O DIA DE RESTABELECER A VERDADE

não às fake newsAcabou-se a brincadeira. Agora é sério, “prá valer”. Ou, como ainda muito se diz, agora é “à vera”. Aliás, “vera” significa verdadeira. Se ontem foi o “Dia da Mentira” e muita gente ainda brincou com os trotes do “Primeiro de Abril” hoje, dia 2 de abril, é o “Dia da Verdade”. Ou, pelo menos, o dia de procurar restabelecê-la. Enfim, temos que checar a informação recebida. Não é coincidência, e a data ainda é muito nova para constar nos calendários, mas o dia 2 de abril foi instituído como o “Dia Internacional da Checagem” justamente no dia seguinte ao “Dia da Mentira”. A data foi instituída pela International Fact-Checking Network, órgão internacional que congrega 140 agências de checagem de notícias, para aferir o seu grau de veracidade.

Em nossos tempos, as mentiras são conhecidas por “fake news”. Porém essas não são meras brincadeiras inofensivas como as do tradicional “Primeiro de Abril”. As “fake news” caluniam, difamam, destroem imagens, mudam os fatos, manipulam as pessoas e são propositadamente disseminadas e espalhadas de maneira criminosa. Muitos dos que compartilham ou repassam as “fake news” sabem de sua falsidade. Porém, o ódio fala mais alto do que a razão.

O trabalho para deter as pragas das “fake news” é hercúleo e não é apenas uma tarefa jornalística. Técnicos especializados em informática, advogados que trabalham na área de crimes cibernéticos, dentre outros profissionais, estão envolvidos nesta tarefa. Porém, se cada um fizer a sua parte, muitas mentiras terão, de fato, pernas curtas, como diz um velho ditado. Não acreditar em tudo que nos é enviado, desconfiar, procurar verificar se o que recebemos foi divulgado em veículos jornalísticos ou agências de notícias já é um bom princípio.

Há um filme, muito interessante, intitulado “Uma saída de mestre” , em que Donald Sutherland afirma que “confia nas pessoas, porém, não confia nos demônios que existem dentro delas.”  Talvez essa afirmação possa ilustrar o “ânimo” de quem dispara ou compartilha uma “fake news”. Que essas pessoas só fiquem no “Primeiro de Abril” ou no “Pega na Mentira” do Erasmo Carlos.

 

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