EUNÍCIO, POR QUE NÃO NO CEARÁ?

grafico-violencia-estadosEuníco Oliveira, o senador de cara esticada aliado do Temer e que preside o Senado, é do Estado do Ceará. E do mesmo partido do Temer, o PMDB. Ontem, em meio ao protagonismo midiático do Rio em virtude da intervenção na segurança e diante dos rumores de que poderiam haver novas intervenções, tratou logo de mandar essa: “É oportunismo falar em intervenção no Ceará.” Daí, eu pergunto: Eunício, e por que não no Ceará? Até porque, segundo dados oficiais e de diversas pesquisas, certamente o Rio de Janeiro não é o estado mais violento do Brasil. Mas nós temos uma leitura sobre o porquê desta intervenção.

No final do ano passado, a Revista Exame publicou uma matéria mostrando os dez estados brasileiros mais violentos, tendo como base números oficiais. Os dados constam no Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Na lista, o Rio de Janeiro aparece em décimo lugar e o Ceará em nono. O Rio de Janeiro teria registrado 38 mortes violentas por mil habitantes em 2016, enquanto que o Ceará, 40. O Amapá, por exemplo, aparece em quinto lugar, com um crescimento de 52% de mortes violentas por mil habitantes, enquanto o Rio teve um crescimento próximo a 25%. Nos dados do Anuário, Sergipe é tido como o estado mais violento do país, com 64 mortes violentas por mil habitantes. Depois vem o Rio Grande do Norte, com 57 e Alagoas, com 56. Resumindo, segundo o Anuário, existem nove estados mais violentos do que o Rio de Janeiro. E por que intervenção só no Rio? Eunício não quer em seu estado. Isso tá parecendo até a reforma da previdência, que eles dizem que é boa, desde que não seja para eles.

A declaração de Eunício, que é do PMDB, mostra claramente que a intervenção tem interesse político sim. Temer é do PMDB e ele sabe que, no Rio, com praticamente os principais nomes de seu partido presos, condenados ou denunciados, o partido, em nível estadual, está aniquilado moral e politicamente. Nomes como Sérgio Cabral e Picciani, por exemplo, causam náuseas a qualquer pessoa de estômago forte. Retomar as rédeas do partido no estado passa, inevitavelmente, por uma agenda positiva. Basta ver que Temer é rejeitado por mais de 90%, mas a intervenção teve o apoio de mais de 80%. Quem não perceber que o PMDB no Rio e o próprio Temer se beneficiam politicamente com isso ou é ingênuo ou desinformado. E Temer atacou justamente aquele aspecto que dá mais visibilidade, que é a segurança. Poderia haver intervenção, também, em hospitais e escolas. Mas essas intervenções ficariam das pareces para dentro, sem visibilidade.

Então, vamos à segurança. E, voltando aos dados do Anuário, Sergipe, Rio Grande do Norte, Alagoas, Pará, Amapá, Pernambuco, Bahia e Goiás são mais violentos do que o Rio. Ah, Eunício, e o teu Ceará também. Então, Eunício, por que não no Ceará?

O MONÓLOGO DO GENERAL

entrevista do generalNinguém é obrigado a dar entrevista, seja individual ou coletiva. Até diante da Justiça, qualquer pessoa tem o direito de ficar calada. Expressar-se é um direito individual previsto no artigo 5º da Constituição Federal, mas não uma obrigação. Portanto, quando alguém, especialmente uma autoridade com uma missão que cria grandes expectativas na população, não quer falar com a imprensa ou com a sociedade em geral, basta mandar uma nota oficial que todos entenderão o recado: a pessoa não quer, não pode ou não deve falar.

