PARTIDO NOVO LANÇA ESPIÃO DOS EUA

chequer novochequer sociedadeLembram do Rogério Chequer? É o cara que, por algum tempo, foi tido como uma grande celebridade política pela mídia golpista, especialmente pela revista Veja. Chequer é o fundador e líder da organização direitista Vem Prá Rua, um dos movimentos que  levou os patos amarelos às ruas apoiando o golpe contra a ex-presidente Dilma. Rogério Chequer agora está no Partido Novo, uma espécie de “PSDB genérico” e que defende toda a pauta do governo golpista, como privatizações, reforma da previdência, reforma trabalhista, retirada de direitos de servidores públicos, corte de gastos em educação e saúde. O Partido Novo defende, também, os interesses do grande capital, visto que o presidente do partido, João Amoedo, é banqueiro.  Chequer agora é, oficialmente, candidato a Governador do Estado de São Paulo pelo Partido Novo.

Mas a atuação de Chequer vai muito além dos muros tupiniquins. Ele viveu por alguns anos nos Estados Unidos e lá tornou-se sócio de um bilionário chamado Robert Citrone. Rogério Chequer responde a um processo nos Estados Unidos, onde é réu de uma ação movida pelo seu ex-sócio.

Mas a grande atuação de Chequer foi como espião dos Estados Unidos. Ele foi, por algum tempo, informante da Stratfor, um tentáculo privado da CIA. A Stratfor é uma organização especializada em fomentar e aplicar golpes de estado em governos que não desfrutam da simpatia da Casa Branca. A Stratfor, aliás, tem uma lista de histórias obscuras e que merecem esclarecimento. Afinal, Rogério Chequer trabalhou para a empresa e seu partido, o “Novo”, prega a “transparência”. Uma das obscuridades em que a empresa de espionagem para a qual Chequer trabalhou está envolvida,  diz respeito à utilização de hachers usados pelo FBI no Brasil. Mas já que o Partido Novo é transparente, esperamos que ele esclareça essas obscuridades em que esteve envolvido.

No meio de tudo isso vem a eleição para Governador de São Paulo. Chequer, o espião dos Estados Unidos, é candidato. Será que teremos um “watergate” lá pelas bandas do Tietê?

 

 

COXINHAS PARA ALÉM DO INFINITO

dólarsinal de igualpiEm 2014, quando a cotação do dólar chegou à marca de R$ 2,40 os coxinhas,  então eleitores do Aécio, começaram a dizer que, naquele ritmo, o valor da moeda norte-americana atingiria o valor de pi. Pi é a razão entre o comprimento de uma circunferência e seu diâmetro. Foi uma pena que o vaticínio dos eleitores do playboy do pó não se concretizou do modo como imaginávamos. Afinal, pi é um número constante e vale, aproximadamente, 3,14. Na verdade, ele possui infinitas casas decimais mas, em se tratando de dinheiro, só temos duas casas decimais.

Se o dólar chegasse mesmo ao valor de pi, ou seja R$ 3,14, atingiríamos uma estabilidade cambial que nos permitiria planejar qualquer coisa a qualquer prazo. Um dos tripés da macro-economia, que é o câmbio, deixaria de queimar a mufa dos governos. Já pensaram em planejar uma viagem ou uma compra internacional para daqui a 10 anos tendo a certeza de que o preço do dólar ficará estável? E as especulações financeiras, uma praga que atormenta a economia? Ah, não existiriam mais. Simplesmente, o valor do dólar seria o mesmo para sempre e quem sabe, um dia, a nossa moeda podeira até ultrapassá-lo.

Mas será que os coxinhas se lembram de um detalhe? No dia 26 de janeiro deste ano, uma sexta-feira, o dólar chegou ao valor de pi, ou seja, foi cotado a R$ 3,14. Esta data deveria entrar para a nossa história, visto que a previsão dos oráculos dos coxinhas finalmente se realizou. Então, fiz uma compra em dólares, visto que pi é um número constante e, claro, parei de acompanhar a cotação da moeda da terra do Trump. Minha dívida, claro, não iria crescer.

