BOLSONARO – O TRAIDOR SEM PARTIDO

bolsonaropatriotaTodo grande líder político tem, invariavelmente, um partido que o personifica, e suas ideias são a referência do partido. Esse partido é único na vida dos grandes líderes, sejam eles de esquerda ou de direita. Geralmente, falar do partido é falar do líder e vice-versa. Foi assim com Getúlio Vargas e o PTB. Foi assim com Brizola e o PDT. É assim com Lula e o PT. E, para não dizer que eu não exemplifico com a direita, foi assim com Plínio Salgado e a Ação Integralista Brasileira, mais tarde chamada de Partido da Representação Popular. A Ação Integralista era a versão brasileira do fascismo e podemos dizer, sem dúvida, que Plínio Salgado foi o último fascista com partido no Brasil. Na maioria das vezes, os grandes líderes fundam o próprio partido.

Bolsonaro é candidato a presidente da República. Bolsonaro é fascista. Mas é um fascista sem partido, embora se julgue líder. Tudo bem que para ser presidente da República no Brasil, não é preciso ter partido político. Collor de Mello que o diga. Mas é possível comprá-lo, como fez o “caçador de marajás”. Ou negociá-lo de outras formas. São as “legendas de aluguel”.  Claro que Bolsonaro tem um lastro eleitoral. Esse lastro é sua moeda. Mas ele nunca quis fundar o seu próprio partido, apesar de a legislação brasileira ser extremamente permissiva. Hoje existem 35 partidos no Brasil, sendo que mais 70 estão com pedidos de registro no TSE. Bolsonaro poderia rever a história de Plínio Salgado e fundar o seu próprio partido. Mas criar um partido dá algum trabalho: lista mínima de assinaturas de adesões, filiados, organização dos diretórios regionais e nacional. E o que esperar de alguém que se aposentou aos 33 anos de idade e tem a mania de chamar os adversários de “vagabundos”? (esse bateu o recorde de FCH!)

De 1988 até hoje, Bolsonaro já passou por PDC, PP, PPR, PPB, PTB, PFL, PP e PSC. Em nenhum deles jamais foi referência ou liderança.  Ele estava agora no Patriota, partido com quem negociou a obtenção da  legenda e que até chegou a mudar de nome atendendo à sua sugestão (o Patriota é o antigo PEN). O presidente do Patriota, Adilson Barroso de Oliveira, disse que chegou a gravar um vídeo em que Bolsonaro “deu sua palavra de honra de que concorreria à Presidência pelo partido”, que atendeu todas as suas exigências. Indignado, o Presidente do Patriota afirmou que Bolsonaro “queria assumir todo o diretório nacional”, tomando-lhe o partido de assalto. Barroso negou-lhe o diretório nacional, que não estava no acordo.  Então, Bolsonaro saiu do Patriota e negociou com o PSL, sua nova sigla. Até quando? Para quem não sabe, o número do Patriota é 51. Parece que o presidente da sigla já viu que não foi uma “boa ideia”. E o partido? continuará com esse nome depois do estrago? Ou voltará a ser o PEN – Partido Ecológico Nacional?

É no mínimo curioso  presidente do Patriota esperar lealdade de alguém que foi punido por indisciplina e deslealdade nas Forças Armadas. Esperar coerência de alguém que se diz católico apostólico romano fervoroso e é divorciado e novamente casado. Quem conhece essa família sabe muito bem. Perguntem para Patrícia Lélis, ex-namorada do Eduardinho…

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