FICHAMENTO E BRAÇO FORTE PARA TODOS!

MILITARES/OPERAÇÃObandidos ricosO edifício Venâncio V, localizado na rua Aristides Espínola 27, no valorizadíssimo bairro do Leblon, parece ser um foco de mancha criminal. Ontem, Orlando Diniz, presidente da Fecomércio, foi preso neste endereço. O endereço é o mesmo em que residia o bandido Sérgio Cabral e onde a bandoleira Adriana Ancelmo desfruta de uma luxuosa “prisão” domiciliar. O luxuoso Venâncio V, que encontra-se em uma das áreas mais caras do Rio de Janeiro, quiçá do Brasil, tem cinco andares, dos quais três abrigavam bandidos investigados e presos na Lava-Jato. Portanto, seguindo-se a lógica intervencionista, é provável que todos os seus moradores sejam “potenciais criminosos” e, portanto, as tropas do Exército deveriam “fichar” todos os seus moradores. Quem sabe, vários deles não são colaboradores dos bandidos que ali residiam (ou ainda residem)?

Desde ontem vem circulando a notícia de que os militares em missão na “Redentora” intervenção na segurança do Rio de Janeiro estão “fichando” moradores das favelas onde ocorrem as operações. Os moradores, sem critério ou sem a mínima suspeita, muitos a caminho do trabalho, são abordados pelos militares, fotografados e também os seus documentos. E todas as imagens e dados das pessoas fotografadas são fornecidas à Polícia Civil para que sejam identificados possíveis foragidos da Justiça. Claro que é uma prática ilegal e a própria OAB já se pronunciou a respeito. Prática típica de regimes de exceção. Lembra muito a época da ditadura em que as pessoas, não apenas nas ruas, mas sendo arrancadas de suas casas,  eram “fichadas” no DOPS ou SNI. Mas talvez seja compreensível. O Comando Militar do Leste, sob a batuta do general-interventor, afirmou que a abordagem e coleta de dados dos moradores de favelas é necessária para agilizar a checagem de dados e prender, o mais rápido possível, bandidos procurados. Temos que compreender.

Porém, a ação dos militares só será completa e eficaz caso se estenda a todos os locais onde possível e provavelmente encontram-se bandidos e pessoas perigosas, igualmente responsáveis por atos criminosos que comprometam a segurança do Rio de Janeiro, não importando a classe social. Até porque, ao que parece, o Exército Brasileiro desfruta de uma confiança junto à população que o mafioso Temer jamais terá. E, visando ajudar os militares em seu trabalho de “fichamento” de suspeitos ou possíveis foragidos, eles poderiam ficar na portaria do edifício Venâncio V esperando a saída de seus moradores para “fichá-los”. Também poderia ir nas festas de finais de semana de vários condomínios de áreas nobres do Rio, onde “jovens de classe média” que sustentam os traficantes consomem drogas até altas horas e muitos deles envolvem-se com o crime. Outra sugestão aos militares seria ir até o terminal de embarque internacional do Aeroporto Tom Jobim e fotografar todos os passageiros que por ali passarem. Certamente, muitos bandidos, traficantes, ladrões, “pitboys”, “jovens delinquentes de classe média” e outras gamas de criminosos e malfeitores poderiam ser descobertos. Confiamos no Exército, que não deve ter classe social. Por isso, aguardamos firmemente que, em relação ao fichamento, ele não seja “braço forte” para os pobres e “mão amiga” para os ricos.

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