2018: UM ANO QUE PROMETE

20182018 é um ano que, sob todos os aspectos, vai mexer com os brasileiros. Com políticos e partidos desacreditados, teremos uma das maiores eleições de nossa história. E, com uma seleção cheia de créditos, iremos para a Copa do Mundo na Rússia. Esses dois eventos marcarão o ano que se avizinha.

Sobre as eleições, não é exagero dizer que elas serão certamente as mais acirradas de toda nossa história. As cicatrizes da derrota do Aécio e da direita nas urnas e do consequente golpe do impeachment da Dilma jamais desaparecerão. Na verdade, 2018 será a continuação de 2014, “a eleição que não acabou”. Iremos, na verdade, para o “quinto turno” (Dilma ganhou dois nas urnas e perdeu dois no tapetão midiático-parlamentar-empresarial). Isso faz até lembrar os antigos Campeonatos Cariocas nos anos 1960 e 1970, cheios de “turnos”. A expectativa é de radicalismos. Tudo leva a crer que, pela primeira vez, a extrema-direita terá um candidato próprio. Bolsonaro e seus seguidores talvez apostem nos exemplos de avanço da extrema-direita pelo mundo afora.

Uma eventual condenação de Lula em segunda instância pode ter efeitos inesperados. Seus votos poderão ser pulverizados. Mas, preso, ele também poderá ser tido como “mártir” e servir de esteio à campanha do PT. É possível que sua condenação saia pela culatra. Muitos partidos, envergonhados, entrarão no pleito com outros nomes e siglas. O PMDB de Temer é um deles, que voltou a ser MDB, a sigla da resistência partidária à ditadura. Uma impostura. Não acredito que eles lancem candidato. O Alckmin congrega tudo o que querem. Até porque o PMDB sempre esteve em todos os governos e o partido já chegou três vezes à Presidência da República sem precisar de um único voto.

Mas 2018 também será um ano de efemérides notáveis. A começar pelos 100 anos do fim da Primeira Guerra. E, para desespero dos direitistas conservadores, se 2017 marcou os 100 anos da Revolução Russa,  2018 marca os 200 anos do nascimento de Karl Marx. Gostando ou não, concordando ou não, seu pensamento dividiu a humanidade e, certamente, vários eventos ocorrerão em 2018 para celebrar a data. Tomara que quadrilhas fascistas não invadam universidades, como ocorreu em 2017. Não podemos esquecer que 2018 também marca os 30 anos de promulgação de nossa Constituição Cidadã, o marco do fim da ditadura militar. Com todos os tropeços, PECs e omissões, ela ainda sobrevive. E, no Brasil, uma Constituição chegar aos 30 anos é algo historicamente raro. Até então, das sete Constituições brasileiras, apenas duas haviam alcançado essa proeza: a de 1824 e a de 1891.

Não esquecendo do Carnaval, 2018 marca ainda o centenário do Cordão do Bola Preta, a mais tradicional agremiação do carnaval de rua do Rio de Janeiro. Não entendo como nenhuma escola de samba explorou a data para fazer o seu enredo.

Que 2018 seja um ano em que a democracia e a soberania popular vençam as tentativas de golpe. Muita força ao nosso povo para suportar mais um ano de governo ilegítimo, impopular e criminoso de Temer e sua quadrilha. Lutemos contra a maldita reforma da previdência, que só beneficia o grande capital e os banqueiros.  E muita força também aos funcionários públicos estaduais do Rio de Janeiro. Que resistam a mais um ano do fatídico e facínora desgoverno do Pezão, o filhote do Sérgio Cabral.

Que o Brasil e o Rio de Janeiro sejam retomados pelo povo nas urnas!

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