Ontem, o general Braga Netto, interventor da segurança no Rio de Janeiro, convocou uma entrevista coletiva para, pela primeira vez, falar sobre a tal intervenção. Há muitas dúvidas, questionamentos, perguntas que o povo quer fazer e que, eventualmente, algum dos jornalistas ali presentes poderia ser o porta-voz. Mas foi uma “entrevista” controlada pelo entrevistado, onde as perguntas teriam que ser enviadas com antecedência. Depois, em uma sala tipo “secreta”, foram previamente selecionadas as perguntas que seriam respondidas. Ao todo foram 16 e, com menos de 25 minutos de “entrevista”, a mesma foi finalizada.

Seria perfeitamente compreensível se o general afirmasse, por meio de uma nota, que não iria se pronunciar por motivos estratégicos. Bastaria dizer que não é momento para se falar. Que qualquer pronunciamento poderia facilitar a bandidagem. Se procedesse assim, o general não frustraria ninguém. Eu mesmo fiquei assistindo à entrevista na expectativa de que algum jornalista fizesse questionamentos que são meus e de muitos como, por exemplo: “haverá ocupação das comunidades?”; “os fichamentos continuarão?”; “os moradores de área ricas também serão fichados?”; “qual o custo de toda essa intervenção e que resultados poderão ser notados a curto e médio prazos?”

Foi uma entrevista “cartesiana”, com tudo previamente estabelecido, sob total controle de quem deveria dar as respostas. E sem direito a interrupção. A decretação brusca do final da “entrevista” gerou um burburinho entre os jornalistas presentes, que foi bem percebido pelo general-interventor que, após sua pantomima, ainda advertiu os presentes dizendo: ” Senhores, no grito não funciona!”

Concordo, general. Que ninguém ganhe nada no grito. Você sabe muito bem quem, historicamente, ganhou as coisas no grito. E esperamos que, dessa vez, não seja a bandidagem.

 

 

MDB E PTB: AS FRAUDES PARTIDÁRIAS

mdbO MDB não é o MDB e o PTB não é o PTB. Antes que os lógico-formais me censurem, vou logo explicando: o MDB, que ressurgiu há pouco tempo, não é e nada tem a ver com o MDB surgido em 1965. E o PTB, ressurgido em 1979, nada tem a ver com a sigla de Getúlio e Jango criada em 1945.

O PMDB tirou o “P” de sua sigla. Em 1979 o “P” havia entrado para a sigla. O que mudou? O que mudou é que, em 1979 os correligionários emedebistas orgulhavam-se de sua sigla, por ter representado uma resistência à ditadura militar e então, por exigência da reforma partidária imposta pelo governo militar, os partidos teriam que ter seus nomes iniciados pela palavra “partido”. Então, colocou-se o “P” à frente do “MDB”. Hoje, pelo fato de o PMDB estar visivelmente impopular e desgastado, por ser o partido do criminoso governo Temer, eles mudam nome e sigla do partido visando confundir a população em ano eleitoral. Esse atual MDB pode ser avaliado por quem faz parte dele: Temer e sua trupe.

Do mesmo modo, em 1979, quando o governo militar impôs a reforma partidária, o PTB havia sido requisitado por Brizola. No entanto, a sigla foi dada para Ivete Vargas e, hoje, quem manda no partido é  Roberto Jefferson. O PTB não é trabalhista e votou a favor da reforma que acaba com a CLT.

Portanto, não se deixem levar pelas siglas que ressurgem para confundir os eleitores. Com toda certeza, hoje, Getúlio, Jango e Brizola não votariam no PTB. E Ulysses Guimarães e Teotônio Vilela não votariam no MDB. São dois embustes eleitorais. São duas fraudes partidárias.

