A VOLTA DO CAÇADOR DE MARAJÁS

collorCollor anunciou neste final semana sua candidatura à Presidência da República. Quase 30 anos depois de ter sido o primeiro presidente eleito após a ditadura militar, o “caçador de marajás” apresenta novamente sua candidatura a Presidente da República. Só que, ao contrário de 1989, dessa vez não é sério. Primeiro, porque ele não terá nada a perder visto que, eleito senador em 2014, ele tem mandato e, consequentemente, foro privilegiado até 2022. Certamente, ele vai testar sua popularidade e usar o espaço de propaganda para vitrine.

Collor não representa nada de novo. A começar pelo seu partido, o PTC, que é a continuidade de uma legenda de aluguel comprada para sua candidatura em 1989, o Partido da Juventude, que transformou-se em PRN. Daniel Tourinho, que vendeu-lhe a legenda na época, ainda hoje é o presidente do PTC, uma continuidade do antigo PRN. Seu discurso neoliberal também não será novidade.

Mas há algumas diferenças em relação a 1989. Ele certamente não terá, como naquela ocasião, o apoio da Globo. E também não irá buscar nenhuma ex-namorada do Lula para dizer que ficou grávida e foi abandonada. E também não será preciso sequestrarem o Abílio Diniz e vestirem os sequestradores com camisas do PT. Também hoje, em uma suposta “República de Alagoas”, ele não teria o apoio de Renan Calheiros. Acredito, inclusive, que sua candidatura terá mais um significado regional do que nacional. Renan é forte em Alagoas e os antigos aliados hoje não se bicam. Briga feia em todos os sentidos.

Percebo que a agressividade de 30 anos atrás também não terá espaço. Na época, ele dizia que tinha o testículo roxo, mas não demonstrou isso para enfrentar um processo de impeachment até o fim, renunciando antes do julgamento no Senado. Bem diferente da Dilma. Também não mostrará seu porte atlético, que fez parte de seu marketing em 1989. Os tempos de “rambo tupiniquim” passaram e a idade chegou e pesou.

Suas pitadas de discursos neofascistas, inspirados na “Carta del Lavoro” de Mussolini deverão estar presentes. Mas “descamisados” e “pés descalços” são expressões que não deverão mais aparecer. Hoje não emocionam mais. E também não exite “Muro de Berlim” derrubado. Mas é bom aguardarmos pelas “patuscadas” e “pantomimas”.

Collor sabe que será coadjuvante. Mas o naco eleitoral que conquistar poderá servir-lhe de moeda para um apoio no segundo turno e ganhar alguns ministérios. Enfim, o “caçador de marajás” que acabou cassado, hoje não representa nada além de um remake desbotado dos tempos de escândalos da LBA,  PC Farias e de sessões espíritas no Palácio da Alvorada.

DEPOIS DOS PASTORES, AGORA O ABRAVANEL

temer e silvio santosTemer está apelando, de todos os modos, para aprovar a reforma da previdência encomendada pelo grande capital estrangeiro e pelos banqueiros. Depois de receber e pedir apoio aos pastores-televisivos-picaretas-vendedores de ilusão e de curandeirismo rasteiro, agora foi a vez de ele ser o visitante. E Temer foi visitar Senor Abravanel, o Sílvio Santos. Sílvio Santos sempre foi um puxa-saco da ditadura militar. Nos anos 1970, ele exaltava os generais usurpadores de plantão no Planalto e seus Ministros. Tinha até musiquinhas como: “Armando Falcão é coisa nossa…”

Agora, ele abriu as portas de seu programa para Temer, de forma ridícula, fazer a defesa da reforma da previdência no programa que deverá ser exibido no próximo domingo, dia 21 de janeiro. A que ponto a coisa chegou! O Mordomo ter que ir em programa de auditório defender o que os banqueiros querem.

