que comemorar. Mas a mobilização em torno das reivindicações dos trabalhadores será cada vez mais forte. A unificação das manifestações está prevista para Curitiba, local da prisão política de Lula. Ali, centrais sindicais e movimentos sociais comprometidos com a luta dos trabalhadores, se farão presentes. Ali não vai ter sorteio de carros doados pela FIESP. Ali não vai ter a cobertura exaltadora da Rede Globo. Mas vai ter a “voz do povo” na luta pelos seus direitos e o clamor popular do “Lula Livre”. E que os fascistas “galinhas verdes” fiquem bem longe, ciscando e rosnando seus ódios e paranoias em seus terrenos fétidos e peçonhentos.

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