“BOTAFOGO” E “DÉSPOTA” NA MIRA

rodrigo maiaodebrecht_sede_altNo dia 30 de setembro de 2010, uma quinta-feira, às 12 horas e 25 minutos, o Sr. Rodrigo Felinto Ibarra Epitácio Maia, nome completo do Presidente da Câmara dos Deputados, esteve na sede da Odecbrecht, no Rio de Janeiro. Os dados estão contidos nos registros da portaria da empresa, já em poder da Polícia Federal. Poderia se dizer que este dia teria sido um dia como outro qualquer, não fosse uma outra constatação: foi nessa mesma data que o famigerado “setor de propinas” da Odebrecht liberou a importância de 100 mil reais para o “Caixa 2” da campanha do Sr. César Epitácio Maia, pai do ilustre visitante da empresa naquele início de tarde de Primavera.

Os beneficiários eram tantos que, para facilitar suas identidades, a empresa mantinha também uma extensa lista de alcunhas, todas já conhecidas. “Botafogo” é o codinome de Rodrigo Maia, por ele ser torcedor do alvinegro de General Severiano. Já “Déspota” é o apelido de César Maia, uma alcunha nada condizente com quem diz ter militado contra a ditadura. A lista dos apelidos, que ficou nacionalmente conhecida, é curiosa e risível:  “AngorᔓCaju”“Missa”“Gripado”“Boca Mole”“Todo Feio”“Caranguejo”, dentre muitos outros. Mas, falemos de “Botafogo”“Déspota”.

A entrega do dinheiro era agendada e, naquele dia, “Botafogo” foi, com certeza, o emissário do “Déspota”. Mesmo que ele não tenha sido a “mula”, é quase impossível dissociá-lo desse enredo subterrâneo. Rodrigo Maia, segundo as investigações, teria retornado à empresa em 2012, 2013 e 2014. Ao ser questionado sobre o fato, Rodrigo Maia, o “garoto de estimação bem comportado do Temer”, disse não se lembrar de ter estado na empresa naquele dia. O esquecimento de Rodrigo Maia faz sentido porque, com certeza, ele esteve lá tantas vezes que não seria capaz de lembrar-se de um dia específico.

Rodrigo Maia surge como candidato a presidente da República pelo DEM e já responde a dois inquéritos no âmbito do STF. Coberto pela redoma do “foro privilegiado”, dificilmente ele ficará de fora das eleições desse ano, seja para Presidente, seja para qualquer outro cargo. O cara é “ficha limpa”. Seria muito bom que os “indignados seletivos e de ocasião”, ao menos no momento de digitarem seus votos na urna eletrônica, ficassem atentos a isso e não tivessem suas crises convulsivas de ódio direcionadas apenas para um único partido. E, indo na contramão do clichê do futebol, pensem que “há coisas que também têm que acontecer com  o Botafogo

 

 

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