QUEM É O NOVO XODÓ DO MBL

flávio rocha riachueloFalamos ontem sobre o fim do amor entre o MBL e o Prefeito Engomadinho do Tietê. Mas, como diz o ditado, “nada como um novo amor para esquecer outro”. Fernando Holiday e seus meninos amarelos da Avenida Paulista já vinham há tempos paquerando um outro ídolo. Acho até que o Dória chegou a ser traído. Mas, quem é o novo xodó do MBL?

Imagine alguém que já foi condenado por trabalho escravo e que deixava as costureiras horas a fio sem beberem água e até sem poderem fazer xixi e cocô. Imagine essa mesma pessoa dizer que celebrou o fim do “Estado Robin Hood” de Dilma e ainda falar que via com otimismo a chegada de Temer à Presidência. É muito coerente alguém condenado por trabalho escravo ver com otimismo outro alguém que fez uma lei facilitando essa ação criminosa.

Acertou quem pensou em Flávio Rocha. Ele é o dono das Lojas Riachuelo e também da Guararapes Confecções e, nesta semana, lançou o “Manifesto do Estado Mínimo”. Talvez tenha sido ele mesmo que tenha escrito o tal manifesto. Acho que não teve “ghost writer”. Isso porque o discurso já é mais batido do que bife de pensão: ” O Estado está  inchado,  viva a livre-iniciativa, o Estado deve ser mínimo” e por aí vai… Flávio Rocha sempre afirmou que o socialismo, assim como o Estado, são “sagas terríveis”. Mas ele deve achar humano e sagrado deixar trabalhadoras presas, passando sede e se mijando enquanto trabalham.

O tal “Manifesto do Estado Mínimo” não traz nenhuma novidade, apenas reforça o pensamento da direita que sempre pregou o “Estado mínimo” e se locupleta do próprio Estado. O “Estado deve ser mínimo”… para os outros. Isso porque eles só progridem às custas do Estado. O novo xodó do MBL “mamou” 1 bilhão e 400 milhões do BNDES (banco estatal), para financiar seus empreendimentos, inclusive com trabalho escravo. Paga ao banco estatal parcos juros e cobra de seus clientes juros astronômicos. Claro que ficou rico, às custas do “Estado máximo” para ele. Êta, mas que Estado bom! Mas ele não tem que ser “mínimo”? “Mínimo” para os outros, para os trabalhadores. Ele ainda vai além. Claro que ele apoiou a reforma trabalhista. Para que a CLT, lei de 1943, defasada? Vamos modernizar. Não precisa de Justiça do Trabalho. Basta o funcionário negociar diretamente comigo, “em igualdade de condições”.

Pode até ser. Nessa “negociação em igualdade de condições”, pode ser que ele um dia deixe suas costureiras irem fazer xixi.  E ainda dirá que já foi “um grande avanço”.

Com vocês, no novo xodó do MBL, Flávio Rocha! Essa mesma gente ontem comemorou a confirmação da condenação de Lula e estão ululantes por ele, praticamente, estar de fora da disputa eleitoral. Muito prazer! Bem-vindos ao “Estado mínimo” de Flávio Rocha e seus meninos da Avenida Paulista!

 

 

MBL “ESTÁ DE MAL” COM DÓRIA

holiday x doria“Deu ruim” na lua de mel do Prefeito Engomadinho do Tietê com o MBL. Aliados do prefeito paulistano desde o início de sua gestão, os meninos amarelinhos da Avenida Paulista, que têm Ronaldo Caiado como Patrono e o pensador Alexandre Frota como guru intelectual, romperam com João Dória. Fernando Holiday, o vereador do DEM, anunciou o rompimento via twitter.

O motivo principal do rompimento foi o aumento da regulamentação da prefeitura de São Paulo para os serviços de transportes por aplicativos, como o Uber. Holiday, que se diz um grande defensor das causas sociais, embora pertença a um partido que defende o fim da aposentadoria, dos direitos trabalhistas e que votou a favor do trabalho em condições análogas à escravidão, disse que a medida de Dória poderá causar um enorme desemprego e deixar cerca de 50 mil famílias sem sustento.