Chama a atenção, em tudo isso, o destinatário das mensagens: é a população mais pobre, geralmente menos esclarecida e que se deixa levar pela fé e pelo ópio televisivo. Não estou criticando quem tem fé. Mas ter fé não significa ser subserviente a pilantras como Silas Malafaia,  Valdemiro Santiago, R.R. Soares e outros que usam a fé alheia para enriquecerem. No caso de Sílvio Santos, a mesma coisa: o programa do senhor Abravanel chega em todos os cantos do Brasil, e é assistido principalmente pela população de mais baixa renda. Nos dois casos, tanto no dos seguidores dos pastores-pilantras como no dos telespectadores de Sílvio Santos, estamos diante do público-alvo que a reforma criminosa de Temer e seus comparsas pretende atingir, condenando-os a trabalharem e nunca saberem o que é desfrutar da aposentadoria.

Já que Temer está em campanha pela reforma, que tal ele listar em sua agenda algumas universidades, onde especialistas já provaram que o INSS não é deficitário? Ou discutir com a sociedade as dívidas milionárias com o INSS de empresas, inclusive as de muitos parlamentares favoráveis à reforma?

Corre a notícia de que, durante a gravação, que não foi aberta aos veículos de comunicação, Temer teria feito o “aviãozinho” com uma nota de 50 reais. E teria jogado para o público. Cuidado! O último governante que  jogou dinheiro para o povo, em uma tentativa desesperada de trazê-lo para seu lado, foi  Muamar Kadafi. E ele foi morto pelo povo em fúria. Não se brinca com o povo. Principalmente quando, além de tirar os seus direitos, tenta-se comprá-lo por 50 reais…

A PROVA DOS “PROVÉRBIOS RACISTAS”

anti racismoA Constituição do Brasil completará 30 anos em outubro e já é uma das mais duradouras da nossa história. Um dos grandes avanços de nossa atual Constituição foi o de considerar o racismo como crime imprescritível e inafiançável. Portanto, não há prazo para o infrator ser processado e ele também não poderá pagar fiança para responder por esse crime em liberdade. No entanto, em quase 30 anos de Constituição Cidadã nenhuma, rigorosamente nenhuma pessoa foi presa por esse crime. Isso, apesar de termos visto, inclusive com publicidade, ofensas e ataques racistas em estádios de futebol, supermercados, shoppings, escolas, clubes, dentre outros. E por que ninguém nunca vai preso? Porque quando o caso chega na delegacia, o crime é tipificado não como racismo e sim como injúria racial. A diferença seria que a injúria racial é uma agressão individual, a uma única pessoa, enquanto que o racismo seria uma agressão a toda uma coletividade. Então, nunca ninguém é preso. O cara ofende, paga a fiança, fica solto e vida que segue. E o racismo continua aflorando na mente e nas atitudes dos delinquentes.

No último domingo, dia 14 de janeiro, na cidade de Morrinhos, em Goiás, no concurso público para preenchimento de vagas de nível médio da Prefeitura, a prova de Conhecimentos Gerais continha uma questão, a de número 10, de conteúdo flagrantemente racista. E não tratava-se, como dizem os “doutos”, daquilo que eles chamam de “injúria” porque toda uma coletividade foi ofendida. A questão citava uma passagem bíblica que teria sido, segundo quem elaborou a questão, a origem do preconceito, pois tal passagem justificaria a “escravidão dos negros africanos”. Em seguida, diante de 4 alternativas, o candidato deveria marcar qual a opção que contém o “provérbio” racista presente na passagem bíblica. Vejam abaixo a questão:a prova racista São diversos os equívocos cometidos, além do claro conteúdo racista. Primeiro, porque a história não registra a escravidão apenas de negros africanos. Mas o próprio enunciado sugere que só negros foram submetidos à escravidão. Em segundo lugar, não se pode chamar as frases contidas nas opções de “provérbios”. Um provérbio, via de regra, expressa um conteúdo de sabedoria ou um bom exemplo moral, o que não é o caso das abomináveis frases. E, o mais importante de tudo: em todas as alternativas, toda a coletividade negra é agredida, humilhada, ofendida e não apenas um único indivíduo. Graças a Hélio de Araújo Júnior, candidato ao cargo de inspetor de postura e que, por ser negro, sentiu-se ofendido, a coisa foi parar na polícia. Ele deu queixa na delegacia de Morrinhos e um inquérito foi aberto.

