DEPOIS DOS PASTORES, AGORA O ABRAVANEL

temer e silvio santosTemer está apelando, de todos os modos, para aprovar a reforma da previdência encomendada pelo grande capital estrangeiro e pelos banqueiros. Depois de receber e pedir apoio aos pastores-televisivos-picaretas-vendedores de ilusão e de curandeirismo rasteiro, agora foi a vez de ele ser o visitante. E Temer foi visitar Senor Abravanel, o Sílvio Santos. Sílvio Santos sempre foi um puxa-saco da ditadura militar. Nos anos 1970, ele exaltava os generais usurpadores de plantão no Planalto e seus Ministros. Tinha até musiquinhas como: “Armando Falcão é coisa nossa…”

Agora, ele abriu as portas de seu programa para Temer, de forma ridícula, fazer a defesa da reforma da previdência no programa que deverá ser exibido no próximo domingo, dia 21 de janeiro. A que ponto a coisa chegou! O Mordomo ter que ir em programa de auditório defender o que os banqueiros querem.

Chama a atenção, em tudo isso, o destinatário das mensagens: é a população mais pobre, geralmente menos esclarecida e que se deixa levar pela fé e pelo ópio televisivo. Não estou criticando quem tem fé. Mas ter fé não significa ser subserviente a pilantras como Silas Malafaia,  Valdemiro Santiago, R.R. Soares e outros que usam a fé alheia para enriquecerem. No caso de Sílvio Santos, a mesma coisa: o programa do senhor Abravanel chega em todos os cantos do Brasil, e é assistido principalmente pela população de mais baixa renda. Nos dois casos, tanto no dos seguidores dos pastores-pilantras como no dos telespectadores de Sílvio Santos, estamos diante do público-alvo que a reforma criminosa de Temer e seus comparsas pretende atingir, condenando-os a trabalharem e nunca saberem o que é desfrutar da aposentadoria.

Já que Temer está em campanha pela reforma, que tal ele listar em sua agenda algumas universidades, onde especialistas já provaram que o INSS não é deficitário? Ou discutir com a sociedade as dívidas milionárias com o INSS de empresas, inclusive as de muitos parlamentares favoráveis à reforma?

Corre a notícia de que, durante a gravação, que não foi aberta aos veículos de comunicação, Temer teria feito o “aviãozinho” com uma nota de 50 reais. E teria jogado para o público. Cuidado! O último governante que  jogou dinheiro para o povo, em uma tentativa desesperada de trazê-lo para seu lado, foi  Muamar Kadafi. E ele foi morto pelo povo em fúria. Não se brinca com o povo. Principalmente quando, além de tirar os seus direitos, tenta-se comprá-lo por 50 reais…

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