Está aí uma briga que em nada me interessa. Mas quando grandes amores levam a um divórcio repentino e, convenhamos, a medida da prefeitura talvez não fosse motivo para o rompimento de um grupo de direita com um prefeito de direita, penso logo que o MBL já deva estar com um novo amor. E quem será o novo ídolo dos meninos?

Pensem em um cara liberal, bastante liberal. Pensem em um cara que prega o “Estado mínimo” (para os outros), mas que vive às custas do Estado com nababescos financiamentos públicos do BNDES e isenções fiscais, pagando baixíssimas taxas de juros ao BNDES e cobrando juros absurdos aos seus clientes. Pensem nas Lojas Riachuelo!

 

JANAÍNA PASCHOAL SERÁ PROCESSADA

janaína paschoalJanaína Paschoal, a funcionária terceirizada do PSDB, e uma das signatárias do pedido de impeachment da presidente Dilma, juntamente com Bicudo e Reale, será processada pelos professores da USP Sérgio Salomão e Alamiro Velludo. Os professores, que trabalham na mesma universidade da “ídola dos coxinhas”, processarão Janaína por difamação e ainda irão cobrar uma indenização de 38 mil reais por danos morais.

Talvez a senhora Janaína pense que a USP, universidade marcada pela sua trajetória democrática, seja ambiente para golpes similares ao que ela participou de forma ridícula. A questão diz respeito ao concurso para professor titular da universidade. Como se sabe, professor titular é um posto ao qual se chega por concurso. Janaína concorreu com mais três colegas, ficando em último lugar.

Não conformada, a funcionária terceirizada do PSDB partiu para o ataque, pensando que, pelo golpe, chegaria à titularidade docente. Acusou, inclusive via twitter, os seus colegas que moverão o processo contra ela de terem sido favorecidos no concurso. Não precisa dizer mais nada. Ela tirou em último lugar.

Se ela for condenada, certamente não será presa. A pena por difamação não leva à cadeia. E se também for condenada pelos danos morais, aí ela terá que gastar todos os 35 mil reais que recebeu por serviços prestados ao PSDB para pagar a indenização e ainda completar com mais 3 mil. Como ela é muito popular, é provável que os patinhos da Avenida Paulista façam uma “vaquinha” on line. Afinal, embora tenha ficado em último  lugar no concurso, ela é a maior sumidade das ciências jurídicas e prestou um “grande serviço” ao Brasil ao ajudar a levar Temer e sua quadrilha ao poder. Portanto, patinhos da Avenida Paulista e de todos os cantos do Brasil: cocem os seus bolsos e ajudem a “toda-louca”!

LULA, TRF-4 E OS RUMINANTES

lulaletra x, versusruminanteO julgamento do recurso do ex-Presidente Lula pelo TRF-4, amanhã, pode trazer previsíveis desdobramentos jurídicos e, também, políticos. Trata-se de um julgamento que divide o país, política e juridicamente, desde o início. Não há unanimidade nem entre especialistas. O aparato de segurança montado em Porto Alegre, a repercussão internacional e as consequências para o processo eleitoral já em curso,  sugerem que talvez seja o julgamento mais importante da história do Brasil.

Lula vem enfrentando toda a adversidade desde o início. A começar, por ter contra ele um juiz extremamente parcial e, sim, amigo, muito amigo dos tucanos. Nos anos 1990, o então anônimo juiz Sérgio Moro teve em suas mãos o Escândalo do Banestado, a maior roubalheira da história do Brasil, praticada por tucanos. Foi um roubo de 500 bilhões ou meio trilhão de reais. Estima-se que esse escândalo tucano seja 10 vezes maior do que o rombo da Petrobrás. Na época, Sérgio Moro “nada viu”. O que se questiona é: como, esse mesmo juiz, que não viu meio trilhão roubados pelos tucanos, conseguiu ver um triplex que nem no nome de Lula está?

