OS 20 ANOS DO VIAGRA

viagracitrato de sidldenafilaHá um livro interessante, que eu sempre recomendei, intitulado “Os Botões de Napoleão”, de Penny Le Coufeur e Jay Burreson, que sustenta a tese de que o que mudou os rumos da história foram 17 moléculas, que são tratadas separadamente em cada capítulo. O livro fala, dentre outras moléculas, do ácido ascórbico (vitamina C), da glicose, do cloreto de sódio, da cafeína, dentre outras. A obra é de 2003 e nela não está incluída uma importante molécula que, sem dúvida, também mudou os rumos da humanidade: o citrato de sildenafila, a molécula que é o princípio ativo do Viagra. Lançada como medicamento  em 1998, a referida molécula ainda não tivesse, talvez, dado mostra de sua importância para a humanidade de modo a merecer sua inclusão no livro.

Muitas das grandes descobertas científicas foram casuais e a descoberta do famoso Viagra lembra, em grande parte, a da penicilina, em que Alexander Fleming acabou percebendo que o mofo casual e inesperado matava bactérias. A história do Viagra também foi um tiro certeiro, embora não programado. Em 1994, a Pfizer realizava uma pesquisa sobre o impacto da substância citrato de sildenafila no tratamento da angina e da hipertensão. Os resultados da pesquisa foram frustrantes. Porém, um efeito colateral inesperado e interessante foi detectado nos voluntários do sexo masculino: a dita substância aumentava a irrigação sanguínea no pênis, o que facilitava a ereção. Pronto. Estava descoberta a substância milagrosa, que facilitou o tratamento do distúrbio conhecido como disfunção erétil. O citrato de sildenafila foi sintetizado e lançado no mercado em 1998. Os lucros bilionários do laboratório refletiram a expressão de felicidade de milhões de homens pelo mundo afora. Evidentemente, a qualidade de vida e a auto-estima se elevaram. As famosas pílulas azuis tiveram a patente encerrada em 2013, fazendo com que os genéricos invadissem o mercado. Acredito que, em uma futura edição, o subtítulo do livro de Penny Le Cofeur e Jay Burreson mude para “As 18 moléculas que mudaram o mundo”, com a justa inclusão do citrato de sildenafila.

O filósofo Luiz Felipe Pondé, certa vez, afirmou que “o Viagra fez mais pela humanidade do que 200 anos de marxismo.”  Tenho que concordar com Pondé. Até porque o marxismo dividiu o mundo durante 45 anos e não fez nada bem para a burguesia. Já a milagrosa molécula fez o bem de homens de qualquer classe social. E mesmo porque não existe ereção de direita ou de esquerda

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