AÉCIO, O BOI DE PIRANHA DO JUDICIÁRIO

aécioHoje Aécio Neves deverá tornar-se réu por corrupção e obstrução da Justiça. A votação será pela primeira turma do STF e a expectativa é de que as denúncias da PGR sejam aceitas e o golpista tucano torne-se mesmo réu. Até porque, na onda de que “a justiça é para todos”, que ganhou força depois da prisão do Lula, o Judiciário tem que escolher alguém para contrabalançar a perseguição implacável que Lula vem sofrendo há tempos. E ninguém melhor do que o Aécio para isso. Ninguém mais o suporta até mesmo dentro do PSDB. Aécio tornar-se réu seria um recado da Justiça para dizer que a lei é mesmo para todos. Mas não é para Alckmin. Mas não é para Eduardo Azeredo. Mas vai ser para Aécio, que depois do golpe que plantou, já vem, há tempos, cavando a sua própria sepultura. Ele vai ser o “boi de piranha”, servir de exemplo e usado pelo Judiciário para mostrar que a lei é para todos, embora saibamos que não é.

Sabemos também que nada impedirá Aécio de ser candidato, porque, ao mesmo tempo que sabemos que ele irá tornar-se réu, seu processo não será célere como foi o de Lula e de outros petistas. E, se acontecer de ele não se eleger e perder o foro, seu processo irá para Curitiba, onde será “julgado” pelo seu amigo Sérgio Moro. Portanto, não nos iludamos. Transformar Aécio em réu está muito longe de vê-lo condenado. Apesar das robustas provas (e na denúncia não estão incluídos o tráfico de cocaína e a ameaça de morte), Aécio vai virar réu. Mas daí a ser condenado e preso vai uma distância abissal. E os “amarelos indignados” não protestarão, porque o sonho de consumo deles já está realizado.

O “Playboy do Pó” vem posando de vítima. Disse que a gravação de sua conversa com Joesley foi uma “armação” e que tudo o que falou foi “uma brincadeira de mau gosto”, da qual se arrepende e se penitencia todos os dias. Virar réu poderá até trazer algum impacto em sua campanha (não sabemos a que ele será candidato). Mas, ao mesmo tempo, ele sabe que não será preso, como todo tucano. Como réu, seu nome será citado, lembrado, pisoteado como um lixo político que sempre foi. Depois de vários papéis ridículos que esse pulha já cumpriu na história, como incendiário, golpista, corrupto, traficante de cocaína e matador de delatores, agora ele cumprirá mais um: o de ser o “boi de piranha” do Judiciário. “Canalha! Canalha!”, diria o seu próprio avô ao neto delinquente. O velho Tancredo não merecia isso…

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