Todo esse processo tem uma participação fundamental da mídia, que, alimentando um ódio visceral contra Lula e o PT, levou o Brasil até mesmo ao recrudescimento do neonazismo (e vocês sabem de quem estou falando). Há muita gente interessada na derrocada de Lula, visando o seu espólio eleitoral. Para muitos, o importante não é nem Lula ser preso, mas tornar-se inelegível. Mas, seja qual for o resultado desse histórico dia 24 de janeiro, o julgamento não terminará amanhã. Ainda poderão vir os embargos infringentes (caso Lula perca por 2 a 1) e os embargos declaratórios, recursos para os quais qualquer defesa apelaria, não apenas a de Lula.

Mas eu prefiro especular sobre os possíveis desdobramentos políticos. Até acho que, dificilmente, Lula deixará de ser candidato. Em último caso, ele poderia participar das eleições pendurado em uma liminar, seus votos serem contabilizados e, posteriormente o TSE os validariam ou impugnariam. Mas, pensando na possibilidade de ele não ser candidato, certamente não há, nem dentro e nem fora do PT, alguém que herdaria os seus votos. Haveria uma pulverização dos votos de Lula, beneficiando a direita. É uma possibilidade.

Mas a sanha de ódio contra Lula e o PT levou os inimigos do ex-Presidente a uma irracionalidade tão grande, que poderá acontecer com eles aquilo que chamamos de refluxo, no sentido de algo que eles lançaram contra o inimigo se voltar contra eles mesmos. Houve momentos na história do Brasil, em que o veneno lançado por golpistas e pela mídia, voltou-se contra os próprios algozes. Foi o caso de Getúlio Vargas em 1954, quando seus inimigos, pensando que ele sairia do Catete derrotado e humilhado, cometeu aquele que foi o seu maior gesto político. Seu tiro não tirou apenas a sua vida, mas acabou com a farra de Lacerda e seus comparsas, que tiveram que fugir do Rio de Janeiro, então capital do país, e esperarem ainda por 10 anos para darem o golpe. Foi o refluxo. Recentemente, no golpe do impeachment de Dilma, ocorreu algo semelhante. Os tucanos não confessam, mas ter participado daquela vergonha e ainda fazer parte do governo criminoso de Temer é algo que se voltou contra eles mesmos e, por isso, serão cobrados nas urnas. Foi outro refluxo. Imaginemos Lula condenado e, mais ainda, preso. Ele poderá virar o ícone da resistência a uma justiça parcial e politizada, denunciada até por organismos internacionais por condenar alguém sem as devidas provas. Enfim, Lula poderá virar mártir. E aí, dificilmente, seus inimigos, tanto  partidários como midiáticos, deixarão de ruminar!

 

 

REDE GLOBO FOI OCUPADA HOJE

ocupação da globoAs Organizações Globo são, por excelência, a personificação da mídia golpista. Eles são facciosos, tendenciosos e manipuladores. Eles apoiaram a tentativa de golpe contra Getúlio, em 1954. Eles apoiaram o golpe de 1964 e a ditadura militar. Eles tentaram mudar o resultado da eleição para governador do Rio de Janeiro em 1982, com o vergonhoso e criminoso “Escândalo da Proconsult”. A máscara deles caiu, em 1994, com o “Escândalo da Parabólica” e a canalhice  assumida em um conluio para beneficiar Fernando Henrique na eleição daquele ano. Eles não param. Apoiaram Alckmin, Serra e Aécio e sempre foram contra as medidas inclusivas dos governos petistas. Não podemos dizer que o PT não cometeu erros. Cometeu sim. E muitos.  Mas os escândalos tucanos sempre foram amortecidos pela desinformação e omissão da emissora dos Marinhos.