A VOLTA DO JORNAL DO BRASIL

a volta do jbNo último domingo, dia 25, o Jornal do Brasil, depois de 8 anos, retornou com sua edição impressa às bancas do Rio de Janeiro. A volta do JB impresso é, acima de tudo, uma alternativa para fazer frente ao domínio de O Globo, que controla a maior parte da mídia brasileira. A volta do Jornal do Brasil nos faz lembrar de uma época de ouro da imprensa brasileira, onde o JB  era protagonista. O “Caderno Especial” e a “Coluna do Castello”, por exemplo, eram leituras obrigatórias nos anos 1970-1980. Nos esportes tínhamos nada menos do que João Saldanha, Sandro Moreyra e Oldemário Touguinhó. E até a direita se fazia representar com destaque, com os artigos impecáveis de José Guilherme Merquior. O que mais esperamos com o retorno da edição impressa do JB é que ele mantenha uma linha editorial plural e mostre, de forma corajosa, aspectos que, muitas vezes, a “Besta do Jardim Botânico” esconde ou omite. Como foi em 1982, em que O Globo divulgava os resultados fraudados da eleição para governador indicando a vitória de Moreira Franco e o JB publicava o verdadeiro resultado, indicando que Brizola havia vencido. Por isso, o JB também entrou para a história por ter derrotado a tentativa de fraude armada no “Escândalo da Proconsult”. O retorno do JB impresso vem ocupar um vácuo na mídia do Rio de Janeiro, onde há muito tempo falta isenção. Não se trata de imparcialidade. Mas a isenção é o pilar da credibilidade. Que o JB honre os seus 127 anos de história!

TEMER E OS CACOS DA DIREITA

temer vampiroA largada para a corrida presidencial já foi dada em julho de 2017, com a condenação de Lula na primeira instância pelo juiz “herói dos coxinhas”. A confirmação da condenação do ex-Presidente em 24 de janeiro significou um novo “round” e, até então, com exceção do neofascista Bolsonaro, a direita não chegava a acenar concretamente com nenhum outro candidato. A virtual inelegibilidade de Lula acabou, então, animando o atual presidente golpista e seus “cacos eleitorais”. Sim, porque os candidatos-satélites de Temer não passam de “cacos”, pois são meros traços nos gráficos da preferência do eleitor.

O primeiro deles foi Alckmin. Depois do esvaziamento de Dória, o atual governador de São Paulo surge como favoritíssimo a candidato dos tucanos. Parece que Luciano Huck, o preferido de FHC, não vai se aventurar numa “lata velha” que é o PSDB. Huck está fora. Então, depois de Alckmin, os satélites de Temer estão mostrando as garras. Rodrigo Maia, Henrique Meirelles e o próprio Temer, por incrível que possa parecer, apresentam-se como candidatos. Temer e seus cacos, juntos, não chegam a 5% das intenções de voto. Na verdade, as convenções dos partidos de cada um analisarão suas viabilidades eleitorais até abril. Aí, certamente eles se unirão. Uma possível candidatura de Temer não é algo tão absurdo. A chamada “jogada de mestre” que foi a intervenção pode, em um futuro próximo, tornar possível o  seu sonho de disputar, nas urnas, o lugar que usurpou. Temer é profissional. Ele sabe que, assim como tem o eleitor que troca seu voto por um churrasco ou por uma consulta médica, também tem aquele eleitor que troca o seu voto pelo prazer venéreo de ver um tanque e vários soldados na porta de sua casa. E ele sabe muito bem quem são esses eleitores. Por isso, ele sabe o que e a quem essa tal intervenção vai atingir. Bandidos que jamais serão fichados ou fotografados estão nesse universo.

No fim, a direita, unida, seja com Temer ou com os cacos do Temer, leva um candidato ao segundo turno para a disputa final com Bolsonaro. E, então, vem a missão final: derrotar Bolsonaro em um segundo turno, o que não será difícil para ninguém.

Para enfrentar Temer e os seus cacos, a esquerda tem que ser humilde para aprender algumas coisas com a direita e, o mais importante que a direita tem para ensinar à esquerda é saber se unir na hora certa, coisa que, historicamente, quase nunca aconteceu. Aquela história de que “as esquerdas só se unem na cadeia” parece fazer sentido. Mas também há muita vaidade e discussões pouco pragmáticas. Não importa quem seja stalinista, trotskista, maoísta, castrista, revisionista… Do outro lado, na hora certa, a direita será capaz até de votar no Temer, ou em um de seus cacos, para derrotar a esquerda. Essa é a primeira regra para enfrentar Temer e seus cacos da direita. Com ou sem intervenção.

