TEMER E OS CACOS DA DIREITA

temer vampiroA largada para a corrida presidencial já foi dada em julho de 2017, com a condenação de Lula na primeira instância pelo juiz “herói dos coxinhas”. A confirmação da condenação do ex-Presidente em 24 de janeiro significou um novo “round” e, até então, com exceção do neofascista Bolsonaro, a direita não chegava a acenar concretamente com nenhum outro candidato. A virtual inelegibilidade de Lula acabou, então, animando o atual presidente golpista e seus “cacos eleitorais”. Sim, porque os candidatos-satélites de Temer não passam de “cacos”, pois são meros traços nos gráficos da preferência do eleitor.

O primeiro deles foi Alckmin. Depois do esvaziamento de Dória, o atual governador de São Paulo surge como favoritíssimo a candidato dos tucanos. Parece que Luciano Huck, o preferido de FHC, não vai se aventurar numa “lata velha” que é o PSDB. Huck está fora. Então, depois de Alckmin, os satélites de Temer estão mostrando as garras. Rodrigo Maia, Henrique Meirelles e o próprio Temer, por incrível que possa parecer, apresentam-se como candidatos. Temer e seus cacos, juntos, não chegam a 5% das intenções de voto. Na verdade, as convenções dos partidos de cada um analisarão suas viabilidades eleitorais até abril. Aí, certamente eles se unirão. Uma possível candidatura de Temer não é algo tão absurdo. A chamada “jogada de mestre” que foi a intervenção pode, em um futuro próximo, tornar possível o  seu sonho de disputar, nas urnas, o lugar que usurpou. Temer é profissional. Ele sabe que, assim como tem o eleitor que troca seu voto por um churrasco ou por uma consulta médica, também tem aquele eleitor que troca o seu voto pelo prazer venéreo de ver um tanque e vários soldados na porta de sua casa. E ele sabe muito bem quem são esses eleitores. Por isso, ele sabe o que e a quem essa tal intervenção vai atingir. Bandidos que jamais serão fichados ou fotografados estão nesse universo.

No fim, a direita, unida, seja com Temer ou com os cacos do Temer, leva um candidato ao segundo turno para a disputa final com Bolsonaro. E, então, vem a missão final: derrotar Bolsonaro em um segundo turno, o que não será difícil para ninguém.

Para enfrentar Temer e os seus cacos, a esquerda tem que ser humilde para aprender algumas coisas com a direita e, o mais importante que a direita tem para ensinar à esquerda é saber se unir na hora certa, coisa que, historicamente, quase nunca aconteceu. Aquela história de que “as esquerdas só se unem na cadeia” parece fazer sentido. Mas também há muita vaidade e discussões pouco pragmáticas. Não importa quem seja stalinista, trotskista, maoísta, castrista, revisionista… Do outro lado, na hora certa, a direita será capaz até de votar no Temer, ou em um de seus cacos, para derrotar a esquerda. Essa é a primeira regra para enfrentar Temer e seus cacos da direita. Com ou sem intervenção.

 

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