Evidentemente não existe grau zero de neutralidade, seja na ciência, seja na política. Quando temos então um órgão de informação que é concessionário do poder público, como a televisão, aí o jornalismo deve ser informativo e não tendencioso. Qualquer veículo de informação pode e deve ter o seu ponto de vista. Mas este deve se limitar aos editoriais. No caso da Globo, não é e nunca foi assim. Eles foram partícipes midiáticos fundamentais no conluio que tirou Dilma do governo e a parcialidade da Globo em seus telejornais, entrevistas e coberturas jornalísticas ao vivo sempre foram para depreciar os movimentos populares, criminalizando-os.

Hoje, em resposta a essa postura neofascista da Globo, a porta da emissora, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, foi ocupada por diversos movimentos sociais. Não foi uma manifestação maciça, mas o simbolismo da mesma é importante para marcar a posição de repúdio a uma emissora que sempre esteve do lado do grande capital e da entrega do país ao estrangeiro. O protesto também é uma reação  ao modo de como a Globo e todos os seus veículos midiáticos vêm fazendo a cobertura em relação ao julgamento do ex-Presidente Lula. Nunca houve isenção. Trata-se de um julgamento que divide o país não apenas politicamente, mas, principalmente, juridicamente, visto que grandes juristas apontaram diversos erros no processo, o que não é divulgado pela emissora.

O protesto foi pacífico, e válido, e chama a atenção, principalmente, para clamarmos pela democratização nos meios de comunicação. A “toda-poderosa do Jardim Botânico” já é dona do futebol. Já é dona do Carnaval. Não satisfeita, quer ser dona da consciência das pessoas. Ela não presta um serviço público. Mas ainda há quem a enfrente como, por muito tempo, Brizola a enfrentou. Hoje, com toda certeza, o velho caudilho dos Pampas, de onde ele está, sorriu. E sua lição nunca deve ser esquecida: “Quando você estiver em dúvida em relação a que lado tomar, é só ver de que lado está a Globo. Então, é só ficar do lado oposto.”

 

A NOVA AVENTURA DO “JÂNIO DE GRIFE”

doria e jânioSe há uma coisa que João Dória nunca quis ser é Prefeito de São Paulo. Ele foi eleito em 2016, graças à onda anti-petista que tomou força, principalmente com o golpe do impeachment. Com apoio de cardeais do tucanato e a pecha de “apolítico”,  ficou fácil para o “Engomadinho do Tietê” ganhar. Mas, para quem se dizia “apolítico” e logo depois de eleito iniciar uma campanha em nível nacional, percebe-se que seu projeto acabaria indo muito além. Dória tornou-se um prefeito absenteísta por um bom tempo em 2017, visitando cidades pelo Brasil afora, em um delírio que fazia lembrar “Alice no País das Maravilhas”. Era sério. Ele queria ser Presidente da República, embora não fosse “político”. Mas, parafraseando Drummond: “E agora João? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu…”

A coisa era tão séria, que ele vestiu-se de gari, pegou na vassoura, viajou de ônibus, comeu pastel na lanchonete, em atos que lembravam Jânio Quadros. Ele já estava em campanha em seu primeiro dia como prefeito.  Mas Dória não seria um “Jânio qualquer”. Ele penteia os cabelos, veste-se impecavelmente e, em tempos de e-mail e WhatsApp,  não manda bilhetinhos manuscritos. Também não come pão com mortadela e usa anti-caspa da melhor qualidade. Seu populismo rasteiro permite-nos chamá-lo de “Jânio de Grife”. Talvez ele tenha se inspirado em seu protótipo para sua atitudes, mas não teve o gás suficiente.

Agora, ele surge como candidato dos tucanos a Governador de São Paulo. Está sendo articulada uma aliança com o o DEM e com o PSD de Kassab. O novo sonho do “Jânio de Grife” ficou mais possível com a saída de Serra da disputa. Serra anda mais torrado do que torresmo de botequim e as últimas denúncias de recebimentos estratosféricos de propina e caixa 2 também bombardearam as pretensões oníricas do “ET”.