Hoje  o dólar chegou a R$ 3,73. Mas como? O número pi cresceu? O infinito é mais longe do que pensávamos? Ou está concretizada uma revolução na matemática? Os coxinhas são fodas mesmo! O ódio dos “febres amarelas” faz as figuras terem delírios que vão além do infinito…

MESSINA, BENJAMIN E NAPOLEÕES

paulo messinacesar benjaminConheci Paulo Messina pessoalmente  em 2012. Ele era vereador e pertencia à Comissão de Educação da Câmara Municipal. Na época, eu trabalhava na Escola Municipal Castelnuovo, na rua Francisco Otaviano, no Arpoador. Messina, então em visita à nossa escola, era o porta-voz de uma proposta que consistia em retirar a nossa escola do local e mudá-la para outro endereço, ali mesmo na Francisco Otaviano. Pela proposta, a escola iria ocupar um outro prédio que até então estava abandonado e no qual seriam feitas obras. Claro que a escola recusou a proposta. Não sei se Messina se lembra, mas cheguei a fazer uma contra-proposta: que a escola fosse mantida onde estava e que no tal prédio abandonado fosse construído um centro interescolar, para atender alunos das escolas municipais da região, como os que existiam, por exemplo, nos anos 1970. Depois disso nunca mais o vi. E, até quando eu trabalhei na Escola Castelnouvo, no final de 2015, Messina nunca mais nos visitou. Hoje, a Escola Castelnuovo ali permanece, desde 1966, quando foi inaugurada. Quanto ao prédio abandonado, nele foi construída uma filial do Hotel Arena. Não sei se a intenção era construir o hotel onde está a escola. Parece que isso jamais saberemos. Com que intenção, afinal, Messina nos levou aquela proposta em 2012?

Nesse final de semana, estourou a notícia da briga entre Paulo Messina, hoje chefe da Casa Civil do governo Crivella, e César Benjamin, Secretário de Educação. Benjamin acabou demitindo-se, depois de dizer que não aceitava ser destratado por Messina, a quem chamou de “Napoleão de Hospício”. Segundo Benjamin, Messina estaria minando a sua gestão à frente da Secretaria de Educação. Um dos pilares desse conflito seriam os contratos emergenciais feitos por Benjamin para a reforma de escolas. Esses contratos, como sabemos, dispensam licitações e teriam sido fechados para as reformas de 128 escolas, num total de 200 milhões a serem gastos. Não tive acesso aos números, mas tenho algum conhecimento das condições das escolas municipais, onde trabalhei por 30 anos. São mais de mil escolas. Muitas em condições precárias. Muitas faltando quase tudo. 128 escolas representam pouco mais de 10% da rede. 200 milhões a serem gastos emergencialmente com elas representaria uma média aproximada de 1 milhão e 500 mil por escola. Em se tratando de emergência e se educação é mesmo prioridade, nenhum absurdo. Os contratos, claro, serão analisados pelo Tribunal de Contas. Contra o que, afinal, Messina insurgiu-se?

Hoje chegou a notícia de que César Benjamin voltou atrás e reassumiu a Secretaria de Educação. Não estou interessado na briga entre os secretários do pastor. Mas, se Benjamin voltou, é porque as 128 escolas devem mesmo passar pelas reformas e, consequentemente, os 200 milhões serem liberados. Para o bem de alunos e professores. Porque, se não for para isso, e apenas para se submeterem ao “clero pentecostal”, então serão dois os “Napoleões de Hospício”

DÓRIA VICE DE ALCKMIN?

doria temer alckminOs tucanos, especialmente do grupo de Alckmin, estão desesperados. O tempo passa e o candidato tucano não decola nas pesquisas (ao contrário, ele vem caindo). Isso, apesar de toda a blindagem que o “picolé de chuchu” e seu partido possuem, tanto na mídia como no Judiciário. E agora, outras pesquisas revelam um dado curioso: Alckmin tem um melhor desempenho quando Dória aparece como vice em sua chapa. Aliados de Alckmin encomendaram pesquisas em que Dória é apresentado como vice de Alckmin e, nesse cenário, o desempenho de Alckmin sobe, a ponto de atingir os dois dígitos, algo que nunca chegou a acontecer em nenhuma pesquisa.