 

PARA TUCANOS, O CRIME COMPENSA

tucanos intocáveis

“O crime não compensa.” Será esta uma máxima universal, aplicável em qualquer contexto? O que pode levar alguém a pensar, contrariamente, que o crime compensa sim? E, em alguns casos, compensa muito? Posso até citar um exemplo: o PSDB. Qual crime praticado por tucanos sofreu punição? Parece que os tucanos andaram estudando a filosofia utilitarista de Jeremy Bentham, filósofo inglês que viveu entre os séculos XVIII e XIX. Em poucas palavras, Bentham propunha o que foi chamado de cálculo utilitarista, que poderia aferir a dimensão das consequências de um ato. Então, eles chegaram sim à conclusão de que o crime compensa, pois, em se tratando de tucanos, o resultado do cálculo utilitarista é igual a zero. Qualquer bandido, seja pobre ou rico, de certa forma adota o utilitarismo e avalia riscos e possíveis consequências de seus atos, levando geralmente em conta a possibilidade de punição. No caso do PSDB, a impunidade tucana é o aval para eles já terem, há tempos, chegado à conclusão de que o crime compensa.

Nada aconteceu (e nem acontecerá) com o tucano Eduardo Azeredo, o criador do mensalão em 1998. Seus crimes estão perto de prescreverem em um processo que se arrasta e que não puniu ninguém. Ao contrário do mensalão do PT, em que todos os envolvidos foram julgados e presos. Nada aconteceu (e nem acontecerá) com o bandido tucano Aécio Neves, líder de tipificações criminosas: tráfico de cocaína, corrupção, ameaça de morte. Tudo comprovado, à vista de todos. Com vídeos de helicóptero em seu aeroporto e áudios. A Ministra do STF, Carmen Lúcia, com seu voto de “Me enerva”, deu o aval para que seus comparsas do Senado o livrassem. Hoje, está livre e solto exercendo o seu mandato de senador. Os escândalos do Metrô e da merenda escolar, envolvendo o governo do tucano Geraldo Alckmin, vulgo “Picolé de Chuchu” , jamais foram adiante e ele exerce seu governo sem ser incomodado. Nada foi feito contra ele, que exerce seu mandato de governador sem ser incomodado e ainda lançando-se candidato a Presidente da República. No dia 24 de janeiro, mesmo dia da confirmação da condenação do ex-Presidente Lula pelo TRF-4, a PGR pediu arquivamento das denúncias contra José Serra, o “ET”. Isso, poucos dias depois de o executivo da Odebrecht, Pedro Novis, ter afirmado que Serra pediu mais de 52 milhões, entre propinas e caixa 2. E por que que nunca houve qualquer indignação midiática sobre a mansão de FHC em Paris, avaliada em 11 milhões de euros, o que dá quase “30 triplexes do Lula” ? Com que recursos FHC adquiriu essa mansão? De professor aposentado aos 38 anos de idade?

E agora, nesta semana, ressurgiu Paulo Vieira de Souza, vulgo Paulo Preto, o operador do PSDB no Estado de São Paulo. Paulo Preto está envolvido no esquema corrupto das obras do Rodoanel, que envolve dinheiro de caixa 2 para os tucanos José Serra e Aloysio Nunes, o “Guerrilheiro Pilantra”. Ocorre, porém, que grande parte de seus crimes, em parceria com os tucanos, deverá prescrever em breve. O caso envolve até contas na Suíça. Hoje, Paulo Preto, que já foi denunciado, aguarda confortavelmente o destino de seu caso que, ele tem certeza, será o mesmo de seus comparsas tucanos: a prescrição seguida de impunidade.

