POR UMA FRENTE ANTIFASCISTA

antifascismoO deputado federal Jean Willys, do PSOL-RJ, em artigo publicado nesta semana, afirmou que “O Brasil precisa de uma frente antifascista”. A afirmação do deputado é bastante oportuna e vale, também, como um alerta em relação ao momento pelo qual o país atravessa. É inegável  o avanço da tendência fascista no Brasil. A intolerância, a invasão a museus e censura à arte, a tentativa de  calar os professores com o projeto “Escola Sem Partido”, as propostas de militarização das escolas, o assassinato da vereadora Marielle, os ataques à caravana de Lula, a incitação da violência por parte da ultra-direita, o desdém aos direitos humanos, só para citar alguns exemplos, mostram claramente o momento tortuoso que vivemos.

Os regimes fascistas, quando se impuseram na Europa, lá pelos anos 1920 e 1930, floresceram em épocas de crises econômicas, em que tais contextos facilitaram o extremismo de direita e o surgimento dos “salvadores da pátria”, que atualmente, no Brasil, chamam de “mito”. Na Europa,  foi comum a formação de frentes antifascistas, que congregavam socialistas e até liberais, contra os regimes totalitários de ultra-direita. O Brasil, nos anos 1930, também formou uma frente antifascista de esquerda, a ANL (Aliança Nacional Libertadora), para combater o fascismo que à época era liderado por Plínio Salgado, o grande expoente do integralismo (a versão brasileira do fascismo).

É fundamental que, no atual momento, as esquerdas de um modo geral e até alguns grupos liberais, deixem as diferenças de lado e unam-se, antes mesmo das eleições de outubro, para formarem uma frente contra o fascismo. O Brasil já vem em uma escalada regressiva desde o golpe de 2016, que contou com o apoio de grupos fascistas. Independentemente de partidos políticos, a democracia e muitas das conquistas que foram resultados de décadas de lutas correm um sério risco.

Não esperemos as eleições de outubro para que essa frente antifascista se forme. A democracia nunca foi tão ameaçada como hoje. Não podemos nos deixar enganar. Mesmo sendo outra época, as cláusulas pétreas dos fascistas não mudam, embora muitos dos nossos atuais “galinhas verdes” hoje vistam o amarelo. Xô anauê!

 

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