A situação já está levando a especulações em relação à chapa tucana: poderia ter o PSDB uma chapa “puro sangue”? Nada até agora foi dito oficialmente, mas uma chapa pura talvez fosse um dos únicos recursos possíveis para tentar alavancar a candidatura de Alckmin. Mas, ao mesmo tempo, lançar uma chapa pura dificultaria a formação de alianças.

Uma eventual chapa pura dos tucanos também esbarraria em uma proposta de FHC. Foi noticiado hoje que Fernando Henrique lançará em breve um manifesto conclamando a união de partidos de centro e sociais-democratas. FHC inclui, nessa pretensa união, o PSDB. Mas a participação do partido ficaria dificultada caso a legenda tucana venha para um pleito com uma chapa pura.

A verdade é que a grande estratégia tucana há muito já foi por água abaixo. Eles participaram do golpe, abocanharam quinhões de poder no governo golpista e criminoso de Temer e grande parte do pífio desempenho nas pesquisas deve-se a esse apoio inescrupuloso dos tucanos ao golpe, do qual Aécio teve participação capital. Mas chega a ser risível quando FHC diz que a união que propõe não deve contar com “partidos fisiológicos, como o MDB”, quando eles próprios foram fisiológicos ao participarem do lodaçal que é o governo Temer.

Quando Dória chega a ser uma alternativa desesperadora de recuperação dos tucanos, cheios de cardeais e “cabeças brancas”, é porque o partido está mesmo carcomido. Se o PSDB não entrasse na aventura do golpe e fizesse oposição ao governo Dilma aguardando a eleição, talvez estivesse em uma posição melhor. Mas a participação do PSDB, tanto no golpe como no governo Temer, foi uma autofagia dos tucanos. E, naquele ninho fétido, eles ainda vão se comer muito…

 

SERÁ QUE O “PRAVDA” VOLTOU?

pravda“A MESMA MÍDIA QUE ACUSA GEISEL DE MATAR 100 TERRORISTAS, APLAUDE LÊNIN, STALIN, CHE, FIDEL, QUE JUNTOS ASSASSINARAM 100 MILHÕES.” (Postagem do grupo direitista “Olavo de Carvalho”, do Facebook, compartilhada na rede por vários usuários).

“Pravda” era o nome do jornal oficial do Partido Comunista da União Soviética. “Pravda”, em russo, significa “verdade” e, nos tempos do comunismo tanto ortodoxo como reformista, já em fins dos anos 1980, o jornal era quase que “a única verdade”. Claro que o “Pravda” teve seus tempos áureos, especialmente na Guerra Fria. Desde 1991 ele já não mais representa a “verdade” que marcou os tempos do comunismo na extinta União Soviética.

Depois da divulgação dos assassinatos cometidos pelo general Ernesto Geisel durante a ditadura militar, setores direitistas estão reagindo de forma tresloucada, a ponto de publicarem e disseminarem absurdos que chegam a ser risíveis. Agora, os reacionários jogaram na rede que a “mesma mídia que acusou Geisel de matar aplaude Lênin, Stalin, Che e Fidel”. Aplaude? Fiquei me perguntando: das grandes mídias que divulgaram o documento da CIA que atesta as ordens de Geisel para matar opositores, qual delas aplaude Lênin ou Stalin, por exemplo? O Globo? A Folha? O Estadão? E as emissoras de TV? Globo, Band, Globonews e as emissoras dos pastores aplaudem Lênin, Stalin ou Che Guevara? Vamos às revistas: Veja, Época, Isto É, Exame… qual delas aplaude algum líder comunista?

Até nos veículos de tendência esquerdista, como o Jornal do Brasil e a revista Carta Capital, jamais vimos aplausos aos líderes comunistas citados. O que me leva, então, a uma pergunta: Será que o “Pravda” voltou?

DIA DO GARI E A PRAÇA

garipraça marechal maurício cardosoHoje é o Dia do Gari, o profissional que cuida da limpeza de nossa cidade. O gari sempre me traz à memória a antiga Praça Gari, localizada em Olaria, entre as ruas Leopoldina Rego e Professor Plínio Bastos. A antiga Praça Gari é do tempo em que a Rua Leopoldina Rego, movimentadíssima, ainda era em mão dupla. Pertinho da praça, a antiga fábrica de artefatos de couro Mundial despertava os moradores da região com sua sirene. Em 1971 era inaugurada a Escola Aníbal Freire, vizinha da praça e, no ano seguinte, o Supermercado Ideal. Um outro estabelecimento ilustre, também de 1971, era a Padaria Nossa Senhora da Aparecida onde, mais tarde, viria a ser o Restaurante Porretão e, posteriormente, Trop Itália. Lembro-me de um pequeno monumento na praça com o seu nome estampado: “Praça Gari”.