A prova foi elaborada por uma empresa privada, contratada pela prefeitura. É bom frisar esse fato, para ressaltar mais uma vez que nem tudo o que é privado é bom ou melhor. A coragem do candidato Hélio de Araújo Júnior foi fundamental para que o episódio viesse a público e a própria OAB de Goiás também já se manifestou repudiando o conteúdo racista da questão.

Esperamos que, depois de 30 anos, pela primeira vez tenhamos finalmente alguém preso por crime de racismo no Brasil. Os responsáveis pela empresa que elaborou a prova, o Instituto Consulpam, devem ser responsabilizados de acordo com a lei e a empresa banida de qualquer licitação. A empresa está sediada em Fortaleza, no Ceará. Em nota oficial divulgada hoje em seu site, e assinada por sua Diretoria Executiva, o Instituto Consulpam quer se eximir de culpa e diz que vai defender-se em todas as esferas. Em nenhum momento, na nota divulgada, eles pedem desculpas, pois não viram nada de errado. Infelizmente, o estrago já está feito. E que se faça valer a nossa Carta Magna.

SOBRE O TRIPLEX “DO LULA”: CHAMEM O PARMÊNIDES!

penhora do triplexA lógica tradicional nos ensina, desde o filósofo grego Parmênides (século V a.C.),  que “uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo”. É o famoso “princípio de não-contradição”, até hoje usado por quase todos em suas argumentações. Mas, no direito, a contradição é fundamental, especialmente para assegurar o direito de defesa. Entretanto, o direito ao contraditório tem um prazo de validade na instrução penal. Depois de tudo, o juiz profere a sua sentença. E, aí sim, ela não poderá ser contraditória. Ninguém pode, em uma sentença, ser considerado culpado e inocente,  condenado e absolvido. Na sentença não pode haver a contradição. A sentença dissipa os contraditórios e, geralmente, as provas documentais são as de maior valia para se chegar a uma decisão. E, com a devida vênia do pós-doutor Dallagnol, a justiça não se faz com convicções, porque estas são subjetivas.

Estamos a menos de uma semana do julgamento do recurso da defesa de Lula no TRF-4 em relação ao imóvel que se tornou o mais famoso do Brasil. Tenho certeza de que um dia ele virará um monumento histórico, seja qual for a sentença. A decisão dos três desembargadores não recairá apenas sobre Lula.  Encontra-se nas mãos de 3 pessoas uma decisão que poderá mudar os rumos da preferência eleitoral de cerca de 145 milhões de brasileiros. Vem sendo divulgado há alguns dias um documento que contradiz as convicções dos acusadores de Lula e, portanto, deve ser muito considerado. Não é nenhum manifesto do PT ou de partido aliado. Não é nenhum “panfleto de blog sujo”. Não é nenhum artigo da “Carta Capital”. Ah, e também não é coisa de “comunista”. Trata-se do Termo de Penhora do Triplex 164-A, do Edifício Salina, localizado no Condomínio Solaris. O referido termo, expedido pela Exma. Juíza Luciana Torres de Oliveira, da 2a. Vara de Execução de Títulos do Distrito Federal, penhora o referido imóvel para garantir o pagamento de dívidas da Construtora OAS/SA, referentes a débitos desta empreiteira com a Macife Material de Construção.

Então, uma outra decisão judicial (não é sentença, mas decisão judicial) está afirmando que o referido imóvel não pertence ao Lula e sim à OAS/SA. A magistrada foi clara em sua decisão, afirmando que a referida penhora era para garantir o pagamento de dívidas da OAS/SA.

O juiz Moro diz em sua decisão que Lula é o dono. Já a juíza Luciana Torres de Oliveira diz em sua decisão que Lula não é o dono. Estamos diante de um princípio anti-lógico, não admitido nessa fase do processo e que nem os doutores do TRF-4  poderão se pronunciar a respeito. A questão deixou de ser jurídica e passou a ser lógico-filosófica, pois os três desembargadores terão que confrontar o “ser” e o “não-ser” para proferirem a sentença final.

