COMO FICA O ENSINO MÉDIO?

reforma do ensino médioA Base Nacional Curricular do Ensino Médio será entregue hoje ao Conselho Nacional de Educação, para ser discutida e votada pelos conselheiros. O texto final não foi divulgado pelo Ministério da Educação, porém, sabe-se (e isso já foi adiantado pelo próprio Ministério) que apenas Língua Portuguesa e Matemática seriam disciplinas obrigatórias no ensino médio. As demais disciplinas seriam agrupadas, de forma interdisciplinar, em três áreas de conhecimento: Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Linguagens.

Como ainda não conhecemos o texto final, não podemos opinar de forma abrangente. No entanto, o agrupamento de várias disciplinas em áreas do conhecimento dá a entender que Língua Portuguesa e Matemática seriam instrumentos para que o aluno entre em uma formação generalista (as áreas de conhecimento). As demais disciplinas, como História, Geografia, Filosofia, Biologia, Física, Química, Artes, dentre outras, fariam parte de “áreas” e seus campos, aparentemente, não teriam limites muito definidos. Daí, surge inevitavelmente a pergunta: após um determinado tempo, como ficaria a formação dos professores que irão trabalhar nessas “áreas”? Seria a volta do antigo professor generalista dos tempos nada saudosos das “Ciências” e “Estudos Sociais”? Ainda sobre a formação do professor, seria, também, o retorno das famigeradas “licenciaturas curtas”, que formavam professores “qualificados” para darem aula de “tudo” sem terem formação em nada?

A própria ideia de interdisciplinaridade não é tão clara como se pode imaginar. Filosofia, por exemplo, é uma disciplina que estaria na área de Ciências Humanas. Mas é uma disciplina que pode ter interdisciplinaridade com História, Física e Artes, por exemplo. Assim como a Educação Física pode ser estudada de forma interdisciplinar com Biologia e Sociologia. Parece que certos “nichos curriculares” transformam o saber em “pequenos mundos”. E sabemos que, hoje, a interlocução entre os saberes vai muito além de muros, paredes e áreas. Será que a Filosofia continuará a ter o salvo-conduto para invadir “campos alheios”? A conferir…

 

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