Tudo leva a crer que Dória, mesmo assim, terá muito trabalho, muito mais do que pegar na vassoura e varrer a Avenida Paulista. Sua aceitação já caiu consideravelmente nas últimas pesquisas e os paulistanos ludibriados que nele votaram já perceberam que ele odeia ser Prefeito. E perceberam, também, embora não entendam, como que um “gestor apolítico” ousa alçar tantos voos no mundo político, inclusive quebrando etapas?

Quando o protótipo de Dória elegeu-se prefeito de São Paulo, em 1985, não existia onda anti-petista. Jânio foi eleito, derrotando FHC, candidato da situação, quando este, liderando as pesquisas, disse que era ateu e deixou-se fotografar já na cadeira de Prefeito. Perdeu. E, a partir dali e para sempre, Fernando Henrique passou a acreditar em Deus. O contexto, em certos aspectos, lembra o de 1985. Dória será candidato da situação, terá apoio da mídia, é tido como gestor moderno e São Paulo é o território tucano por excelência. Mas, cuidado. Política não é ciência exata. E eleição não se ganha achincalhando pessoas que a mídia odeia.  A eleição para Presidente do Vasco da Gama, ocorrida no último dia 19, que nos diga…

A VOLTA DO CAÇADOR DE MARAJÁS

collorCollor anunciou neste final semana sua candidatura à Presidência da República. Quase 30 anos depois de ter sido o primeiro presidente eleito após a ditadura militar, o “caçador de marajás” apresenta novamente sua candidatura a Presidente da República. Só que, ao contrário de 1989, dessa vez não é sério. Primeiro, porque ele não terá nada a perder visto que, eleito senador em 2014, ele tem mandato e, consequentemente, foro privilegiado até 2022. Certamente, ele vai testar sua popularidade e usar o espaço de propaganda para vitrine.

Collor não representa nada de novo. A começar pelo seu partido, o PTC, que é a continuidade de uma legenda de aluguel comprada para sua candidatura em 1989, o Partido da Juventude, que transformou-se em PRN. Daniel Tourinho, que vendeu-lhe a legenda na época, ainda hoje é o presidente do PTC, uma continuidade do antigo PRN. Seu discurso neoliberal também não será novidade.

Mas há algumas diferenças em relação a 1989. Ele certamente não terá, como naquela ocasião, o apoio da Globo. E também não irá buscar nenhuma ex-namorada do Lula para dizer que ficou grávida e foi abandonada. E também não será preciso sequestrarem o Abílio Diniz e vestirem os sequestradores com camisas do PT. Também hoje, em uma suposta “República de Alagoas”, ele não teria o apoio de Renan Calheiros. Acredito, inclusive, que sua candidatura terá mais um significado regional do que nacional. Renan é forte em Alagoas e os antigos aliados hoje não se bicam. Briga feia em todos os sentidos.

Percebo que a agressividade de 30 anos atrás também não terá espaço. Na época, ele dizia que tinha o testículo roxo, mas não demonstrou isso para enfrentar um processo de impeachment até o fim, renunciando antes do julgamento no Senado. Bem diferente da Dilma. Também não mostrará seu porte atlético, que fez parte de seu marketing em 1989. Os tempos de “rambo tupiniquim” passaram e a idade chegou e pesou.

Suas pitadas de discursos neofascistas, inspirados na “Carta del Lavoro” de Mussolini deverão estar presentes. Mas “descamisados” e “pés descalços” são expressões que não deverão mais aparecer. Hoje não emocionam mais. E também não existe “Muro de Berlim” derrubado. Mas é bom aguardarmos pelas “patuscadas” e “pantomimas”.

Collor sabe que será coadjuvante. Mas o naco eleitoral que conquistar poderá servir-lhe de moeda para um apoio no segundo turno e ganhar alguns ministérios. Enfim, o “caçador de marajás” que acabou cassado, hoje não representa nada além de um remake desbotado dos tempos de escândalos da LBA,  PC Farias e de sessões espíritas no Palácio da Alvorada.