Por favor, chamem o Parmênides!

OLARIA E PELÉ: A GLOBO ERROU

Pelé com a camisa do OlariaComeçou nesta terça-feita, dia 16, o Campeonato Estadual do Rio de Janeiro. Apesar das muitas mazelas que vêm marcando a competição, tivemos uma ótima iniciativa: Pelé agora é o Embaixador do nosso campeonato estadual. A cerimônia de abertura do certame, com a presença do Rei do Futebol, aconteceu na segunda-feira, dia 15. O RJ-TV Primeira Edição e o Globo Esporte, ambos do dia 16, levaram ao ar uma matéria sobre a cerimônia de abertura. Na matéria era destacada a importância que o Rio de Janeiro sempre teve na carreira de Pelé. Foi no Maracanã que Pelé sagrou-se bicampeão mundial de clubes pelo Santos, em 1962 e 1963. Foi também no Maracanã que Pelé marcou o seu milésimo gol, em 1969. E também no Maracanã Pelé jogou a sua última partida pela seleção brasileira, em 1971.

Mas a matéria levada ao ar nos dois programas da Globo também mencionava as ocasiões em que Pelé vestiu as camisas de quatro clubes cariocas, em jogos festivos: foram eles Vasco, Flamengo, Fluminense e Olaria. Ocorre que, o jogo em que Pelé vestiu a camisa do Olaria não foi um jogo festivo. O jogo em questão foi no dia 22 de março de 1964, no Maracanã, entre Fluminense e Santos, pelo antigo Torneio Rio-São Paulo. O Santos venceu por 1 a 0, gol de Pepe. E onde entra o Olaria nessa história?

Bem, esse jogo foi o famoso jogo em que o time do Santos, em agradecimento ao apoio recebido da torcida carioca nas finais dos mundiais de 1963 e 1964, entrou em campo com cada jogador vestindo a camisa de um time do Rio. Na verdade, 10 jogadores vestiram camisas de times cariocas e apenas o goleiro Gilmar vestiu a do Santos. E Pelé escolheu a do Olaria. Falamos de detalhes desse jogo em nosso livro “Olaria – Histórias de um Centenário”.

Pelé já conhecia bem o Olaria. O Rei havia enfrentado o clube da Rua Bariri no ano anterior, pelo mesmo Torneio Rio-São Paulo. E um outro detalhe: o zagueiro Haroldo, mais conhecido como “Haroldo Sombra”, havia saído do Olaria em 1963 para o Santos, onde sagrou-se campeão mundial pelo time da Vila Belmiro junto com Pelé. Portanto, temos a convicção de que a escolha de Pelé pela camisa do Olaria não foi casual.

Lamentamos muito o fato de o Olaria não estar na primeira divisão. Mas, mesmo assim, ele foi citado em duas matérias televisivas por ter sido um dos clubes que Pelé vestiu a camisa. Isso é só para quem tem história. O resto… Bem, o resto a gente compra…

VEM AÍ O UNUNÊNIO NA “TABELA REXONA”

tabela periódicarexonaNão faz muito tempo, muita gente não queria comprar um atlas geográfico porque, logo logo, ele ficava desatualizado. Surgiam novos países na Europa, África, Ásia e, aí, aquela configuração política já ia para o atlas histórico. Aquele atlas geográfico já não servia mais.

Parece que o mesmo está acontecendo com a tabela periódica. Criada em 6 de março de 1869 pelo químico russo Mendeléiev, a tabela agrupa todos os elementos químicos e suas propriedades. Desde sua criação até hoje, a tabela periódica foi crescendo, com a descoberta e consequente inclusão de novos elementos. Em 2016, por exemplo, mais quatro elementos foram acrescentados à tabela.