O utilitarismo criminoso do PSDB é fato. Ninguém do partido vai preso, seja na Lava Jato ou “Suja Lento”. Em 1988, quando o partido de FHC foi criado, pensávamos, inclusive pela sigla, que tratava-se de um partido social-democrata. Depois, com sua guinada à direita, imaginávamos ser liberal. Mas hoje, não temos dúvidas: eles são utilitaristas do crime, pois para eles o crime compensa, e muito. Perguntem ao Playboy do Pó, ao Picolé de Chuchu, ao ET, ao Vagabundo que se aposentou com 38 anos de idade, ao Guerrilheiro Pilantra… Perguntem ao Paulo Preto.

FICHAMENTO E BRAÇO FORTE PARA TODOS!

MILITARES/OPERAÇÃObandidos ricosO edifício Venâncio V, localizado na rua Aristides Espínola 27, no valorizadíssimo bairro do Leblon, parece ser um foco de mancha criminal. Ontem, Orlando Diniz, presidente da Fecomércio, foi preso neste endereço. O endereço é o mesmo em que residia o bandido Sérgio Cabral e onde a bandoleira Adriana Ancelmo desfruta de uma luxuosa “prisão” domiciliar. O luxuoso Venâncio V, que encontra-se em uma das áreas mais caras do Rio de Janeiro, quiçá do Brasil, tem cinco andares, dos quais três abrigavam bandidos investigados e presos na Lava-Jato. Portanto, seguindo-se a lógica intervencionista, é provável que todos os seus moradores sejam “potenciais criminosos” e, portanto, as tropas do Exército deveriam “fichar” todos os seus moradores. Quem sabe, vários deles não são colaboradores dos bandidos que ali residiam (ou ainda residem)?

Desde ontem vem circulando a notícia de que os militares em missão na “Redentora” intervenção na segurança do Rio de Janeiro estão “fichando” moradores das favelas onde ocorrem as operações. Os moradores, sem critério ou sem a mínima suspeita, muitos a caminho do trabalho, são abordados pelos militares, fotografados e também os seus documentos. E todas as imagens e dados das pessoas fotografadas são fornecidas à Polícia Civil para que sejam identificados possíveis foragidos da Justiça. Claro que é uma prática ilegal e a própria OAB já se pronunciou a respeito. Prática típica de regimes de exceção. Lembra muito a época da ditadura em que as pessoas, não apenas nas ruas, mas sendo arrancadas de suas casas,  eram “fichadas” no DOPS ou SNI. Mas talvez seja compreensível. O Comando Militar do Leste, sob a batuta do general-interventor, afirmou que a abordagem e coleta de dados dos moradores de favelas é necessária para agilizar a checagem de dados e prender, o mais rápido possível, bandidos procurados. Temos que compreender.

Porém, a ação dos militares só será completa e eficaz caso se estenda a todos os locais onde possível e provavelmente encontram-se bandidos e pessoas perigosas, igualmente responsáveis por atos criminosos que comprometam a segurança do Rio de Janeiro, não importando a classe social. Até porque, ao que parece, o Exército Brasileiro desfruta de uma confiança junto à população que o mafioso Temer jamais terá. E, visando ajudar os militares em seu trabalho de “fichamento” de suspeitos ou possíveis foragidos, eles poderiam ficar na portaria do edifício Venâncio V esperando a saída de seus moradores para “fichá-los”. Também poderia ir nas festas de finais de semana de vários condomínios de áreas nobres do Rio, onde “jovens de classe média” que sustentam os traficantes consomem drogas até altas horas e muitos deles envolvem-se com o crime. Outra sugestão aos militares seria ir até o terminal de embarque internacional do Aeroporto Tom Jobim e fotografar todos os passageiros que por ali passarem. Certamente, muitos bandidos, traficantes, ladrões, “pitboys”, “jovens delinquentes de classe média” e outras gamas de criminosos e malfeitores poderiam ser descobertos. Confiamos no Exército, que não deve ter classe social. Por isso, aguardamos firmemente que, em relação ao fichamento, ele não seja “braço forte” para os pobres e “mão amiga” para os ricos.