A Praça Gari era uma referência para a comunidade. Ali realizavam-se festas juninas, exibições de filmes e as mais variadas atividades recreativas. Mas, apesar de tudo isso, estávamos em plena ditadura militar. Em meados dos anos 1970, o nome da praça foi, inexplicavelmente, alterado de Praça Gari para Praça Marechal Maurício Cardoso. A fábrica Mundial não mais existe e, no lugar do Ideal, o supermercado agora é o Extra. O golpe militar chegou nos garis e acabaram com o nome da praça que homenageava todos eles.

Mas a praça representa resistência. E em 2011, essa resistência derrotou as pretensões da Prefeitura de construir uma UPA no local. Os moradores se mobilizaram e conseguiram reverter o projeto, quando a praça já estava até com tapumes. Criou-se o grupo “Amigos da Praça Marechal Maurício Cardoso”, que promove vários eventos culturais no local, incluindo uma feira orgânica aos sábados e o chorinho orgânico no primeiro sábado de cada mês.

Hoje, estamos homenageando os garis. Porém, dentro do calendário de eventos culturais da praça, o dia 16 de maio deveria ser incluído. A eterna Praça Gari ( por ora, esqueçam o marechal!) deveria até ter alguma placa indicativa de sua antiga denominação. E, quando os garis trabalham por lá, nem imaginam que, um dia, aquele logradouro era uma homenagem a eles. Naquela praça, não estão mais os mesmos bancos, as mesmas flores ou os mesmos jardins, como diria o saudoso Carlos Imperial, em uma de suas composições mais famosas. Mas estão as eternas lembranças de uma época, igualmente de resistência e onde hoje a resistência insiste em não cessar. Há dois meses, no dia 17 de março,  houve uma homenagem à vereadora Marielle Franco e ao motorista Anderson Gomes na praça. E, tenho certeza, o antigo nome da praça inspira essa resistência. Parabéns aos garis!

 

SEM AMEAÇA E SEM JEJUM

o jejum de dallagnol

O Ministro Gilmar Mendes acolheu o pedido da defesa e determinou a soltura de Paulo Preto, o operador de propinas do PSDB. Paulo Preto atuou como operador financeiro do propinoduto tucano nos governos de Serra e Alckmin. Só que, desta vez, não houve ameaça de nenhum general ao STF. E também não tivemos o jejum político-espiritual do Procurador Deltan Dallagnol, o homem das “convicções sem provas”. Muito, muito diferente de quando o Supremo julgou, no início de abril, a questão da prisão da segunda instância e decidiu por rasgar a Constituição, jogando no lixo o seu artigo 5º, quando a Corte deveria ser a guardiã da Magna Carta.

Enquanto isso, os tucanos envolvidos em escândalos seguem incólumes à Justiça, que vem se mostrando tão golpista como os demais poderes. Aécio, que já foi salvo pelo mesmo Supremo, terá seu processo remetido para Belo Horizonte, ficando nas mãos de promotores e juízes amigos, mesmo com todas as evidências de seus escandalosos crimes. Alckmin já está em campanha para Presidente da República e converteram sua corrupção para “caixa 2” e também será julgado por magistrados amigos de São Paulo. Serra continua no Senado. O ET parece que foi mesmo para o espaço e nem se ouve mais falar sobre ele. Aliás, em certos momentos, o silêncio da mídia é uma modalidade de blindagem. Temer e sua camarilha de corruptos continuam no poder, mas não há nada no governo golpista que leve a ameças de generais ou a jejuns político-espirituais de procuradores.

O que interessa é que o Lula está preso. O que interessa é que o Lula não vai disputar a eleição. E o que interessa mais ainda é que acabou a corrupção no Brasil e, por isso mesmo, também acabaram os jejuns e ameaças.