O “Jornal da Ciência”, uma publicação da SBPC (Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência), em sua edição de 15 de janeiro de 2018, publica uma interessante matéria, sob o título “Tabela Periódica Poderá Crescer”. A matéria fala sobre o trabalho de vários cientistas japoneses, liderados por Hideto Enyo. A equipe de Hideto Enyo pretende abrir uma nova fileira na tabela, com a sintetização de um novo elemento, um metal que até o momento ninguém conseguiu sintetizar. Caso obtenham êxito, surgirá na tabela o elemento de número 119. O nome (provisório) desse possível novo elemento, é ununênio. A explicação do nome é o significado, em latim, de “um, um, nove”, o número a ser atribuído a esse possível novo elemento na tabela.

Como a equipe de cientistas japoneses pretende inaugurar uma nova fileira na tabela, as antigas ficarão desatualizadas.  E nossos prezados alunos, por favor, não fiquem incomodados. O conhecimento muda e também cresce. A Terra já foi plana, Plutão já foi planeta, a burguesia já foi revolucionária e tirar uma fotografia já foi fenômeno químico. E ainda tem espaço na tabela, que, em nossos tempos, com todo respeito ao Mendeléiev, poderia se chamar “Tabela Rexona”.

TRUMP E OS “PAÍSES DE MERDA”

países de merdaNa mesma semana em que, no Brasil, Bolsonaro disse que “comia gente”, Trump vomitou, nos Estados Unidos, mais uma de suas verborragias xenófobas: disse que o seu país não era obrigado a receber imigrantes vindos de “países de merda”. O assaque do ultra-direitista que preside os Estados Unidos teve como alvos, especialmente,  países da África e da América Central. Dois vizinhos da América Central foram especialmente ofendidos: El Salvador e Haiti. O Haiti, um dos países mais pobres do mundo, vítima da miséria, doenças e tragédias, como terremotos, foi o único do continente americano cuja independência, em 1804, foi resultado de uma revolta de escravos, que expulsaram os franceses e decretaram a primeira república negra livre da América. Talvez isso ainda cause calafrios em Trump e seus assemelhados.

O discurso tem, nitidamente, um viés nazista, quando reforça a ideia de que os americanos não devem se misturar. E também porque os imigrantes seriam os responsáveis por mazelas em seu país. Foi o mesmo discurso de Hitler, até tomar o poder em 1933. É como se os Estados Unidos fossem “puros”, “originais” e tudo o que eles possuem, material e culturalmente, é resultado apenas do que eles construíram. Para casos como esses, onde o etnocentrismo vai além de repulsas momentâneas e não procura se superar, nada como algumas anotações de Antropologia. Há um texto interessante do antropólogo e professor Roque Laraia, intitulado “A Difusão da Cultura”, em que são elencadas várias contribuições culturais estrangeiras que hoje formam o “modo de vida americano”. Sem essas contribuições, o estilo de vida de um americano típico não seria do modo como conhecemos. São muitos os exemplos, mas basta citar alguns para chegarmos a uma simples conclusão: os Estados Unidos são muito mais do que uma mente tacanha e que sofre de bitola da retina como o Trump pode pensar. Pensemos em um dia típico de cidadão dos Estados Unidos:

Ao acordar, ele levanta-se de uma cama, cujo padrão original é do Oriente Próximo. Ele usa pijama, vestuário típico da Índia. Costuma, ainda pela manhã, fazer a barba, que é um ritual masoquista vindo da Mesopotâmia ou do Egito. Também usa muito o vidro, invenção igualmente do Egito. Em época de chuvas ou nevasca, calça galocha, originária dos índios da América Central, onde Trump disse que os países são de merda. Ele adora consumir e para isso usa moedas, inventadas na Líbia. Usa faca de aço, liga criada na Índia. Bebe café, que veio da Etiópia e saboreia melão, vindo do Irã. Fuma cigarro, invenção do México e charuto, que veio das Antilhas.

Em relação ao cidadão Trump, além dos exemplos citados, ele próprio já foi capa de uma famosa revista que encantava o mundo masculino. E essa revista era impressa em um material inventado na China e por um processo criado na Alemanha.

Talvez, por tudo isso, Trump ache que ele, seu povo e seu país devam ser “cem por cento americanos!” Ele só não diz se é com ou sem os “países de merda”.