RIO DE CAOS E SEM GOVERNO

fora pezãofora crivellaO carnaval do Rio de 2018 será lembrado, para sempre, por três coisas: a porrada da Tuiuti nos golpistas e seus fantoches, o desgoverno do Estado e da capital e o absenteísmo do Governador Pezão e do Prefeito Civella. No caso de Pezão, o seu governo já acabou e ele sabe. Em relação a Crivella, seu governo ainda não começou, só que ele não sabe.

Na terça-feira de carnaval, o saque a um supermercado em pleno bairro do Leblon, um dos centros turísticos da cidade, mostrava a falência do mínimo que se pode esperar em termos de segurança. Assaltos e arrastões em blocos, mortes, guerra de gangues de “bate-bolas”. Enquanto isso, o Prefeito na Europa e o Governador descansando no interior.

Na noite de quarta-feira de cinzas, o caos se alastra, desta vez, vindo da natureza: o maior temporal da história do Rio de Janeiro deixa a cidade intransitável, mata quatro pessoas, bairros ficam até quatro dias sem luz (alguns estão até hoje), mais de mil árvores derrubadas. O caos continua na cidade do Rio de Janeiro e região metropolitana. Enquanto isso, o Prefeito na Europa e o Governador descansando no interior.

Claro que nenhuma autoridade tem culpa das intempéries da natureza. Mas a presença de suas excelências é obrigatória. Já dissemos que o Rio de Janeiro vive um deserto de candidatos. Mas também vive um absenteísmo daqueles que, por ora, deveriam governar tanto o Estado como a capital. O caso do prefeito-pastor-turista é ainda mais grave, visto que há sérios indícios de que sua agenda de viagem pela Europa era privada e não de interesse público. A conferir.

Certeza mesmo é a de que o Governo Pezão acabou. E Pezão nada mais é do que um subproduto da estufa criminosa de Cabral e sua bandidagem encarcerada. Ele já havia abandonado o barco bem antes dos últimos acontecimentos. Já Crivella é um missionário não apenas religioso. Ele é peça fundamental no projeto de Estado Teocrático que a Igreja Universal tem desde suas origens. Ele nem começou a governar. O importante é a Universal ver seu escopo político aumentando.

E pensar que o Rio de Janeiro, outrora vanguarda da cultura, do esclarecimento político e da contestação, elegeu esses dois protozoários… Vivemos o caos e sem governo.

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